MENTIROSOS


E. LOCKHART
Editora SEGUINTE
2014
272 páginas

SINOPSE: Cadence vem de uma família rica, chefiada por um patriarca que possui uma ilha particular no Cabo Cod, onde a família toda passa o verão. Cadence, seus primos Johnny e Mirren e o amigo Gat (os quatro "Mentirosos") são inseparáveis desde os oito anos. Durante o verão de seus quinze anos, porém, Cadence sofre um misterioso acidente. Ela passa os próximos dois anos em um período conturbado, com amnésia, fortes dores de cabeça e muitos analgésicos, tentando juntar as lembranças sobre o que aconteceu.

Harry Sinclair tem três filhas: Carrie, Bess e Penny. Carrie é mãe de Johnny e Will; Bess é mãe de Mirren, Liberty, Taft e Bonnie; Penny é mãe de Cadence. Uma vez por ano, todos vão para a ilha particular da família e ficam nela durante todo o verão. Quando Mirren, Johnny e Cadence estão com oito anos, Carrie é abandonada pelo marido e começa a namorar Ed, um comerciante de artes de ascendência indiana, que tem um sobrinho chamado Gat, garoto de pele morena e cabelos escuros, o oposto dos Sinclair.

Cadence se apaixona de imediato.

“Mas Gat não respondeu. Estava olhando para mim. Seu nariz era grande, a boca, meiga. Pele bem morena, cabelo preto e ondulado. Corpo carregado de energia. Parecia que alguém tinha dado corda nele. Como se procurasse alguma coisa. Era todo contemplação e entusiasmo. Ambição e café forte. Eu poderia ficar olhando Gat para sempre.”

A chegada de Gat aproxima Johnny de Cadence e Mirren, que antes não gostava muito de brincar com elas, e os quatro, devido às constantes confusões que arrumam na ilha, começam a ser chamados de os MENTIROSOS pela família. Mas Gat também acentua o desprezo e o preconceito de Harris, o avô dos três garotos.

“O único fracasso de meu avô foi nunca ter tido um filho homem, mas não importa. As filhas dos Sinclair eram bronzeadas e afortunadas. Altas, alegres e ricas, aquelas meninas eram como princesas de um conto de fadas. Eram conhecidas em Boston, Harvard Yard e Martha’s Vineyard por seus cardigãs de caxemira e festas grandiosas. Foram feitas para virar história. Foram feitas para serem princesas e estudarem nas melhores escolas, terem estátuas de marfim e casas majestosas.”

Harris é o patriarca da família. Ele é o dono do dinheiro e da decisão de para quem deixará a maior parte de sua herança depois que morrer. E Cadence é a primeira neta, a mais velha e sua preferida. Fica claro seu descontentamento quando flagra ela e Gat se beijando no sótão da mansão.

“Gat permaneceu em pé. Ele precisava abaixar a cabeça por causa do teto inclinado do sótão.
– Cuidado, meu jovem – disse meu avô, curto e grosso.
– Perdão?
– Cuidado com a cabeça. Você pode se machucar.
– O senhor tem razão – disse Gat. – O senhor tem razão, posso me machucar.
– Então tome cuidado – meu avô repetiu”

As três filhas de Harris travam uma batalha de interesses para cada uma delas conseguir mais atenção do pai e, consequentemente, o favoritismo para a herança. Harris, claro, sabe e abusa de seu poder sobre elas. Ele é aquele tipo de homem que não ameaça diretamente. Ele faz isso de forma discreta, através de indiretas ou conversas de duplo sentido, que são aquelas que metem mais medo, porque são as mais verdadeiras, por não serem ditas com raiva, mas sob controle, com frieza.

“Então, quando meu avô disse que podia deixar seu dinheiro para Harvard construir um centro acadêmico e pediu nossa opinião, não estava envolvendo a família em seus planos financeiros. Estava fazendo uma ameaça.”

Nessa tempestade que é o relacionamento das filhas com o pai, das ações interesseiras, da necessidade de se conseguir cada vez mais, os quatro garotos tentam se manter unidos e aproveitar os únicos meses em que podem ser autênticos, os únicos meses em que ficam juntos, uma vez que durante o resto do ano, eles vivem em pontos diferentes do país.

Gat é o ponto em comum entre eles, é o farol que ilumina a verdadeira face de Harris. Cadence é a mais sensível, e a paixão que sente por Gat aumenta sua sensibilidade com relação às ações cheias de interesse, que sua mãe a obriga a fazer para manter a preferência de Harris.

No verão em que os quatro, Cadence, Gat, Mirren e Johnny, estão com quinze anos, o mesmo verão que a paixão entre Cadence e Gat aflora de maneira irreversível, algo acontece. Cadence sofre uma acidente, perde a memória dos últimos dias e fica dois anos longe da ilha. Quando retorna e reencontra os dois primos e Gat, tenta, com a ajuda deles, descobrir o que aconteceu.

É Cadence quem narra a história e, junto com ela, percorremos as 270 páginas de MENTIROSOS em busca daquilo que ela esqueceu. Nesse processo, sentimos o amor dela com Gat, a amizade com Mirren e Johnny, a revolta com as ações interesseiras das três filhas de Harris, a indignação, o respeito e a admiração que esse mesmo Harris transmite de forma contraditória, e dor. O livro é impregnado de dor. É o que você, leitor, irá sentir em maior intensidade. Até no momento em que Cadence descobre o amor, ela faz com dor.

“E eu vi Gat,
E vi aquela rosa na mão dele,
e, naquele momento, com a luz do sol entrando pela janela e brilhando sobre ele,
as maçãs sobre a bancada da cozinha,
o cheiro de madeira e maresia no ar,
eu rotulei de amor.”

Cadence não se poupa do sofrimento. Ela é exagerada nas descrições do que sente com um motivo: ela precisa transmitir a intensidade da dor, e só através de metáforas exageradas é possível dimensionar o que sente.

“Na primeira noite, chorei, roí as unhas e tomei vinho roubado da despensa de Clairmont. Girei impetuosamente céu adentro, furiosa, golpeando estrelas em seu ancoradouro, rodopiado e vomitando. Bati o punho na parede do chuveiro. Lavei a vergonha e a raiva em água fria, muito fria. Depois fiquei tremendo na cama como o cachorro abandonado que era, pele tremendo sobre os ossos.”

Dois anos após o acidente, quando Cadence retorna a ilha, ela está diferente. Ela mudou. Ela não é a mesma pessoa. O amor que sente por Gat e por seus primos é o mesmo, mais intenso, até, mas ela volta com uma dose maior de dor, mais profunda.

“Tenho quase dezoito anos. Tenho um cartão de biblioteca bem gasto e pouco mais que isso, embora more em uma
casa enorme cheia de objetos caros e inúteis.
Eu era loira, mas meu cabelo agora está preto.
Eu era forte, mas agora sou fraca.
Eu era bonita, mas agora pareço doente.”

Ela doa todas as suas coisa, mesmo antes de descobrir o que aconteceu. Ela quer se tornar vazia, se punir, ficar sem nada. A única coisa que ela não abandona é Gat, Johnny e Mirren. Na ilha, eles podem ser autênticos. Eles não precisam atuar para a sociedade, fingindo serem o que não são. Por isso, eles anseiam tanto por esse pequeno período do ano e temem o momento em que ele termina.

E esse momento, no verão dos 15 anos, fica mais evidente quando Cadence e Gat ouvem uma conversa, que indica a ordem de Harris para Gat não retornar à ilha no verão seguinte, na tentativa do avô separar o garoto da neta. Isso seria o fim do amor entre os dois, e o fim da amizade com Mirren e Johnny. Seria o fim da alegria que enchia os quatro de força para suportarem o meses que os separavam do verão seguinte.

Assim, a tragédia fica anunciada.

A escrita de Lockhart é apaixonante na mesma medida em que é impregnada de dor. Ela sabe transmitir uma carga enorme de emoção através de frases curtas, muitos pontos finais e quebras de linha, dando um tom de tragédia e de desespero que se estende por toda a história.

Mas Lockhart não escreve nenhum desses sentimentos de forma aberta. Ela é sutil. Ela coloca a carga emocional entre as linhas de seu texto, nas palavras bem escolhidas, ou até mesmo na falta delas, quando, por exemplo, ela usa a descrição de um beijo para indicar o choro de Gat.

“Encontrei Gat na trilha da costa e corri até onde ele estava, olhando para a água. O vento estava forte e meu cabelo voava no olho. Quando eu o beijei, seus lábios estavam salgados.”

Nunca havia lido nada de Lockhart e fiquei impressionado com a facilidade com que ela envolve o leitor e consegue descrever a personalidade real de cada personagem, como a duplicidade maquiavélica de Harris, ou o desespero das três filhas em conquistarem sua atenção por puro interesse financeiro, ou no desapontamento dos quatro MENTIROSOS a cada vez que percebiam essas situações.

Até a página 240 eu tinha quase certeza de que MENTIROSOS seria, fácil, o melhor livro do ano. Então, na página 241, eu confirmo aquilo que suspeitava desde o início, mas me recusava a acreditar, uma vez que as pistas que apontavam para isso eram negadas, na mesma medida, por pistas que apontavam em sentido contrário, e que eu descrevo no final desta resenha, depois de um enorme alerta de spoiler. O grande segredo.

Que decepção!

Preciso dizer que sou reticente quanto a livros de modinha. E, sim, eles existem em grande quantidade. Algumas vezes eles fazem jus à fama... outras, não. Este, infelizmente, é um desses casos. Explico o motivo: também odeio quando um autor usa o conceito, ou a ideia, de outro autor para construir uma história. Não vejo nada de errado em semelhanças, mas, no caso de MENTIROSOS, tudo é construído exatamente sobre um segredo que já foi usado mais de uma vez em filmes e livros, que não cito aqui, claro. E o murmurinho à volta do livro é, injustamente, por causa de algo que não foi criado pela autora.

A história de Lockhart, até a página 240, é muito, muito boa. Se ela tivesse mantido a sequência dos eventos sem recorrer a esse segredo, o livro seria devastador por mérito próprio e não pelo que outro autor criou.

Toda boa história precisa de uma moral, uma mensagem, algo que justifique tudo o que aconteceu, de forma boa ou não. Em MENTIROSOS, não existe moral. A única mensagem que o livro deixa é, na verdade, um sentimento: dor.

Nenhum dos personagens fica com nada. Harris perde aquilo que tinha de mais precioso e não valorizava; as filhas perdem qualquer chance de favoritismo; os MENTIROSOS perdem a esperança. E tudo isso, sem um aprendizado. Todos os personagens, principalmente Cadence, tornam-se apenas uma casca vazia ambulante.

Para um livro, esse é um dos piores pecados: ele não consegue deixar nada que importe, além de um enorme desconforto sem significado.

E mais triste é reconhecer que esse defeito poderia ser tão facilmente contornado se o grande mistério não existisse, se Lockhart mantivesse a narrativa de forma sequencial, usando sua própria criatividade para finalizar os acontecimentos na ilha, ao invés de se preocupar em usar um conceito que não era seu para deixar o leitor chocado.

Pena pelo desperdício. Foi isso que senti ao finalizar a leitura de MENTIROSOS. E arrependimento por não ter fechado o livro na página 240 e ficar com uma das melhores histórias de 2014... até a página 241.

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Carlos H. Barros

Tenho várias paixões: livros, gibis (muitos gibis), filmes, séries e jogos (muitos jogos de PC e consoles), fotografia, natação, praia e qualquer chance de viajar para conhecer novos lugares e pessoas. Lamento o dia ter apenas 24 horas - é muito pouco ;>) -, e não saber desenhar O.O

20 COMENTÁRIOS

  1. Carlos, á um bom tempo estou com o enorme desejo de ler Mentirosos. Sua sinopse, realmente me atraiu sobre este misterioso acidente em que a protagonista não se recorda. Lendo sua resenha, ainda estou curiosa para descobri o desfecho desta história, que infelizmente não teve o final esperado e até mesmo decepcionante para você. Mas espero sinceramente, que eu possa gostar.
    Parabéns pela resenha!

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  2. Oi Carlos! Já tinha lido resenha sobre o livro e tinha em interessado em ler, mas agora com esse sua renha ... Menino! tô mais curiosa pra ler! Parabéns! Bjs!

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  3. Oi Carlos, sua resenha está ótima! Me fez relembrar a história e realmente.. Quando ele foi lançado, teve muito burburinho. Mas eu gostei, não chegou a ser o melhor livro do ano, mas o que você disse depende de cada um. Você está acostumado com esse tipo de final em filmes/livros. Outros não, talvez por isso, as pessoas tenham se surpreendido tanto. De modo geral, acho um bom livro.

    Também nunca li nada da autora e gostei da forma como ela escreve :)

    Bjs!

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  4. Oiii, sua resenha ficou muito boa. Nossa bem no finalzinho do livro ele nos decepciona, pior coisa </3
    Perdi a vontade de ler ele agora rs

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  5. Já tinha lido uma resenha deste livro, eu gosto de livros com charadas e reviravoltas então, fiquei muito curiosa para desvendar os mistérios que rondam a obra, conhecer os Sinclair, principalmente a Cadence e o Gat. Confesso que não sabia que este final, considerado genial, era apenas uma "cópia" de algo já criado, é triste quando isto ocorre. Mesmo assim daria uma oportunidade a obra, talvez no meu caso o final seja surpreendente. Gostei muito da resenha.
    Abraço!

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  6. O livro parece ser bom, faz tempo que eu queria lê-lo. Uma pena o final ter te decepcionado, não sei se o mesmo irá acontecer comigo, mas é realmente muito triste quando isso acontece. Abraços, amei a resenha!

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  7. Quando vi essa capa pela primeira vez, eu fiquei simplesmente encantada por ela. Porém, me desanimei depois de ter lido a sinopse. E agora mesmo... Babou kkk Principalmente o erro estando no final, que é a parte que eu mais dou atenção, vamos dizer.
    Enfim, ótima resenha! ^^

    Beijos =*

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  8. Este comentário foi removido pelo autor.

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  9. Vi uma resenha bem negativa desse livro no instagram (não me recordo em qual ig)
    Pela sua resenha, achei o livro interessante (apesar de você falar que isso acaba na pagina 140) e totalmente diferente da outra resenha que havia lido. Bom, acho que o único jeito de descobrir se ele é realmente bom ou não é lendo e tirando minhas próprias conclusões...
    Parabéns pela resenha.

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  10. É tão decepcionante quando um livro acaba perdendo o rumo e caindo na mesmice. A história parece ser interessante é uma pena que tenha sido mal explorada depois de certo ponto. Tinha curiosidade para ler, mas acho que não vou perder meu tempo.

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  11. Ah parece ser legal, mais não me atraiu muito, não me deixou com aquela vontadezinha de querer ler,mas valeu pela resenha,como sempre muito bem escrita!

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  12. Oi Carlos!
    Senti a mesma decepção que você ao terminar de ler Mentirosos. O livro estava ótimo até chegar ao grande segredo. Quando li simplesmente falei "isso é o maravilhoso esperado?" Nossa isso acabou com toda a alegria da leitura. Senti que foi um tremendo desperdício, principalmente por parte do autor, que poderia ter ganhado mais intensidade se mantivesse o ritmo inicial. Mas ok né, vivendo e aprendendo com as modinhas rs.
    Abs!

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  13. Tenho que admitir que estou surpresa ao ver a sua resenha e ver o quanto esse livro foi decepcionante já que possuo um amigo que adorou esse livro e por sinal foi ele que me indicou. Eu ganhei esse livro em um sorteio e tenho que admitir que antes a ansiedade que me invadia para ler essa história já não está tão presente, pois odeio ler um livro que não tem um final agradável, sinto que perdi tempo com um livro quando poderia ter lido algo melhor.

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  14. Serio que não é tudo isso? Eu estava com vontade de ler esse livro esse ano mas vejo que vou mudar de ideia, é f@# quando o autor tem tudo para dar certo, fo@e com a coisa toda.

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  15. Já vi várias pessoas falando desse livro e é sempre a mesma coisa: ou a pessoa odeia ou ama. Fiquei curiosa com a resenha, mas confesso que fiquei apreensiva também por causa desse final. Obrigada pela resenha =D

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  16. Apesar de você ter se decepcionado com Mentirosos (página 241 e tals), essa ainda é a primeira resenha que me deixou interessada pelo livro ;p eu sei, eu sei, é meio confuso, mas eu gostei que você foi sincera sobre tudo, os pontos altos e baixos. Talvez, só talvez, eu dê uma chance a leitura em breve. Mas, por enquanto, eu quero muuito ler O Histórico Infame de Frankie Landau-Banks também da E. Lockhart ^^
    Bjs, Juh.

    http://naosepreocupecomisso.blogspot.com/

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  17. Depois que conheci este livro, fiquei com uma vontade absurda de ler, já vi muitos quite gostaram, vai de ponto de vista cada um. Eu ainda quero ler ele,mas não com a mesma expectativa de antes.

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  18. Quando vi no twitter que tinha saido resenha de Mentirosos fiquei doida pra ler. Li esse livro no começo do ano passado e eu fico até hoje relembrando e tentando entender o que de fato aconteceu nele, sério! Fiquei muito confusa ao terminar de ler, senti um vazio, como se a história não tivesse sido contada direito, tivesse faltando alguma coisa. Ainda pretendo ler ele novamente e tentar entender. Li ele por recomendações de amigas que falaram que ele era fantástico, mas eu realmente não vi esse "fantástico", infelizmente. Parabéns pela resenha!!

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  19. Nossa, eu amei Mentirosos quando li. Me incomodei um pouco com o final, mas depois digeri e acabei gostando, gostei desde o início, assim como vc, mas o final não me fez gostar menos. Pena que isso tenha acontecido com vc!

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  20. A resenha tornou o livro interessante, até então eu nunca vi uma resenha negativa dele. Adorei. Beijos!

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