O SOFRIMENTO DAS MÃE CHINESAS


RESUMO: O artigo, baseado no livro Mensagem de Uma Mãe Chinesa Desconhecida (Editora Companhia das Letras, 2011), traz como tema central o sofrimento das mães chinesas em decorrência da cultura do país, que determina que os bebês do sexo masculino são os únicos herdeiros dignos da família tradicional chinesa. Em virtude do extremismo cultural em relação ao gênero, na China, quando uma menina é concebida, assassinatos, abortos e abandonos são frequentes, pois a criança é considerada inútil perante a sociedade. Assim, entre essas opções, muitas vezes as mães chinesas preferem abandonar suas filhas para que elas possam ter uma vida mais digna.

Desde a consolidação da sociedade, a mulher sempre teve pouca influência e era considerada apenas como um objeto de procriação. Na idade média, a exclusão do gênero feminino se tornou cada vez mais intensa, o que futuramente deixaria consequências inevitáveis. Na China, por exemplo, o extremismo cultural tem levado a morte de inúmeras mulheres e crianças do sexo feminino, uma vez que essas não possuem nenhuma importância socioeconômica no país. Outro fator social que tem levado a morte de meninas é a politica do filho único, que é uma lei implantada na China que permite apenas um filho por casal. Após ter sido modificada em 2014, os casais em que um dos cônjuges seja filho único podem ter mais um filho caso o primeiro seja uma menina.

As leis implantadas, juntamente com o extremismo cultural chinês, levam as mulheres desse país a preferirem não ter filhos, uma vez que o histórico da sociedade tem feito mães abortarem bebês ou abandoná-los. Em virtude disso, a economia do país entre 2030 a 2040 estará estagnada, pois a o índice de mortalidade será muito maior que o de natalidade.

A fim de transmitir os sentimentos das mulheres chinesas, sejam como mães ou apenas como espectadoras, a autora Xinran relata em diversas obras a situação real dessas mulheres, principalmente em Mensagem de Uma Mãe Chinesa Desconhecida

Na China, desde a implantação da política do filho único, na década de 70, mulheres que engravidam sem permissão são caçadas pela Secretaria de Planejamento Familiar. Além de serem tratadas como criminosas essas mulheres são obrigadas a realizar um aborto, independentemente do tempo de gestação. Com a política do filho único introduzida no país, estima-se que no período de 1979 a 2011, 400 milhões de crianças foram impedidas de nascer.

Na década de 80, as mulheres eram obrigadas a implantar um Dispositivo Intrauterino (DIU) após o nascimento do primeiro filho. Quando a implantação do DIU era impossibilitada, as mulheres se tornavam alvos fáceis da Secretaria de Planejamento Familiar. Se engravidassem e fossem descobertas, não tinham outra escolha senão abortar.

A política não favorecia as mães solteiras, que eram consideradas escórias pela sociedade e até mesmo pela família. Os casais não tinham permissão para ter mais de um filho, mas as mulheres solteiras não tinham direito nem a um.

Nos anos de 1990, ter mais de um filho significava pagar multas exorbitantes, que chegavam a ultrapassar em três vezes a renda anual da família. Não bastasse isso, o casal também perderia o emprego, o direito às rações de roupa e comida e a criança não poderia ser registrada e nem educada. Sendo assim, as famílias preferiam se submeter ao aborto. As que relutavam, eram obrigadas da mesma forma. Em uma audiência realizada no dia 22 de setembro de 2011 no Congresso Norte-Americano, várias vítimas da política do filho único testemunharam suas experiências. Yeqing Ji, que já tinha uma filha, desejava um filho homem e foi submetida ao aborto disse:

“Depois do aborto, eu me senti vazia, como se algo tivesse sido arrancado de mim. Meu marido e eu tínhamos ficado tão animados com o nosso novo bebê. Agora, de repente, toda aquela esperança, alegria e excitação haviam desaparecido, tudo num instante.” (JI apud FEUERBERG, 2011)

Apesar da política do filho único ter sido reformada na China, mesmo que na teoria, deixou sequelas como preconceito e discriminação. Essas, muitas vezes, são em decorrência da cultura local, que julga ser necessário ter um herdeiro do sexo masculino. Como consequência, o aborto, abandono e até mesmo a morte após o nascimento de crianças do sexo feminino são constantes.

Os dados supracitados foram coletados em decorrência da leitura da obra de Xinran, Mensagens de UMA MÃE DESCONHECIDA, publicado pela editora COMPANHIA DAS LETRAS em 2011, que instigou a pesquisa sobre o sofrimento das várias mães chinesas que não têm a oportunidade de criar o seu bebê do sexo feminino devido a cultura do país.

O principal objetivo da autora não era só fazer uma pesquisa aprofundada sobre os sentimentos dessas mães, mas também responder a principal pergunta feita pelas crianças chinesas do sexo feminino que foram adotadas: “por que minha mamãe chinesa não me quis?”. Para isso, a melhor forma que Xinran encontrou para explicar para essas meninas foi escrever o livro, embasado na cultura da China e na realidade das famílias, principalmente quanto ao nascimento de uma menina.

O incentivo para escrever as histórias das mulheres chinesas que foram forçadas a abandonar os seus bebês surgiu quando, depois da publicação dos seus outros dois livros, AS BOAS MULHERES DA CHINA e TESTEMUNHAS DA CHINA (ambos publicados pela editora Companhia das Letras nos anos de 2003 e 2009, respectivamente) a autora começou a receber fotografias, fitas, vídeos e cartas de famílias adotivas e de meninas chinesas adotadas ao redor do mundo. Xinran, com o recebimento de tantas cartas, começou a se questionar como lidaria com o fato se fosse uma das crianças chinesas abandonadas e como encontraria respostas para as tantas perguntas que surgiriam.

Não consegui ler As Boas Mulheres da China porque achei doloroso demais. Chorei, chorei e chorei. Cada mulher eu imaginava como sendo a mãe de Mei e Xue – e o que ela teve de enfrentar e a perda de ter que abandonar os seus bebês. Algum dia, todas essas meninas adotadas precisarão entender que suas mães as deram em adoção – não porque não as amassem (TOMARA), mas porque a vida era difícil e dolorosa demais. (ROS apud XINRAN, 2011)

Apesar de Xinran demonstrar um desejo muito grande de esclarecer a situação das mães e das crianças, o sistema político da China foi um dos agravantes para a coleta de dados, uma vez que o sistema do país é muito fechado, dificultando o acesso às informações culturais e estatísticas. Além disso, o próprio esclarecimento das mães chinesas foi um processo árduo, muitas vezes em decorrência das perseguições promovidas pelas autoridades locais. Por isso, todo cuidado em manter o sigilo foi necessário para que a verdadeira história sobre o genocídio feminino fosse relatada.

Desde os tempos antigos era muito comum na China, que antes de qualquer casamento, as mulheres fizessem um exame obrigatório para verificar a sua integridade. Esse costume continuou em vigor mesmo na nova China pós-Liberação e só foi extinto em meados de 1990. Portanto, uma mulher que perdesse a virgindade antes do casamento não era considerada digna pela sociedade e até mesmo pelo pretendente.

No ocidente, as parteiras são reesposáveis por trazer ao mundo os bebês, sejam eles meninos ou meninas. Porém, na China, nas pequenas aldeias localizadas nas zonas rurais, essas mulheres são responsáveis tanto por promover um parto quanto para “resolver uma menina”.

Nas pequenas aldeias da China, era preferível não possuir uma casa ou pedaços de terra a não ter filhos e netos. Em decorrência disso, muitas mulheres eram expulsas de casa, ainda mais se já tivessem passado por alguma gravidez que não desse um herdeiro para a família.

Naquela época, a mulher era criada ouvindo os adultos dizerem que o primeiro bebê de uma mulher precisava ser um menino, senão as raízes da família seriam quebradas. Portanto, os bebês do sexo feminino que nasciam não podiam viver.

Uma publicação do jornal britânico The Lancet provou que o suicídio é a quinta causa de morte mais comum na China. De cinco chineses com idade entre 15 e 34 anos que morriam, um havia cometido suicídio. Os pesquisadores afirmaram também que o índice de suicídio entre as mulheres é bem mais algo que entre os homens, 25% mais mulheres que homens.

O índice de suicídio entre as camponesas era ainda maior: cerca de 30% das mulheres e meninas morriam. Era muito comum a ingestão de pesticidas e, devido a carência de médicos naquela área, praticamente todas as tentativas suicídio eram bem sucedidas.

Na China, os pais que não tinham coragem para matar suas filhas, fugiam para burlar a política do filho único, mas nem sempre a tentativa era bem sucedida e acabavam tendo que abandonar alguma de suas crianças pelos lugares que passavam.

Além do sofrimento dos casais que lutavam por ter uma oportunidade de criar suas filhas, alguns pais fugiam com o intuito de abandonar as filhas que já tinham, assim poderiam tentar ter um filho para retornarem para o seu lugar de origem com dignidade.

O abandono de meninas é uma pratica comum na China e acontece em todas as camadas da sociedade, sejam as mães bem instruídas ou não. As opiniões das pessoas acerca desse assunto são divergentes: há quem pense que mulheres capazes de abandonar, abortar, ou mesmo matar seus filhos após o nascimento são cruéis e aprenderam a sentir de maneira diferente das pessoas que ficam horrorizadas com esse tipo de comportamento. Os motivos que levam uma mãe a praticar essas ações são os mais variados, mas acabam sempre caindo nos costumes da sociedade em que vivem. Algumas abandonam suas crianças por acreditarem que elas terão uma vida melhor com os pais adotivos, coisa que jamais teriam se permanecessem na China, levando em conta como as mulheres são tratadas pela sociedade.

O trabalho realizado mostra a situação crítica e arcaica da exclusão social feminina na China, uma vez que a cultura tem levado ao genocídio feminino nesse país. Assim, como forma de transmitir uma mensagem às meninas que foram abandonadas pelas mães, Xinran reuniu as mais diversas histórias e relatos, a fim de demonstrar que na maior parte das vezes as mães sentem falta de suas filhas, mesmo que o convívio fosse de um pequeno intervalo de tempo.

Além disso, comovido com as histórias, a autora fundou THE MOTHER'S BRIDGE OF LOVE, uma Organização Não Governamental quem tem como foco principal proporcionar um destino melhor às crianças abandonadas e unir as famílias adotivas ao país de origem das filhas. Mas, ainda assim, o problema das crianças do sexo feminino perdurará.

Em setembro de 2015, após mais de 30 anos da política de apenas um filho, a China finalmente anunciou o fim dessa limitação e agora é permitido que um casal possa ter até dois filhos. Entretanto, o lado cultural ainda pesa, inclusive os traumas herdados por tantos anos de opressão. As famílias se acostumaram a serem reduzidas, o tamanho das habitações é pequeno e o custo de vida é alto, principalmente a educação. Talvez por isso, o numero de chineses que desejam ter um segundo filho é baixo.

Resumo de um artigo entregue para a disciplina de Leitura e Produção de Textos da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM).

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Ana Clara

Nasci em uma cidade do interior de Minas Gerais, chamada São Domingos do Prata. Já rodei todos os cantos do estado, até que surgiu a oportunidade de eu vir estudar em Diamantina. Amante de livros desde pequena - devo agradecer à minha mãe por isso -, sonho em ter uma biblioteca pessoal.

19 COMENTÁRIOS

  1. Eu sabia da política do filho único mas nunca pensei que tinha essa história drástica por trás. Parece que a China parou no tempo, mesmo que seja um costume herdado a séculos, tudo muda, estamos num tempo moderno, onde isso não tem cabimento. Crianças inocentes são mortas por serem meninas, fiquei pensando: mas pra ter mais "herdeiro do sexo masculino" precisa de ter um homem e uma mulher, com a morte de várias meninas capaz de restar só homens. O livro veio pra abrir os olhos da sociedade e também para ajudar essas crianças que foram adotadas. E escritora está de parabéns por ter um motivo tão especial de escrever esse livro.

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  2. Gostei muito da sua postagem, Ana e fiquei bastante interessada pelo livro. A superpopulação na China é um grande problema até hoje, porém essa forma que o governo arrumou de tentar resolver essa situação é muito cruel e com certeza gerou uma consequência enorme, que foi o preconceito contra as mulheres, que irá se perpetuar por muitos séculos ainda, infelizmente, fora todas as meninas que foram abandonadas e mortas nesse processo. Países orientais já são, naturalmente, extremamente patriarcais ainda hoje, a transição para um país mais igualitário com certeza levará bastante tempo, mas esperamos que um dia aconteça.

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  3. É uma história bastante triste relatando a dor e sofrimento dessas mulheres e dessas crianças abandonadas, eu sinceramente não consigo ler um livro que transmite ao leitor tanta dor em cada página lida , ainda mais nos fazendo imaginar como aconteceu sabendo que é uma história real.Por isso ainda prefiro livros que não são baseados em fatos reais, porque não suporto ler uma história tão dolorosa como esta.

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  4. Poxa, é uma história bem tocante que transmite todo sofrimento ao leitor! Acho que ler um livro assim...tão real, é meio doloroso porque quando se lê ficção você sabe que mesmo que seja baseado em alguma coisa,não é de verdade.
    Apesar de ser um livro bem triste, eu quero ler. E essa escritora merece todo o reconhecimento por escrever algo assim, abrindo os olhos da sociedade e expondo todo o sofrimento dessas mulheres e de suas famílias traumatizadas. Parabéns pela postagem Ana, fiquei bem interessada na leitura.

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  5. O livro parece ser bem emocionante e forte, acho que temos de estar com mente e alma fortes para ler. A sua postagem está incrível , muito bem feita. Fiquei bastante interessado na leitura, apesar de parecer bem chocante. Abraços :)

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  6. Ler um livro assim que nos mostra a realidade de toda uma população, faz nos ver como somos pequenos em relação aos acontecimentos do mundo. Acho que daria uma chance a esse livro, até porque histórias assim merecem ler lidas e compartilhados com o mundo.

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  7. Uuuol Ana! Que foi isso? Ave! Arrepiada até agora com essa sinopse! E tua resenha então? Aveee! Que lindo! Ao msm tempo triste e emocionante! Amei! Vai pra minha lista com toda ctz! Parabéns pelas palavras! Bjs!

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  8. Confesso que até então eu não tinha conhecimento sobre este livro. O Sofrimento das Mães Chinesas mostra ser uma história extremamente interessante por relatar o sofrimento de diversas mães que vivem em um país tão diplomático. Gostei muito de sua resenha e adoraria poder conhecer esta história tão triste e cheia de emoções.
    Bjs!

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  9. Não conhecia o livro, mas já conhecia a situação de como as mulheres são tratadas na China. Mesmo sabendo da situação, não sabia de todas estas atrocidades, que triste isto, como podem tratar a mulher assim, uma pessoa, como se não fosse nada, como se não tivesse valor algum. Gostei muito da sua resenha, todos deveriam lê-la. Parabéns!!!
    Abraço!

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  10. Sempre soube dessa lei do filho único, mas não fazia ideia que por trás disso tivesse tanta história envolvida. Os chineses parecem ser tão evoluídos em alguns aspectos mas em outros parecem que pararam no sec I, é triste saber que isso aconteceu por tanto tempo e por se tratar de questões culturais e políticas não havia nada a ser feito. Espero que um dia as mulheres na China possam viver sem carregar todo esse peso com elas.

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  11. Não conhecia esse livro, mas lendo um pouco mais sobre a história dele na sinopse e sua resenha acredito que seja uma história bem emocionante e forte, por esse motivo adicionei esse livro em minha lista de leituras e pretendo ler em breve.

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  12. Me interessei pelo livro, ainda que desconfie que ele seja muito forte (preciso me preparar psicologicamente antes). Mas eu provavelmente o lerei de qualquer jeito ;) já conhecia alguns artigos sobre o assunto, mas nunca uma obra completa... Obrigada pela indicação!
    Bjs, Juh^^

    http://naosepreocupecomisso.blogspot.com.br/

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  13. Já sabia um pouco sobre esse lado da história do país, mas nunca quis ir mais a fundo no assunto. Me arrependo muito agora depois de ler esta sua postagem. Parando pra olhar pro nosso lado, parece tão insano que isso aconteça em outro lugar! Por exemplo, na minha família, algumas gerações passadas já chegaram a ter 16 filhos! É uma loucura quando paramos pra ver a dificuldade que há em outros lugares, principalmente quando tua realidade é tão diferente da tal. Tô até sem palavras!
    Meus parabéns a autora e aos outros por trás desse livro e artigo que se dedicaram a contar essa história.

    Beijos =*

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  14. Oi Ana.
    A crueldade com essas crianças e o preconceito na China é terrivelmente grande. Fiquei chocada com a sua postagem, porque mesmo conhecendo essa tradição, não sabia que chegava a esse extremo de maldade. Meu Deus, os corações dessas mães foram despedaçados e essas famílias destruídas. Como pode em pleno ano de 2016 isso ainda acontecer? A autora merece mesmo os parabéns, pela dedicação e pela coragem.
    Abs!

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  15. Uau! Que que foi isso??? Eu chorei só lendo esse texto maravilhoso! Sabia que o genocídio feminino era extremo por causa da política de filhos mas nunca me aprofundei muito no assunto por achar crueldade demais, mas agora tendo esses relatos tão bem descritos eu fiquei muito curiosa para tentar entender melhor toda essa linha do tempo até os dias de hoje e comparar o que mudou e o que continua acontecendo na China, ainda mais escrito por uma chinesa que lutou pela sua obra. Parabéns!

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  16. Nossa, sem palavras para o texto. Já li sobre isso, mas nunca me aprofundei no assunto também. É bem difícil ler algo assim e não ficar pensando em como uma cultura pode ser tão extremista a esse ponto. É muito sofrimento :(

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  17. É um assunto muito delicado, mas não pude ser ignorado. A prática de filho único é bem conhecida e a multa para quem infringe essa regra também me era conhecida, mas todo drama por trás disso, não e tão explícito, mas de forma nenhuma pode ser ignorado, é um assunto que deve ser tratado e resolvido. Imagino a dor dessas, mulheres, mães, pai e famílias.

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  18. Isso é um absurdo! É incrível como em pelo século vinte e um ainda existe pensamentos assim. Lamentável e triste saber dessa tremenda desigualdade social que as mulheres ainda tem que enfrentar.

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  19. Parece ser um livro lindo e triste, as informações colocadas dão um nó na garganta, fiquei bem interessada em saber mais.

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