A CORRIDA DE ESCORPIÃO

SINOPSE: Na pequena ilha de Thisby, poucos cavaleiros são bravos o suficiente para competir na corrida de escorpião que acontece a cada novembro. Pela primeira vez uma mulher, a jovem Puck Connolly, vai competir. Ela tem dois irmãos e ficou órfã depois que os pais foram devorados pelos cavalos assassinos. Por isso, ela está determinada não só a competir como ganhar a corrida. Para isso, Puck terá que enfrentar outro jovem corajoso e encantador. Sean Kendrick também perdeu o pai, atropelado pelas sanguinárias criaturas. Apesar de terríveis, os cavalos do mar são uma grande atração turística. O turismo é a principal fonte de renda dos habitantes de Thisby. A ilha é um lugar fascinante e, ao mesmo tempo que atrai, também amedronta. A descrição que Maggie faz dos desfiladeiros do local é carregada de poesia. Com a narrativa alternando entre o ponto de vista de Sean e de Puck, a autora criou uma trama envolvente, classificada por críticos do New York Times e do Los Angeles Times como inovadora. Em A corrida de escorpião, Maggie Stiefvater nos leva até o limite, em que o amor e a vida encontram seus maiores obstáculos e apenas os fortes de coração podem sobreviver. Uma leitura inesquecível - Maggie STIEFVATER - Editora VERUS - 2012 - 378 páginas.

O que conhecem sobre cavalos? Vocês os conhecem por serem mamíferos da ordem dos ungulados, da família dos equídeos, que são facilmente adeptos a corridas e que podem viver até os trinta anos? Por serem aquela peça de xadrez com movimento em “L”? Ou apenas por serem animais comuns do jogo do bicho? Seja lá o que você sabe sobre eles, neste livro, você ficará fascinado pelos desconhecidos cavalos d’água, os capall uisce – cavalos encantados, muito velozes, carnívoros e extremamente perigosos.


Cobiçados por sua rapidez, eles são capturados e treinados para A CORRIDA DE ESCORPIÃO. Impiedosos e difíceis de desbravar, esses cavalos são mantidos à carne crua e desconfiança, pois uma coisa é certa: eles querem voltar para o mar, e tentarão responder ao chamado das ondas sempre que for possível, independe onde, como ou quando. Independe de você o estar montando, ou não. Se um cavalo d’água quer ir até o oceano, ele vai; e se você ousar impedi-lo, você será arrastado com ele.
“Esta ilha tem cavalos há tanto tempo quanto tem homens. Do outro lado de Thisby, há uma caverna no penhasco, com um garanhão vermelho desenhado na parede. Antigo. Por quanto tempo você precisa estar em um lugar para que ele se torne seu lar? Este é o lar deles na terra.”
Puck e Sean são nossos protagonistas, e, de certa forma, são tão encantadores e velozes e carnívoros e extremamente perigosos quanto os cavalos que saem do meio da rebentação do mar, cheios de fome: Puck, apelido de Kate Conolly, é voraz em seu raciocínio e mordaz em seu jeito de agir; seu habitat é o caos, e seu coração, tanto anatômica, quanto figuradamente falando, é de ferro. Corajosa até o último grama de seus ossos, não há muitas coisas que faça Puck hesitar – menos Sean.


Sean Kendrick é calmo, e em seus olhos e feição há a máscara perfeita de quem sabe esconder, sob todas as camadas de pele, seus pensamentos e emoções mais intrínsecas; seu habitat é… flexível. Ora mar, ora haras, ora areia e vento, e velocidade sob seu corpo; contudo, seu habitat ideal é sempre aquele onde Corr, seu capall uisce de espírito, alma e ser, embora não de documento e posse, está. Não há muitas coisas que possam fazer Sean desestabilizar o píer seguro que construiu para si mesmo, sobre a maré furiosa de raiva, tristeza, frustração e saudade – menos Puck.

Puck deixa Sean curioso. Sean deixa Puck curiosa. E, apesar de um ter medo imenso e fascinação mínima pelos cavalos d’água, enquanto o outro também tem medo, mas amor, fascinação e afeição fantásticas para com os capall uisce… os cavalos encantados unem os dois. E é aí que reside o elemento tão rico e extraordinário que tornou o livro da Stiefvater original e diferente de tudo o que já li: o livro fala, sim, sobre uma corrida, mas não é só corrida-e-cavalos-estranhos-e-assustadores. É sobre valentia, amor, irmãos, o medo e entusiasmo pelo desconhecido, a tempestuosa estrada sem sinalização, e faróis, e placas que é a vida, e o que descobrimos ao atravessá-la, seja correndo, caminhando, admirando a paisagem, ou querendo apenas chegar rapidamente aos nossos destinos; é sobre o caminho e percalços que os viajantes têm durante a viagem, e não apenas sobre alcançar o que desejamos.

E os cavalos acabam por nos embevecer e aterrorizar, tornando-se mais do que mito, conto ou fábula – são vida, releitura e ressignificação dela e de como é viver. Eles são imprevisíveis; lindos porque são completamente assustadores, e completamente assustadores porque são lindos; são tudo o que podemos querer e podemos ter por uma quantidade grande de sacrifício, dedicação, tempo, e, mesmo assim, nos deparamos com o risco imenso de perder.


Seus cascos, dentes fortes e velocidade imensurável, podem distinguir os capall uisce de nós, humanos, contudo há ressalvas entre eles e nós que se mostram na leitura, que transmitem o desenrolar da relação cavalo-e-cavaleiro, passam a edificação de um nós entre montaria-e-pessoa-que-a-monta, que transcende o ato de se transportar daqui pra lá.
“Em algum lugar por ali, um homem está gemendo; ele foi pisoteado, ou arremessado, ou mordido. Parece ressentido ou surpreso. Ninguém lhe contou que a dor vive nestas areias, cavada e regada com nosso sangue?”
A CORRIDA DE ESCORPIÃO fez com que eu me perguntasse qual é a linha que divide a bravura da insanidade; a compaixão para com os outros, e a indiferença consigo mesmo; o quão importante é o que os outros pensam de você, e o que você pensa sobre você. Há uma passagem no livro em que Sean vê algumas águas-vivas vermelhas, que brilham e piscam sob o luar, cobrindo paredes de rochas no mar, e que seu pai costumava dizer que eram completamente inofensivas. Sean pensa o contrário e não concorda e nem acredita nas palavras de seu pai, porque, pra ele, nada é completamente inofensivo. E Sean está certo. Nada é completamente inofensivo, inclusive este livro.


Não imagine que você o lerá e será mais uma fantasia com clichês de fantasia com um final de fantasia já esperado. A escrita da Maggie é sensacional, e a história entra de fininho no seu sistema, sob sua pele, e lá pela página cem, você perceberá que não é o leitor quem controla esse garanhão, quem lidera a montaria: é o livro. É o livro que te carrega nessa aventura, e não o contrário. E é uma corrida que vale a pena.

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Layla

Estudante de psicologia e da arte de fazer das emoções palavras e das palavras óticas com grau certo pra qualquer um que queira ver as coisas de maneira diferente.

44 COMENTÁRIOS

  1. Resenha maravilhosa, incrível, deslumbrante! A habilidade com as palavras que você tem, Layla, é excepcional! Não só nos instiga a ler o livro como também nos deixa curiosos em relação ao simbolismo camuflado nas páginas, esperando para ser decifrado pelo leitor. Parabéns pelo texto! Espero muita coisa boa vinda de você!

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    1. Ana, muito obrigada! Fico contente que você tenha gostado, de coração. Esse livro é cheio de simbolismos mesmo e mostra muito mais do que uma corrida; é uma leitura e tanto.
      Beijos e obrigada pelas lindas palavras!

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  2. Achei incrível como tudo isso funciona apenas em um livro, apesar de não ser totalmente fã de fantasia acho que a capa já deu uma ótima imagem dando a ótima impressão para o leitor assim acredito eu.
    Até mais!!

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    1. A autora conseguiu construir tudo muito bem num volume único, é de se admirar mesmo! E é uma fantasia muito incomum. Puro sucesso.
      Beijos e até, Marília!

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  3. Minhas reservas quanto a leitura deste livro acabaram de desaparecer. Estou ansiosa para me envolver nessa aventura. Obrigada, Layla.

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    1. É uma leitura que vale mesmo a pena, Aline! Espero qye você se apaixone pelo livro como eu me apaixonei. E obrigada VOCÊ!

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  4. Gosto muito de ler livros de fantasia que envolvem seres diferentes, seres novos e encantados. Imaginei os cavalos como seriam e também seria toda essa sua vida de querer voltar para o mar mas de os humanos terem outro propósito para ele.

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    1. É um livro bem original e incomum, R! Foi bem mais fundo do que imaginei que iria. Surpreendeu-me também. Beijos e obrigada!

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  5. Oii Layla,não sou fã do gênero fantasia sabe,mas pela sua resenha,percebi que ao mesmo tempo que o livro é bem lúdico,ele consegue inserir uma realidade nos personagens,nos cavalos,os colocando em situações que podemos muito bem correlacionar com reais,e tirar um grande proveito das mensagens passada,que se eu não prestasse bem atenção na resenha diria sem sombra de dúvidas que você estava descrevendo personagens humanos normais e não cavalos rs'
    Achei mega interessante a diversidade de cavalos que têm,e isso reforça mais os personagens p/ serem bem realista. Como disse,não sou fã de fantasia,mais esse livro achei megaaaa diferente,e só pela resenha deu p/ perceber que a autora soube fazer um ótimo trabalho na caracterização deles. Fiquei curiosa pelo cavalo carnívoro rs
    Abraços.

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    1. O cavalo carnívoro causa mesmo curiosidade, Danielle! Hahaha.
      É isso mesmo que você disse, a autora soube aproveitar bem o que construiu e surpreendeu com toda a profundidade por trás da corrida. É um livro e tanto.
      Beijões!

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  6. Lendo a resenha e vendo o título do livro eu imaginei mesmo que era só sobre corrida dos cavalos. Mas é bom saber que ele envolve muitas outras coisas como valentia, amor, paixão e outras coisas. A capa dele é maravilhosa e já é uma chamativa pra ler o livro. Espero curtir também!

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    1. A capa é linda, né? Eu amei também e me surpreendi pela leitura ser bem mais do que uma corrida. A Maggie fez uma obra e tanto. Espero que você goste e compartilhe sua opinião comigo ao ler, sim?
      Beijos, R!

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  7. Layla!
    Apesar de ler muitos livros de fantasia, fico sempre encantada quando uma nova e inusitada história entre em cena.
    Nunca tinha ouvido falar em um enredo tão irreverente, selvagem e abrasador como o desse livro. Ter de dominar os cavalos d'água para uma corrida e ter de dominar o coração diante da paixão avassaladora é totalmente irresistível não querer acompanhar a leitura.
    “Eu não procuro saber as respostas, procuro compreender as perguntas.” (Confúcio)
    cheirinhos
    Rudy
    http://rudynalva-alegriadevivereamaroquebom.blogspot.com.br/
    TOP Comentarista de JANEIRO dos nacionais, livros + BRINDES e 3 ganhadores, participem!

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    1. Rudy, você resumiu bem o livro: irreverente e selvagem. Ele é assim mesmo, bem semelhante com aquela coisinha irreverente e selvagem que é nosso coração. É uma baita leitura! Beijos e obrigada pelo comentário.

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  8. Muito Bom
    Diferente de todas as histórias que ja vi. Achei bem inédito e criativo.Parece ser um livro reflexivo, intenso e sério e muito cativante.Estou curiosa para ler esse livro. Lendo a sinopse identifiquei um pouco com Jogos Vorazes, por ser uma competição mortal e tal mas o enredo é completamente diferente. Achei interessante pois nunca li nenhum livro com cavalos rs Adorei sua resenha, vou ler ele ;) bjs

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    1. Ele é bem original, Isabela, e uma delícia de se ler. E cavalos! Cavalos não são apaixonantes? Eu adoro.
      Obrigada e grandes beijos!

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  9. Gosto muito de fantasias, mas não conhecia o livro.
    Mas parece ser muito bom.
    Achei a sinopse bem criativa. Dá um gostinho na leitura e me interessou bastante.

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    1. É uma leitura revigorante, Rita, e a autora soube trabalhar muito bem com todo o enredo e personagens para um livro único. Super indico!
      Beijos, linda.

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  10. Devo dizer que estou bem envergonhada porque eu já tinha visto esse livro inúmera vezes e nunca tinha tido a paciência de procurar saber mais sobre a história , o que agora faz eu me porque pelo visto aqui tem um livro muito legal, pelo amor tem cavalos nele como eu não pude procurar nada sobre esse livro antes está fugindo da minha compreensão ? Tenho uma curiosidade pra saber mais sobre nossos protagonistas agora e acho que já sei qual vai ser minha próxima leitura.

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    1. Fica envergonhada não, R! Haha, isso faz parte de ser leitor. Espero que você goste da leitura e os cavalos são incríveis! Histórias com cavalo são outra coisa, né?
      Beijos de uma leitora envergonhada pra outra.

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  11. Parabéns pela resenha! Lembro que quando o livro foi lançado houve um grande burburinho em torno, mas nunca cheguei a lê-lo rsrs agora me arrependo rsrs achei lindo que parecendo opostos e ainda assim ficam ligados. Os cavalos parecem ser coadjuvantes que só empregam magia ao livro

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    1. Os cavalos são isso mesmo que você observou, T! São incríveis.
      Vi esse burburinho na época também mas decidi esperar a poeira baixar e então ler para tirar conclusões minhas e olha, valeu a pena!
      Beijos grandes.

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  12. Oi, Layla
    A história parece um tanto diferente. Confesso que ainda não conhecia o livro, mas só pelas reflexões que ele parece trazer, já me despertou a curiosidade. Ainda mais pelos seus elogios finais.
    Acho que leria ele sim, mesmo não sendo uma prioridade.

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    1. L, obrigada pelo comentário! Eu recomendo que você leia esse livro quando se deparar entre duas leituras duras e difíceis, daquelas que doem e machucam, sabe? Ele é profundo sem ser torturante e intenso sem pesar no coração.
      É uma história que vale a pena ser lida.
      Obrigada e beijos!

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  13. Oi Layla, tudo bem?
    Meu Deus, que resenha maravilhosa! Você tem um dom incrível para a escrita, e a forma como você descreveu o livro me fez querer ter ele agora em mãos, para começar imediatamente essa leitura! Estou fascinada!
    Parabéns pela resenha e pelas fotos!

    Abraços!
    Ana | Blog Entre Páginas
    www.entrepaginas.com.br

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    1. Dona Ana Luiza Lopes, você vai me fazer chorar! OBRIGADA! É estrondosamente bom saber que sua escrita foi bem recebida e entendida e quero te dar um abraço pelo comentário lindo. Obrigada de coração.
      Quanto ao livro... leia e busque as metáforas, o profundo do supérfluo, e vai se deparar com uma bela obra. A Maggie arrasou.
      E você é um arraso! Beijos beijos.

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  14. Realmente, nada é inofensivo. E eu não chegaria perto de águas-vivas, ainda mais sendo VERMELHAS, uma cor que naturalmente diz "cuidado! Perigo!"
    Enfim, esse não é o tipo de livro que costumo/gosto de ler, então acho que no momento não me aventuraria com os cavalos d'água. Acho melhor ficar só com o estudo sobre a nomenclatura científica e tal hahaha

    Beijos!

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    1. Águas-vivas + vermelho não é uma combinação, né? Hahaha
      É uma pena saber que você não curte esse tipo de livro, Kemmy! Mas se um dia você se arriscar, é um livro que vale real a pena haha
      Beijos (sem águas-vivas vermelhas, brrrr)

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  15. Oi Layla!
    Eu não conhecia a obra acredita?
    Adorei o enredo, a forma que me envolveu, já qro!
    Me interessei mto pela história com essa resenha linda, espero ter oportunidade de conhecer mais de pertinho...
    bjs!

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    1. Espero que você leia e goste como eu gostei, Aline! Vale a pena.
      Beijos e obrigada!

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  16. Oi!
    Ainda não conhecia esse livro, mas gostei muito dessa historia, principalmente o que uma simples historia sobre uma corrida, acaba trazendo para nossa vida, adorei como a autora consegue falar de temas tão profundos e essenciais através dessa historia, e fiquei bem curiosa para poder ler !!

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    1. A autora soube bem metaforizar todo o enredo e ficou lindo! A história é encantadora. Garanto que você vai gostar.
      Abraços fortes.

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  17. Ola Layla!!
    Amei sua resenhas, maravilhosa..o livro entao, nem se fala..a capa e perfeita...
    Quando li o titulo imaginei corrida de escorpião mesmo mas quando começei a ler percebi que escorpião não tem e nada..kkkkk
    Interessante a historia de bravura, amor e etc...Espero pode ler!!

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    1. Obrigada, Lily! A edição é maravilhosa mesmo, viu? A verus arrasou na publicação. Espero também que você possa ler! É uma leitura que super vale a pena.
      Beijos no coração.

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  18. OOi! Já to amando esse livro sem ter lido, parece se tratar de uma aventura inesquecível , com uma ficção que faz você se imaginar participando desse mundo paralelo , não li até hoje nada do tipo mas essa sua resenha me deixou maravilhada com a história e não vejo a hora de ler, deve ser ótimo, bjos!

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    1. Hahaha leia mesmo, Ana! Vale a pena e vai te deixar mais maravilhada ainda.

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  19. É fascinante como o autor traz uma criatura comum em outro tipo de versão,mas veloz,atraída por água e carnívora,nunca imaginaria um cavalo assim mesmo com esses impressionantes detalhes.
    É impressionante como esses cavalos interligam com as histórias dos protagonistas,e como juntam os dois.
    Gostei da resenha,e a capa é linda.

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    1. A autora foi incrível nesse aspecto mesmo. E a capa é incrível! Muito linda.
      Beijos grandes.

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  20. Já tinha ouvido falar desse livro,mais nunca tinha me interessado,mas depois de ler sua resenha eu quero muito ele,saber mais da história. Parabéns.

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    1. Que bom que você se interessou! Vá atrás e leia mesmo porque vale a pena.

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  21. Oi Layla, achei a resenha muito intensa, selvagem como os cavalos indomáveis da água. Achei curioso porque sempre pensamos em cavalos como seres ao nosso encontro, nossos animais, e que a qualquer custo conseguimos dominá-los e domá-los. Mas aqui se trata de ser mais e mais instintivo, achei isso muito poético. Quero ler sim, achei a capa linda também

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    1. É exatamente isso, A! Os cavalos fogem desse pensamento que temos como seres dóceis: ele são puro instinto e matança, o que deixa tudo bem poético. Super recomendo! E a capa é incrível.

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  22. Acho que nunca vi uma resenha tão empolgada quanto essa auehauheuahe Cara, agora eu quero muito ler este livro. Quero muito ter essa sensação!

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    1. Hahahaha empolgada mesmo! Leia mesmo, B! Você vai curtir muuuito a leitura e a sensação.

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