ENTREVISTA COM AMANDA BONATTI, AUTORA DE LÁGRIMAS DE OUTONO


A autora AMANDA BONATTI nasceu em Rio do Oeste, Santa Catarina. Mudou-se, ainda criança, para Itajaí, cidade onde estudou e trabalhou em escolas Municipais. Amanda é Pedagoga, licenciada em Letras, leciona há 8 anos na área da Educação Infantil e anos iniciais. Atualmente, divulga seus textos nas escolas e bibliotecas de Itajaí, redes sociais e em sites e blogs na internet.

ANALU: Vou começar com uma perguntinha clássica. Quem foi sua maior inspiração para a entrada no mundo dos livros como leitora?

AMANDA:  Já que a perguntinha é clássica, vou fazer o trocadilho, para dizer que os clássicos é que me fizeram entrar no mundo da literatura como leitora. Adoro Machado de Assis, José de Alencar entre outros nomes dos clássicos da literatura brasileira. Durante minha adolescência, trabalhei em uma biblioteca, e esse amor só cresceu. 

ANALU: Acredito que todos temos um lugar onde nos sentimos tranquilos o suficiente para ler. Qual o seu favorito? 

AMANDA: Meu local favorito para ler é onde esteja suficientemente silencioso, e eu esteja sozinha, pode ser em qualquer lugar em que isso seja possível. Não gosto de barulhos e agitação, tanto para ler quanto para escrever. 

ANALU: A literatura nacional vem ganhando cada vez mais espaço nas estantes dos leitores de todas as idades. Um assunto que está sempre sendo discutido entre os leitores é sobre a preferência ou não por livros nacionais. Em sua opinião, qual é a importância de se valorizar a literatura “made in Brazil”? 

AMANDA: É importante, pois quanto mais lermos e valorizarmos o que é nosso (da nosso país), mais estamos abrindo portas para que novos talentos surjam e para que as editoras passem a prestar atenção no autor brasileiro. Devemos valorizar, porque é nacional e, principalmente, quando é bom. Precisamos de literatura de qualidade nas estantes dos nossos jovens, e quando essa literatura gera uma identificação com o leitor, isso é maravilhoso. 

ANALU: Quando estamos escrevendo é inevitável transmitir opiniões. Em seus livros, mais especificamente em Lágrimas de Outono, como foi feito isto? Você simplesmente deixou extravasar ou tentou se conter durante o desenrolar da história? 

AMANDA: Lágrimas de Outono é um romance espírita, mas diferente de vários livros deste gênero, posso dizer que é um livro mais suave, ele não tem a intenção de doutrinar ou afirmar qualquer verdade religiosa. Lágrimas de Outono conta uma história em que todos que leem podem se identificar, fala de morte, fé e superação de forma sutil e poética, dialogando de forma subjetiva com o leitor e trazendo à tona as suas emoções. Posso dizer que pude extravasar em algumas partes e também precisei me conter em outros. 

ANALU: Uma das finalidades da escrita, principalmente a literária, é retratar um pouco do que se passa nos mundos que criamos em nossas mentes. Em Lágrimas de Outono, você buscou retratar algo que se assemelhe com o que você presencia, ou buscou mais um lado fictício? 

AMANDA: Lágrimas de Outono é inspirada em uma história verdadeira, então busquei retratar de forma mais fiel possível a história que a mim foi narrada. Claro que também pude criar, inventar cenários ou reconstruí-los, bem como adicionar personagens e omitir alguns. A essência da história foi mantida, as lembranças da pequena Bel, os fatos da infância dessa personagem, tudo foi real. 

ANALU: Um fato mais do que comprovado é que nosso cérebro está sempre trabalhando e acaba se tornando praticamente impossível escrever sobre todas as coisas interessantes que passam em nossa cabeça enquanto escrevemos. Então, como você se sente quando uma ideia genial aparece e você quer colocá-la na história, mas ela não se encaixa? 

AMANDA: Começo uma nova história, mesmo que seja para deixar como uma anotação em um arquivo de word — aliás, eu tenho pelo menos uns três arquivos destes em andamento. São histórias que não sei se serão realmente concluídas, mas que estão ali para quem sabe um dia ganhar vida. 

ANALU: É comum ouvirmos que toda história tem dois lados. E então, se ela tem dois lados, eventualmente, ela pode ter dois finais (ou mais). Como seria um outro final para Lágrimas de Outono? 

AMANDA: Uau, difícil. O final de Lágrimas de Outono foi uma das primeiras coisas que me vieram à mente quando comecei a escrever a história. Eu queria fazê-lo de uma forma que as pessoas entendessem todo o significado da história, da simbologia que utilizei para mostrar de forma sutil o que realmente a história quer transmitir. Não consigo pensar em outra forma que o livro poderia ter terminado... aliás nem ousei colocar o FIM. Coloquei um FIM? Sim, com interrogação pois nunca é o fim de verdade. 

ANALU: Quando o lado fã fala mais alto ele não me permite deixar de perguntar: Já temos novos projetos para ano que vem? 

AMANDA: Tem sim. Estou escrevendo pouco, por causa do trabalho como revisora, mas todo o tempo que sobra tenho me dedicado a dois livros (um bem diferente do outro). Posso dizer apenas que um deles também será inspirado em uma história verdadeira e também será um romance espírita. Já o outro trata-se de um romance histórico bem envolvente. Ainda não sei qual deles será concluído primeiro e nem se eles serão de fato publicados em 2017, mas é que pretendo. 

ANALU: Deixe um recadinho para os leitores.

AMANDA: Muito obrigada por acompanharem esta entrevista. Espero que tenham gostado e que se ainda não conhecem meus livros, que possam vir a conhecer em 2017. Agradeço imensamente a oportunidade de responder essa entrevista.

Para visitar o site da autora, clique AQUI

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ana lu

Sou Ana Lu e uma das coisas que mais gosto de fazer é ler e ouvir música. Meus livros favoritos são Perdida da autora Carina Rissi e Belo desastre de Jamie McGuire. Eu espero poder compartilhar muitas experiências literárias seguindo sempre o lema "a persistência fez os grandes líderes".

13 COMENTÁRIOS

  1. Oi Ana!
    Adorei conhecer um pouquinho d autora, parabéns pela entrevista!
    Vou qrer conhecer o livro dela!
    Bjs

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  2. ana!
    Adorei a entrevista, principalmente por não conhecer a autora e sua obra.
    Fiquei fascinada porque adoro romances espíritas e aqui no caso, como foi baseado em fatos reais, deve ser um livro espetacular e gostaria muito de apreciar a leitura.
    Sucesso para autora!
    “O que sabemos, saber que o sabemos. Aquilo que não sabemos, saber que não o sabemos: eis o verdadeiro saber.” (Confúcio)
    cheirinhos
    Rudy
    http://rudynalva-alegriadevivereamaroquebom.blogspot.com.br/
    TOP Comentarista de JANEIRO dos nacionais, livros + BRINDES e 3 ganhadores, participem!

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  3. Muito interessante conhecer um pouco mais sobre a autora ela me pareceu bem adorável e adoraria conhecer sua obra.

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  4. Ana Lu,parabéns pela entrevista,achei muito bem conduzida com perguntas inteligentes e interessantes....Enfim,me identifiquei com a autora no quesito lugar para ler..tb não consigo ler onde têm barulho,de jeito nenhum,gosto de ler no meu quarto,em paz,e o único barulho que preciso É das minhas músicas no fone de ouvido..mas essas,diferentes dos outros barulhos,me ajuda a concentrar... Gostei também da resposta dela sobre a valorização da literatura brasileira..é isso aí,temos que dar valor para as editoras brasileiras abrirem os olhos,casa vez mais,para eles....No mais,ela deve ter uma vida beemm corrida mesmo einh,lecionando,não sei como consegue tempo para escrever...Mas quando se faz o que ama,a gente sempre dá um jeitinho hehe

    Bjss

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  5. Adorei saber muito mais sobre a autora, eu tinha essa mania de não conseguir ler no barulho mas como muito de ônibus e nele é onde tenho mais tempo pra ler acabou que adquiri habilidade de ler no barulho, por isso sempre que estou lendo tenho música pra servir de trilha sonora kkk Espero que ela obtenha ainda mais sucesso e irei procurar mais resenhas sobre o livro.

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  6. Olá,adorei a entrevista com a autora,espero em breve conhecer o livro dela,a capa é linda.

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  7. Oi, Ana
    Primeiramente, tenho que dizer que a autora é linda!
    Tenho ouvido falar bem desse livro e até tenho vontade de ler. Parece ótimo.
    Assim como ela, eu também comecei com os clássicos, mas também com a série vaga-lume.
    Acho que tudo que o autor (a) quer transmitir é isso, né, o que realmente quiseram dizer com a história e seu verdadeiro significado.
    Espero ainda ler a obra.

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  8. Que legal conhecer um pouco mais sobre a autora, já que eu não a conhecia foi uma novidade para mim. Fiquei bem animada com o livro por ser um romance espírita porque é um tipo de livro que eu realmente gosto de ler e apreciar. Espero poder a escrita da autora com este livro.

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  9. Ainda não li esse livro, mas já admiro a autora por gostar dos clássicos nacionais rsrs nunca li um romance espírita e me deixou bem curiosa saber que é uma historia real

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  10. Obrigada pelo convite. Adorei responder as perguntas. Aproveito para parabenizar o blog, QUE LINDO! Vou visitar sempre.
    Beijos.
    Para quem quiser saber mais da obra, deixo aqui o link
    http://www.arwenbooks.com.br/lagrimas-de-outono

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  11. Ta aí, eu acho que até agora não li um livro que seja romance espírita e olha que gosto do assunto. Fiquei bem curiosa por ser uma história real, e eu adoro isso porque a leitura se torna um pouco diferente sabendo que o que está no livro aconteceu mesmo com alguém.

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  12. Como sou espírita, vejo muito pouco dessa religião na literatura. Acho ótimo começar a ler um livro espírita, ainda mais romance. E também adorei o fato da autora ser Catarinense. kkkk.

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  13. Ana Lu, é sempre gostoso poder acompanhar as entrevistas feitas com o autor pois assim conhecemos um pouco mais de onde vieram as inspirações, as suas origens e de certa maneira nos incentiva a poder escrever (sim tenho vontade mas me falta coragem)

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