THE GHOST IN THE SHELL (MANGÁ E FILME)

SINOPSE: Em um mundo pós-2029, é bastante comum o aperfeiçoamento do corpo humano a partir de inserções tecnológicas. O ápice desta evolução é a Major Mira Killian, que teve seu cérebro transplantado para um corpo inteiramente construído pela Hanka Corporation. Considerada o futuro da empresa, Major logo é inserida no Section 9, um departamento da polícia local. Lá ela passa a combater o crime, sob o comando de Aramaki e tendo Batou como parceiro. Só que, em meio à investigação sobre o assassinato de executivos da Hanka, ela começa a perceber certas falhas em sua programação que a fazem ter vislumbres do passado quando era inteiramente humana.

DIREÇÃO: Rupert SANDERS
DISTRIBUIÇÃO: Paramont Pictures
DURAÇÃO: 1h47
ELENCO: Scarlett JOHANSSON, Pilou ASBAEK e Juliette BINOCHE

Este post será um pouco diferente: será a resenha do MANGÁ e a crítica do FILME! Primeiro, o CARL explica par vocês como são os quadrinhos; depois, é a vez do RAFAEL passar o que achou da película. Legal demais! Bora ler...


CARL

Poucos mangás tiveram uma influência tão profunda e abrangente na cultura pop como GHOST IN THE SHELL. As histórias da Major Motoko Kusanagi, líder uma unidade do serviço secreto, e de sua equipe, já foram adaptadas para vários animes e, mais recentemente, para um filme live action.

Devido aos questionamentos que levanta, principalmente sobre a adaptação dos seres humanos a partes cibernéticas, a corrupção da alma, a perda de identidade, a manipulação de nossas ações, entre outros, criou uma legião de fãs que discutem os pormenores de cada história.


O mangá original não é tão intimista como uma outra obra cyberpunk japonesa, GUNNM, já resenhada aqui no blog, mas possui uma forma de identificação mais eficiente, uma vez que o palco da ação é no nosso mundo conhecido, só que em um futuro não muito distante, enquanto GUNNM se passa em algum local e num tempo não identificados.

Além disso, GHOST IN THE SHELL toca no imaginário do que podemos fazer dentro de nosso cérebro, até que ponto conseguimos chegar para modificar nossa forma de ver as coisas, até onde podemos evoluir com a união das máquinas com o corpo.


Os desenhos são cartunescos e, por vezes, a ação se torna demasiado confusa, principalmente devido ao pouco uso dos tons cinzas para diferenciar posições e movimentos. Mesmo assim, os traços arredondados e as formas eficazes de cada personagem, dão um charme todo especial, além de serem bastante bonitos.

Também não há uma quebra na narrativa em nenhuma das histórias, pelo contrário. Tudo ocorre em ritmo acelerado, quase sem dar tempo para o leitor respirar. E cabe uma observação quanto à personalidade extremamente forte de Motoko, uma vez que ela, como mulher, e apesar de seu corpo cibernético, consegue se sobrepor a qualquer outro personagem masculino com respostas ácidas e que fazem qualquer um calar a boca e abaixar a cabeça. É um delírio acompanhar isso!


Esta edição especial da JBC é excelente, com jacket e tudo, e traz as primeiras histórias da personagem. Aconselho muito a leitura antes de ir ao cinema. Ah, e a edição é fresquinha, ainda está à venda nas bancas de todo país.



RAFAEL

Adaptações de animes/mangás orientais para o mercado americano quase nunca dão certo. Temos, no passado, por exemplo, o desastroso DRAGONBALL EVOLUTION. Porém,. em 2017, parece que eles finalmente acertaram na dose e entregaram um material competente, que respeita a obra original e seu público alvo. A VIGILANTE DO AMANHÃ apresenta um futuro não muito distante, onde podemos substituir partes do corpo humano com órgãos sintéticos, desde que por necessidade ou opção. Major, vivida por Scarlett Johansson, é o primeiro teste bem sucedido onde todo o corpo foi substituído, só sobrando o cérebro humano.


O roteiro é competente por criar uma realidade não muito absurda da atual e ainda puxar diálogos profundos para questionamento, tudo isso em um filme blockbuster. O que determina a humanidade? São as lembranças que ditam o rumo da nossa vida? São apenas alguns dilemas vividos pela Major que ecoam no público, fazendo refletir, mesmo que seja apenas por um instante. A trama acompanha Major, agora trabalhando para a empresa que a transformou em super humana, lutando contra o roubo de informações cerebrais e ataques terroristas.

A direção de Rupert Sanders aproveita a nostalgia com a obra original e amplia seu universo ao máximo, dando mais personalidade e vida. O ritmo do filme é astuto, não apenas apelando para as cenas de ação, que são poucas e extremamente competentes. Destaque para a luta na água, onde a nossa heroína está invisível, adrenalina pura.


Tecnicamente é um filme impecável, o design urbano de uma cidade no futuro cheia de hologramas e propagandas chamativas não é muito diferente do que já temos hoje em grandes metrópoles. O figurino é moderno e a trilha sonora eletrônica reforça a atmosfera de ficção futurística punk. Rupert, aqui em seu segundo projeto, o anterior, BRANCA DE NEVE E O CAÇADOR, tem o mesmo defeito de A VIGILANTE DO AMANHÃ, que é se perder no visual e se esquecer do desenrolar da trama.

Como nem tudo são flores, o grande tiro no pé da produção está no seu desfecho, especificamente no vilão que, além de ser genérico, tem o plano mais óbvio possível. A salvação do filme está na excelente cena final, que choca o espectador, onde a personagem principal se destroça literalmente para poder destruir seu inimigo, quase custando sua própria existência, cena corajosa.


Scarlett Johansson vive uma robô sem conhecimento do seu passado, é compreensivo seu semblante apático. A personagem ganha humanidade e carisma nas cenas ao lado de Batou, seu companheiro nas missões, vivido pelo ator dinamarquês Pilou Asbæk, excelente e tem o melhor personagem da produção. O mentor do filme, Takeshi Kitano, é competente. Michael Pitt aparece pouco, mas entrega muita carga emocional, e Juliette Binoche, infelizmente, mal aproveitada, vive aqui uma médica bastante caricata.

Muita polêmica foi criada por causa da escolha de atores americanos para viver personagens asiáticos, porém, no contexto desta produção, tal discussão se prova inútil no decorrer da trama. Pode ser considerado um filme diferente do que é lançado nos dias de hoje para o grande público, tem questionamentos suficientes para ganhar o seu respeito e ação na medida certa para te cativar.


Ah, compre o mangá, clicando aqui embaixo:

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Rafael Yagami

Cinéfilo compulsivo, amante de livros e musica. A leitura e os filmes sempre me ensinaram a confiar em mim e ter sonhos grandes e é com isso que me armo todos os dias para lutar pelos meus objetivos.

20 COMENTÁRIOS

  1. Eu assisti ao anime para ver o filme depois confesso que tenho as minhas dúvidas em relação ao filme justamente pela escolha de protagonistas americanos não sei se ter graça mas vou assistir para conferir e não vou julgarvnada agora também né antes de assistir.
    Até mais.

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  2. Eu não gosto de mangá!
    Mas esse filme me interessou bastante!
    Eu não sei nada da história e vou ver se gosto!

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  3. Fiquei bem interessada nesse mangá quando vi falando que iriam fazer um filme dele. Tinha visto em algum lugar falando muito bem sobre essa história e gostei. A coisa das máquinas, essa evolução da união com o corpo humano e das emoções, os questionamentos que tem na história, até da época não tão distante me deixaram bem curiosa. Gosto de coisas assim. E parece que a história é ótima de acompanhar heim! Adoro quando tem um ritmo alucinante, que faça ser gostoso de ler e não querer parar. Não leio muita coisa nesse estilo, mas acho que iria gostar bastante dessa história.
    O filme parece ter ficado muito bom pela parte visual, mas pra saber como a trama toda ficou só vendo mesmo. Até agora gostei do li sobre ele. O filme parece muito bom pra mim. Só falta mesmo ver agora, mas não sei quando vai dar =/

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  4. Carl e Rafael!
    Quanto ao mangá, não posso falar muito, porque não conheço e o que o Carl falou que poderia ser um defeito, achei bem linda as ilustrações.
    Já o filme, ando com a maior vontade de assistir, porque os efeitos especiais devem ser fantásticos e não me importo que os atores não sejam asiáticos, acho até que com atores americanos, chama mais atenção.
    Amei!
    Desejo uma ótima semana!
    “ O amor é a sabedoria dos loucos e a loucura dos sábios.” (Samuel Johnson)
    cheirinhos
    Rudy
    http://rudynalva-alegriadevivereamaroquebom.blogspot.com.br/
    TOP COMENTARISTA ABRIL especial de aniversário, serão 6 ganhadores, não fique de fora

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  5. Olá, tudo bem?
    Não sou fã de mangás, mas fiquei bem curiosa sobre esse.
    Eu assisti ao filme, e vi muitas falhas de produção, fui com altas expectativas que não foram atendidas nem uns 40%.
    Adorei o post, um beijo.

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  6. Olá! Eu ainda não li nenhum mangá, tenho mta curiosidade, gostei das ilustrações, parece q o filme é bom, vai pra lista!
    Bjs

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  7. AAAAAAAAAAAAAAAAAA
    SABIA! Sabia que esse filme era de algum mangá! Queria muito ver,mas já saiu dos cinemas aqui na minha cidade :( agora esperar sair em dvd.
    essa edição do mangá tá linda demais!

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  8. Oi.
    Como sempre comento, não tenho costume de ler mangás. Mas acho muito interessante e tenho curiosidade! Não conhecia essa indicação, mas fiquei com vontade de ler. E o filme, também tenho interesse. Gosto muito dos efeitos, dessas produções!
    A indicação será anotada, espero ter oportunidade de conferir.
    Abraços.

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  9. Bora que nem sei por onde começar, eu fiquei super curiosa pra ler o mangá e assistir o filme, mas lembro que os trailers nos passam exatamente um compilado de cenas que são ao meu ver as melhores do filme e quando assistimos a película inteira meio que ficamos um pouquinho decepcionados. Gostei muito do que vi no trailer e vou assistir para tirar minhas conclusões!

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  10. Eu realmente não consigo ler mangás, nunca gostei... Por favor, não me crucifiquem!
    Em relação ao filme, achei a sinopse até interessante, mas acho que a atriz principal está em uma "zona de conforto" que não me deixa animada para assistir. Se pararmos para analisar, parece que os últimos papéis da Scarlett Johansson, são todos parecidos.

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  11. Mangá não é muito minha "praia", mas o filme certamente eu quero muito assistir (mesmo com toda essa - desnecessária - polêmica)!!

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  12. Já faz muito tempo que li algum estória de mangá. Mesmo assim curti muito a premissa. O que mais gostei foi que os seres humanos são aperfeiçoados a partir de inserções tecnológicas, super bacana essa parte!!
    Beijoss

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  13. Oi Rafael! A produção do filme é incrível, cheio de efeitos visuais, eu não leio mangás, nunca me interessei, mas essa história parece ser surpreendente, valeu!

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  14. Olá...
    Não conheço esse mangá... Mas a produção do filme e os efeitos especiais parecem estar ótimos... Vou assistir em breve... Adoro quando vocês fazem posts com pontos de vistas diferentes entre vocês blogueiros... nos dá uma visão maior sobre o tema...
    Abraços...

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  15. Confesso que nunca li mangás! E fiquei impressionada com os temas retratados neste aqui! Questionamentos como corpo x alma e homem x máquina são bem complexos e parecem ser muito bem trabalhados no mangá.
    Comprei na Amazon um mangá chamado Anohana para entrar neste mundo. Quem sabe no futuro não estarei lendo este?
    Bom saber que o filme foi produzido a contento, apesar do desfecho não ter sido tão satisfatório. Sinal que a indústria de filmes está prestando cada vez mais atenção aos originais e ao que o público de animes e mangás realmente quer ver nas telas. Gostei muito de conhecer este mangá em questão, realmente não sabiam que retratavam temas tão complexos!

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  16. Como acontece na maioria das vezes, o livro sempre é melhor que a adaptação, também acredito que o mangá seja melhor que o filme. Eu particularmente não gosto quando os filmes mudam muito as características físicas dos personagens do livro,ou mangá no caso. Mas acho que a Scarlet e elenco dão conta do recado. O que gostaria de saber é se o Carl gostou de filme, já que ele leu o mangá. O enredo cibernético me lembrou muito do filme Ex machina, que eu gostei bastante.
    Um beijo

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  17. Olá!!! Gostei do enredo deste mangá abordar essa presença cotidiana da tecnologia em nossas vidas, e nos mostrar o risco que elas podem representar ao serem usadas por pessoas “do mal”, não tinha tido muito interesse em assistir o filme, mas depois dessas resenhas vou adicionar na minha lista, para conferi-lo depois.

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  18. Carl, pare de me fazer gastar, minha lista só aumenta, pois acabo ficando curiosa para realizar várias leituras após ler suas resenhas. Esse mangá parece ser ótimo.

    Rafael também fiquei com vontade de assistir o filme, mas vou acabar esperando sair em DVD, pois após consultar os sites, descobri que está passando em pouquíssimos cinemas, e com péssimos horários.

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  19. oie, tudo bem?
    Não conhecia o Mangá, mas já tinha visto algumas coisas do filme.
    Os desenhos cartunescos devem ter dado um charme a mais mesmo, referente ao ritmo acelerado achei bom, gosto de ler algo e perder o folego junto com o personagem.
    Referente ao filme eu gostei muito das escolhas dos atores, espero que quando assistir não mude de ideia haha, uma pena essa questão do vilão, ansiosa para ver todos os efeitos, mas primeiro vou ler o Mangá, vou querer comparar porque sou dessas kkk
    Parabéns aos dois pelo post, super completo <3
    Beijos!
    Lost Words!
    Têm sorteio de um e-book lá no blog, participe!

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  20. Oi Rafael!! Gosto de ficção científica, livros e séries, são os que curto!! Não li esse mangá , mas parece que eu daria uma chance porque eu realmente sou fã de coisas inovadoras, então quem sabe eu não assista ao filme né! Beijo!

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