VIDA

SINOPSE: Seis astronautas de diferentes nacionalidades estão em uma estação espacial, cujo objetivo maior é estudar amostras coletadas no solo de Marte por um satélite. Dentre elas está um ser unicelular, despertado por Hugh Derry através dos equipamentos da própria estação espacial. Tal descoberta é intensamente celebrada por ser a primeira forma de vida encontrada fora da Terra, sendo que um concurso mundial elege seu nome: Calvin. Só que, surpreendentemente, este ser se desenvolve de forma bastante rápida, ganhando novas células e uma capacidade inimaginável.
DIREÇÃO: Daniel ESPINOSA
DISTRIBUIÇÃO: Sony Pictures
ANO DE PRODUÇÃO: 2017
DURAÇÃO: 1h44
ELENCO: Jake GYLLENHAAL, Ryan REYNOLDS, Rebecca FERGUSON

Praticamente todos os anos, tem um filme com temática espacial: em 2013, GRAVIDADE; em 2014, INTERESTELAR; em 2015, PERDIDO EM MARTE; em 2016, A CHEGADA; e agora, temos VIDA, sem dúvida o mais fraco dentre os exemplos anteriores. 

Uma equipe de astronautas, a bordo da estação espacial internacional, procuram por uma sonda perdida, onde nela há a primeira evidencia de vida fora da Terra. Achar a sonda, estudar o espécime, espécime atacar os astronautas, astronautas tentarem sobreviver, essa é basicamente a fórmula do roteiro. 


A dupla responsável pelo texto de DEADPOOL entrega um roteiro desprovido de desenvolvimento. Os astronautas são apenas estereótipos de seus países, poucos têm espaço em cena para crescer. Logo quando começam as desgraças, o publico não se importa com os mesmos, você só pode se importar por alguém que conhece ou se afeiçoou, nem que seja um pouco. Outro problema é que o filme, fora a trama já mostrada nos trailers e sinopses, não tem mais nada para apresentar. O filme aposta completamente nas suas cenas de “ação” recheadas com trilha sonora super alta apelativa, porque o conteúdo está em falta. 


O diretor Daniel Espinosa abre o filme com um bonito plano sequência, seguindo os indivíduos e apresentando a estação espacial para o espectador. Outro acerto do diretor é no clima da produção, as primeiras cenas com o alien são tensas e bem incômodas. Tecnicamente, o design do alien é estranho o bastante para causar medo ao público, mas conforme o mesmo cresce e a câmera foca na coisa, fica claro os efeitos especiais pobres e automaticamente você associa o bicho com outros filmes do mesmo tema. Na fase adulta, ele fica ainda mais genérico. 

Ryan Reynolds parece o protagonista, mas tem pouco tempo em cena. Seu personagem é apenas uma reciclagem de personagens anteriores da carreira do ator. Jake Gyllenhaal está no piloto automático, parece não se importar com o que está acontecendo em cena, mesmo o roteiro dizendo para chorar e gritar. Rebecca Ferguson é a melhor personagem, transmite autoridade, mesmo com um semblante extremamente apático em quase todo o filme. Ariyon Bakare só serve para sofrer, e Hiroyuki Sanada/Olga Dihovichnaya entregam desempenhos caricatos e esquecível. 


Foi vendido como terror/thriller/suspense no espaço, até certo ponto não é propaganda enganosa, mas se você busca um filme que abre vertentes para questionamentos e uma mensagem para passar ao espectador, errou o caminho. O final é tão previsível, que você dará risadas em meio ao clichê que o filme tenta fazer você engolir. Mirou em clássicos da ficção-científica do terror, mas passou bem, bem longe.

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Rafael Yagami

Cinéfilo compulsivo, amante de livros e musica. A leitura e os filmes sempre me ensinaram a confiar em mim e ter sonhos grandes e é com isso que me armo todos os dias para lutar pelos meus objetivos.

8 COMENTÁRIOS

  1. Oii Rafael!
    Estou ansiosa pra ver o filme, parece ser bom, espero não me decepcionar né...
    Bjs!

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  2. Oi, Rafael.
    Gostei muito da sua crítica. Gosto de filmes com esse tema, mas não vou criar grandes expectativas, por tudo que você comentou.
    Talvez assista, mas não no cinema. Obrigada pela dica.
    Abraços.

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  3. Oi Rafa,
    Estava com vontade de ver esse filme, nunca tive interesse em filmes de ficção, mas acabei gostando bastante de Gravidade e Perdido em Marte, os outros que vc citou não vi; por isso achei de começo que Vida seria bacana. Ainda por contar com Jake e Ryan... mas pela sua crítica fiquei desanimada. Fica dificil mesmo torcer para os personagens sem conhecê-los. Que pena, poderia ser um filmaço, mas acabou meio sem vida. Um beijo

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  4. Ahh esse filme! Tinha visto trailer em algum lugar, mas não lembrava o nome...
    Tá com um elenco bem legal. E essa temática parece estar virando moda heim? Nos últimos anos tem tido muitos filmes assim mesmo...
    Só que o que acho chato é quando fica meio clichê e se tiver alguma coisa assim mesmo não sei se iria gostar taaaanto do filme. Mas ele parece legal e gostaria de assistir pra ver como é.

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  5. Olá...
    Realmente, nos últimos anos sempre há um filme com essa temática... Gostei do elenco e já fiquei bastante curiosa, mesmo sabendo que é bem clichê e o mais fraco em comparação com os outros citados... Mesmo assim, pretendo assistir em breve...
    Abraços.

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  6. Não gostei muito da proposta desde que vi ela no Oscar, achei super sem graça e não botei muita fé não! Acho que primeiro porque não é o tipo de filme predileto, segundo porque achei que a ideia ficou muito "tosca" mas vou acompanhar meu esposo quando ele resolver asisstir

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  7. Rafael!
    Gosto muito de ficção e confesso que fiquei triste em saber que o enredo é fraco e que deixaram rolar apenas pelas cenas de ação.
    Agora me diga: para que gastar tantos com um filme que tem ótimos atores, mas que são subaproveitados?
    Bom dominfo e feriado!
    “A sabedoria é a única riqueza que os tiranos não podem expropriar.” (Khalil Gibran)
    cheirinhos
    Rudy

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  8. Oie, tudo bem?
    Eu não gosto muito de filmes com essa temática, então vou passar longe desse;
    Uma pena não ter nada inovador e efeitos nada bons, decepcionante mesmo :/
    Gostei da sinceridade no post, parabéns :D
    Beijos!
    Lost Words!
    Têm sorteio de um e-book lá no blog, participe!

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