M. L. BASTILHO, AUTORA DE THE BURNS


Olá pessoal,

Hoje, estamos trazendo mais uma entrevista (para a nossa alegriaaa), junto com a resenha do primeiro livro da série THE BURNS, CHAMAS DE SANGUE. A autora da vez é a Márcia Bastilho, que criou o universo dos Burns (mais uma vez, para a nossa alegriaaa). Gostaria de deixar registrado o nosso super obrigado e desejar todo o sucesso do mundo, porque ela merece.

ENTREVISTA

Quem é Márcia Bastilho?

M. L. BASTILHO, ou Marcia Luisa Bastilho Gonçalves, nasceu em 1992, no interior do Rio Grande do Sul e sempre gostou de escrever. Aos quinze anos, começou o primeiro de cinco livros da Série The Burns – Chamas de Sangue –, lançando-o três anos depois, com apenas dezoito anos de idade, pela editora paulista, Literata. Em 2012, lançou o segundo livro, Cidade em Chamas, quando a tiragem do primeiro volume já estava praticamente esgotada. Tem contos lançados em antologias e nem tudo é sobre vampiros. Está no final do curso de Letras na PUCRS e não pensa, em hipótese alguma, parar de escrever.


ANALU - GETTUB: Como os livros influenciam a sua vida?

M. L. BASTILHO: Acredito que a leitura salva vidas. Parece exagero, né? Mas é no que acredito. Não importa como você está se sentindo, ao ler um livro, parece que tudo melhora imediatamente. Eu cresci lendo tudo que eu encontrava, aprendi a ser leal com Rony, a gostar de estudar com a Hermione, a ser corajosa com o Harry e a nunca desistir com Jean Valjean. Acho que os livros me influenciaram de tal maneira que eu não saberia dizer quem sou se não fosse leitora/escritora.

ANALU - GETTUB: Todo mundo tem um lugar especial de leitura. Qual o seu?

M. L. BASTILHO: Eu leio em qualquer lugar. E leio livro físico ou ebook, o que me possibilita ler quando as coisas estão mais tranquilas no trabalho. Como faço Letras, sempre tenho coisas para ler, na verdade. Eu sou aquela pessoa escorada na barra do ônibus, tentando se equilibrar com bolsa, casaco e um livro na mão.

ANALU - GETTUB: Escrever algo mexe bastante com o nosso emocional. Qual foi, ou quais foram as sensações que você teve ao terminar de escrever?

M. L. BASTILHO: Acho que o primeiro pensamento foi alívio. É horrível, mas é a verdade. Lembro de colocar um dramático “fim” e me sentir suspirar de alívio. O livro é grande e eu tinha que contar tanta coisa! Quando finalmente eu acabei, não falo da primeira versão, falo de quando acabei para valer, sem mais modificações e todo resto, fiquei tão aliviada e tão, tão cansada que dormi umas 12 horas seguidas. Tudo que não tinha dormido desde que inventei de escrever. Quando acordei, fui direto para o computador escrever e me dei conta que tinha acabado e aí caiu a ficha, sabe? Bateu a bad, a saudade dos personagens e eu me senti meio que abandonando meus pequenos, como chamo. Então, comecei a escrever o segundo logo em seguida, porque eu estava com saudade.

ANALU - GETTUB: Com qual personagem dos seus livros você mais se identifica? Por quê?

M. L. BASTILHO: Quando comecei a escrever Chamas de Sangue, lá atrás, com 15 anos, eu acreditava ser parecida com Marcus, porque ele é todo cheio de responsabilidade, e um pouco emo, não posso negar. Toda essa coisa de autocrítica e se sentir um mártir. Hoje em dia, não tenho mais paciência para essas coisas do Marcus. Hoje em consigo entender os defeitos de Debora – estamos agora com a mesma idade, 23 anos – e consigo compreender a vampira melhor, vejo que é tudo crescimento e é o que ela tem feito durante o decorrer do livro e da série. Ela tem aprendido com os erros dela e os dos outros e é corajosa, simplesmente segue o próprio coração e se joga. Me sinto mais Debora hoje em dia que Marcus (exceto a parte de gritar. Ela grita o tempo todo).

ANALU - GETTUB: Para você, qual a importância da valorização dos livros (sejam eles nacionais ou não)?

M. L. BASTILHO: Livros proporcionam tantas coisas para as pessoas, todo um mundo a ser descoberto, um mundo que você cria apenas com a imaginação, sabe? E você pode morar nele enquanto lê. E são tantos mundos, fantásticos, lindos, assustadores, mágicos... Numa época que está tudo visível e tudo acontece tão rápido na nossa volta, um livro tem o poder de te fazer ir atrás das coisas, de tentar adivinhar o que vem a seguir, de imaginar. Acho que todos deveriam saber valorizar isso, a imaginação que um livro te proporciona. Em relação aos livros nacionais, ainda vejo um preconceito tão absurdo, como se a gente não fosse capaz de fazer algo tão bom aqui como fazem lá fora. A mania de acreditarem que só porque algo é estrangeiro, é melhor. Mas tenho esperanças que isso mude. Que as pessoas entrem em uma livraria – um em um site – e escolham o livro pelo o que ele é, não pela língua em que foi escrito.

ANALU - GETTUB: Como você definiria o inicio da sua carreira como escritor?

M. L. BASTILHO: Eu tinha muito medo. Que loucura, né? Mas eu tinha medo porque estava feliz, eu estava criando um mundo ali e queria mostrar para as pessoas... Quando a vergonha passou e eu percebi que o que queria mesmo era que me lessem, quando deixou de ser um “sonho” para virar um objetivo, uma carreira de fato, fiquei muito séria. Sempre levei a escrita muito a sério, nunca vi como um “hobby” ou algo que eu pudesse abandonar, sempre foi profissão e, como em qualquer profissão, tu tens que estudar, aprender com teus erros, querer crescer.

ANALU - GETTUB: Como você definiria, com até duas características seus personagens?

M. L. BASTILHO: Debora: Corajosa e impetuosa Marcus: Intenso e trevoso (hahahahaha) Viktor: Poderoso e irresistível Will: Amigo e resiliente

ANALU - GETTUB: Você acredita que o mundo, ou uma parte dele, pode ser transformado pelo o que você escreve?

M. L. BASTILHO: Acredito que Burns ou qualquer coisa que eu escreva no futuro, servirá para deixar as pessoas felizes. Um escape. Uma saída, assim como toda a Literatura tem que ser.

ANALU - GETTUB: Quem foi a pessoa que mais te influenciou a começar a escrever?

M. L. BASTILHO: Sempre gostei de escrever, era uma coisa minha desde pequena. Lembro de ter uns sete anos e perguntarem para minha onde é que eu estava e ela já responder “a Marcia tá no quarto, escrevendo”. Mas esrever a valer mesmo foi minha prima Debora (sim, o nome da personagem principal de Burns). Ela esteve lá no iniciozinho e me apoiou e acreditou em mim, sempre dizendo “tu tem que escrever, nega. Vamos lá”. E eu obedeci. Graças aos Deuses.


JOGO RÁPIDO


LIVRO FAVORITO: Água Viva, Clarice Lispector

AUTOR FAVORITO: Neil Gaiman

HOBBIE: Fazer listas (às vezes, listas de listas)

UMA MÚSICA: “Tarde de Outubro” do CPM22

FRASE FAVORITA: “Siga as regras que fazem com que sua vida funcione melhor e descarte todo o resto”, Therese Fowler em Souvenir

UMA PALAVRA QUE LHE DEFINE: Escrita

UM ARTISTA: Damien Rice, cantor

MELHOR LUGAR: Minha cama num domingo ensolarado (mas frio) enquanto leio um livro, conseguindo ver minha estante por detrás do livro e algum dos meus gatos por volta

UM FILME: Antes da Meia-Noite.

Para mais informações:

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ana lu

Sou Ana Lu e uma das coisas que mais gosto de fazer é ler e ouvir música. Meus livros favoritos são Perdida da autora Carina Rissi e Belo desastre de Jamie McGuire. Eu espero poder compartilhar muitas experiências literárias seguindo sempre o lema "a persistência fez os grandes líderes".

6 COMENTÁRIOS

  1. Oii! Adorei conhecer um pouquinho da autora, fiquei ainda mais curiosa pra conhecer o livro, desejando mto ler em breve...
    Bjs e parabéns pela entrevista!

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  2. Achei interessante ver ela falando como foi escrever. Deve dar mesmo uma sensação de alivio ao terminar, por conseguir colocar toda a história para fora e ver ali o trabalho feito. E saudade, já que acabou. E de como lê em tudo que é lugar, da importância dos livros nacionais e da leitura na nossa vida...tem bastante coisa legal na entrevista, ela parece ser muito simpática ^^

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  3. Ana Lu!
    Que delícia de entrevista.
    Tão bom poder ver uma escritora nova e tão objetiva no sentido de saber o que quer para sua vida. Objetivo é tudo.
    Pelo jeito o Harry Porter a influenciou demais.
    Espero ter oportunidade de ler o livro, porque amo o universo vampiresco.
    Sucesso para ela.
    “A amizade, depois da sabedoria, é a mais bela dádiva feita aos homens.” (François La Rochefoucauld)
    Cheirinhos
    Rudy
    TOP COMENTARISTA DE MAIO 3 livros, 3 ganhadores, participem.
    http://rudynalva-alegriadevivereamaroquebom.blogspot.com.br/

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  4. Olha spo dela ter como autor favorito Neil Gaiman já me ganhou de montão! Além disso estou bem curiosa com esse livro, mesmo porque fico meio com um pé atrás com livros de vampiros , mas quero dar uma chance

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  5. Olá!
    Que entrevista linda! Adorei conhecer um pouquinho dessa autora, pois vou querer ler esse livro! Desejo sucesso!
    Beijos.

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  6. Que post mais lindo <3 obrigada, seus lindos!

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