A CABANA (LIVRO+FILME)

SINOPSE: Um homem vive atormentado após perder a sua filha mais nova, cujo corpo nunca foi encontrado, mas sinais de que ela teria sido violentada e assassinada são encontrados em uma cabana nas montanhas. Anos depois da tragédia, ele recebe um chamado misterioso para retornar a esse local, onde ele vai receber uma lição de vida - William P. YOUNG - Editora SEXTANTE - 2008 - 240 páginas.

CARL

A história de A CABANA pode ser dividida em dois temas distintos, mas convergentes: superação e religião. O primeiro tema, trata da difícil superação da perda de uma filha, morta por um maníaco estuprador. O segundo tema, faz a ligação dessa superação com a ajuda da religião. Enquanto o primeiro é plenamente satisfatório e entrega uma carga emocional que prende o leitor, o segundo falha a partir do momento em que apresenta uma propaganda religiosa que não entrega uma solução aceitável para o que se propõe.

Metade de A CABANA mostra o relacionamento de Mack, o personagem principal, com sua família, a viagem que fazem para acampar, o acidente da canoa no centro do lago, o desparecimento da menina mais nova, a busca por ela realizada pela polícia e a constatação de que ela foi assassinada por um estuprador. Toda essa parte não deixa de lado a religião, pelo contrário. Em todas as páginas, o leitor é convidado a acreditar que existe algo mais, tanto na vida dos personagens, quanto na sua própria vida.

A outra metade do livro, quando Mack recebe um convite para encontrar Deus na cabana onde foram encontradas as evidências de que a filha foi morta, parte para um lado teológico que tenta fazer o leitor compreender que Deus não é responsável pelas desgraças humanas, e que Deus não irá salvar ninguém dessas desgraças. Entretanto, isso não quer dizer que Deus não estará ao seu lado quando elas acontecerem.

Toda a conversa de Mack com Deus, Jesus e o Espírito Santo sobre responsabilidades, especificamente sobre o motivo de Deus não ter salvo uma criança das mãos de um assassino, é plenamente satisfatória, lógica, independente da religião de quem está lendo. Entretanto, a partir do ponto em que o autor parte para o julgamento das não ações, ou seja, se Deus é culpado por não interferir, a narrativa passa a transmitir uma propaganda religiosa que destrói o que foi lido até então.

O autor tenta fazer o leitor aceitar que Deus não abandona uma pessoa, mesmo que ela tenha cometido um pecado, porque todos nós somos seus filhos, e ele, como pai, trata todos de forma igual. Ou seja, todo pecado pode ser perdoado. E ponto. Mas aí reside o erro, porque não existe um ponto no final dessa afirmação, mas, sim, uma vírgula. Todo pecado pode ser perdoado, desde que o pecador se arrependa de coração. Não é o caso de A CABANA. E esse é o ponto falho da narrativa. Não existe arrependimento no pecador da história.

E o exemplo dado para ilustrar isso é a parte mais absurda e incoerente da narrativa. É dito a Mack que ele deve escolher um dos seus filhos para ser condenado ao Inferno por seus pecados. Ele, obviamente, se recusa e diz que não consegue, que não vai fazer. E então, é feito um comparativo com Deus, que age da mesma forma conosco, com seus filhos. Acontece que os filhos de Mack não assassinaram e estupraram uma menina indefesa. O autor coloca qualquer crime, seja ele de qual teor for, no mesmo patamar, para forçar uma ideia que não tem fundamento próprio. E quando você força uma ideia sem fundamento, vira propaganda. A partir desse ponto, o livro perde qualquer credibilidade com sua mensagem.

Pior ainda, o autor simplesmente muda as atitudes de Mack, um personagem que até o momento se recusava a aceitar a impunidade do monstro que matou a filha. Com esse exemplo incoerente, Mack muda de ideia de uma linha para a outra, perde sua tristeza interior e compreende aquilo que o autor não conseguiu encontrar uma forma de fazer compreender.

A CABANA acaba não funcionando como uma história de superação, porque a concretização dessa superação se dá sobre fundamentos mal construídos e mal explicados; e também não funciona como mensagem religiosa, porque subverte os ensinamentos através de uma interpretação errada sobre o que é pecado, julgamento e perdão. A única coisa que o autor acerta, é que nós sempre estamos acompanhados, nunca estamos sozinhos, desde que tenhamos fé. 

RAFAEL

DIREÇÃO: Stuart Hazeldine
DISTRIBUIÇÃO: Paris Filmes
DURAÇÃO: 2h13
ELENCO: Octavia Spancer, Sam Worthington e Tim McGraw
No princípio, pode ser considerado um filme Cristão ou Espírita ou sobre fé, nenhuma das alternativas estaria errada. Baseado no best-seller de sucesso, A CABANA acompanha a vida de um homem mergulhado na depressão, vive seus dias recluso do mundo e da própria família, desde que sua filha caçula foi sequestrada e jamais teve seu corpo encontrado.

Um dos principais erros da produção está em seu roteiro literalmente sem vida. Para quem já leu o livro, fica um sentimento de familiaridade, praticamente tudo foi adaptado, mas para o público geral é um texto fraco e pouco resolvido. Em plena depressão, o homem recebe uma carta de Deus, convidando-o a ir novamente à cabana onde foram encontrados, no passado, vestígios de sua filha desaparecida. Até aí tudo bem, o problema mesmo se encontra quando Deus de fato aparece para o protagonista.


Não é segredo nenhum, e esta informação se encontra presente no trailer da produção, Deus aparece para o homem em sua santa Trindade: Deus, Jesus e Espírito Santo. Todos tentando passar ensinamentos e conselhos para o protagonista, mas para todas as perguntas, nós recebemos respostas redundantes. Porque sofremos? Porque Deus não nós ajuda na hora do tormento? Porque Deus deixa todo o mal do mundo acontecer? São perguntas complicadas, mas se o filme se vende como um papo de Deus com a humanidade, era de sua obrigação responder tais questões, mas em troca recebemos apenas muito eufemismo e achismo.


O roteiro também apresenta problemas no desenvolvimento de seus personagens. São mais de duas horas apenas dentro da cabana e seus quatro personagens, mas quando somos levados para a família do protagonista, temos tramas rasas e diálogos bem sofríveis. O protagonista, vivido por Sam Worthington, parece uma pedra de gelo ambulante, sem carisma e com zero carga dramática. Chegam a ser patéticas as cenas onde o personagem precisa chorar. O ator fica apenas “vibrando”, enquanto a câmera filma suas costas. Em nenhum momento convence ao viver um homem destruído e revoltado com o rumo da sua vida.

Octavia Spencer vive Deus na produção, fisicamente perfeita ao ser comparada à sua personagem no livro, monstra muita ternura e um sorriso contagiante em cena. Consegue passar um ar fraternal e parece se importar com o destino do protagonista, melhor personagem da produção. Jesus, vivido pelo ator Avraham Aviv Alush, e Sumire Matsubara, que encarna o Espirito Santo, novamente perfeitos em comparação ao livro, mas como personagens num filme, são bem razoáveis, os diálogos bobos são ajudam seus desempenhos.


Tecnicamente tem uma direção operante e o lado estético é muito bonito, usa uma fotografia bem limpa e realista, visando ampliar a beleza da natureza. Os efeitos visuais são competentes, e a trilha sonora conta com algumas canções originais muito bonitas. A CABANA tem tudo para agradar quem gosta do livro, na base tem uma proposta honesta, visando ajudar, mas para o público em geral, pode ser uma experiência bem piegas e monótona.

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Rafael Yagami

Cinéfilo compulsivo, amante de livros e musica. A leitura e os filmes sempre me ensinaram a confiar em mim e ter sonhos grandes e é com isso que me armo todos os dias para lutar pelos meus objetivos.

28 COMENTÁRIOS

  1. Oi Rafael!
    Eu já li o livro e claro vi o filme, eu simplesmente amei!!
    O livro é mto bom, já reli umas 5 vezes, gosto mto!
    O filme eu estava bem curiosa pra ver como iam desenvolver a história, achei mto lindo!
    Bjs!

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    1. Realmente o filme tem bons momentos, abraços!

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  2. Oi Rafael!
    Eu já li o livro há tempos e não me recordo de muita coisa. Não foi um livro que marcou minha vida e nem com muito aprofundamento ( livros espíritas são bem melhores).
    O filme eu ainda não assisti, mas estou com vontade de ver essa adaptação que muita gente gostou como também não gostou.
    Eu acho que as respostas dessas perguntas, ele não conseguiria dar sem entrar de fato em uma religião específica. Por que os protestantes pensam de uma forma e os católicos de outra e cada um têm uma resposta diferente pra cada uma dessas perguntas. Ao contrário do que as pessoas pensam, que julgam sem conhecer, o espiritismo foi muito presente no livro. Não sou espírita, mas leio muito sobre a doutrina, e não vejo diferenças gritantes das outras religiões. Ele ensina muitas coisas que o livro disseminou e muita gente nem sabe disso, porque tem uma ideia distorcida sobre o espiritismo.
    Apesar disso, pretendo ver a adaptação e reler o livro.
    Abc

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    1. O filme mesmo não se enquadrando em uma religião especifica, parece usar muito doutrinas e ensinamentos espiritas, o que não é problema nenhum, o problema mesmo é o filme prometer muito e no final não entregar nada, para alguns pode não ser suficiente apenas promessas e sorrisos, abraços!

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    2. A mensagem do livro/filme pode refletir, em algumas partes, diversas religiões, mas ele é essencialmente Católico. Entretanto, até a parte da caverna, o que ele transmite é algo que todos deveríamos sentir e entender, independente de nossas crenças.

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  3. Nunca tive um interesse em ler esse livro, mas confesso que fiquei com vontade de ver o filme. Nem pela coisa religiosa da história, foi mais pelo elenco mesmo. A Octavia sempre dá um show de atuação nos filmes que já vi com ela e adoro ver novas produções porque sei que essa mulher arrasa e faz o filme valer pra mim.
    O livro parece ter algumas coisas meio furadas, mas sei lá, acho que consegue passar essa mensagem de que a gente não está sozinho. Talvez não seja totalmente uma história de superação, mas vale. É um livro que pra determinado momento da vida pode acabar ajudando a gente por esse tom que ele tem, uma história que gera esperança, não sei. Sempre me passou essa ideia.
    Sobre o filme aí só vendo mesmo pra saber o que acho. Pode ter lá suas atuações que não convencem ou não, pode ser meio bobo ou não. Não sei, teria que arriscar e ver o que penso mesmo. A ideia é boa, gostei da premissa da história e o que vi em trailer...

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    1. Octavia é uma diva mesmo, se destaca em qualquer papel que está.

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  4. Tenho muita curiosidade em ler este livro, e claro assistir o filme, apesar da história ter alguns pontos que não fazem muito sentido ou não convence o leitor de algumas coisas, pretendo ler o livro, pois acho que a história é bem interessante e espero curtir a leitura.

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    1. A leitura é bem leve e o filme tem um ritmo legal, se o tema se encaixar com os seus favoritos, não vai achar ruim a experiencia.

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  5. Oi, Carl e Rafael!!
    Gostei bastante da resenha do livro, só que, nunca li nenhum livro do autor. E com relação ao filme não o assisti então não tenho uma opinião formada com relação a nenhum dos dois.
    Beijoss

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    1. Esse é basicamente o único sucesso desse escritor mesmo, se for um tema que você se interesse, talvez seja uma experiencia boa!

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  6. Eu li o livro e também assisti o filme. Adorei os dois, claro. Representou bem o livro....claro que alguns detalhes deverao ser lidos no livro.
    Chorei do inicio ao fim assim como no livro. Impossivel nao se colcoar nas situaçoes, inclusive na posiçao de juiz. nossa vida passa de novo em nossa frente.
    Emocionante!!!

    Só achei que Mack fosse um pouco mais velho. Mas adorei ver Jack Sulivan como Mackenzie.

    sobre uma critica que eu li, que o filme nao explica bem o pq Deus faz coisas ruins com pessoas boas....só tenho a dizer: nao devemos tentar entender o livro, ou filme, ou a vida, tenham fé e conheçam Deus intimamente. só isso!!! (não é facil, mas é a verdade.)
    Deus é bom o tempo todo!

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    1. O problema é que como uma obra cinematográfica ela deveria ser mais aberta e funcionar com todos e não apenas com pessoas religiosas, mas é muito valido o seu ponto de vista.

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    2. Na verdade, essa parte ele explica até bem. Deus não faz coisas ruins, Ele apenas não interfere, afinal, foi nossa exigência termos o livre árbitrio. Entretanto, não interferir, não quer dizer que ele não esteja ao nosso lado em todos os momentos.

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  7. Olá Carl
    Você retratou exatamente a minha opinião em relação ao livro. Não consegui gostar e a obra não conseguiu me afetar. Muita gente diz que eu não consegui "captar" a mensagem, mas acredito que o livro falha principalmente em relação à superação. Já o li faz um bom tempo, mas me lembro que fiquei meio revoltada com a estória. Na minha cabeça, a aceitação do pai em relação ao crime sofrido por sua filha não fazia sentido. Talvez se lesse o livro hoje eu tivesse uma opinião diferente. Mas achei extremamente mal construído. Tanto que nem fiz questão de ficar com meu exemplar ou de assistir ao filme. Este eu realmente deixei passar.

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    1. O filme pode ser até bem irritante pra quem não curtiu tanto o livro, melhor passar longe dele rs, abraços!

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  8. Ainda não li o livro e nem vi ao filme! Sabe eles não me chamam a atenção!
    Nunca li livros religiosos e pouco vejo filmes com o mesmo tema, sempre acho que vai ficar pontos soltos na história que irá prejudicar a obra!
    Vou ver se consigo assistir ao filme, mas sei que talvez não vá me agradar muito!

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    1. Um dos problemas do filme é esse mesmo, não conseguir ser completamente fechado para pessoas não religiosas, fica muito restrito a igrejas e etc, poderia ser bem melhor. Abraços!

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  9. Carl!
    Amo sua sinceridade e todas as observações que faz detalhadamente na análise dos livros.
    Primeira vez que vejo uma resenha que questiona a credibilidade da mensagem passada pelo livro e deco concordar, é preciso arrependimento para o perdão e colocar todos os crimes no mesmo nível e igualar todos os 'pecados'.

    Rafael!
    Como sempre com análises dissecativas sobre os filmes, analisando ponto por ponto.
    Bom ver que foi uma adaptação fiel ao livro que por sinal, ainda nem li.
    As questões religiosas aboradadas trazem mesmo certos questionamentos.

    Desejo uma semana de luz e paz!
    “Quem já passou por essa vida e não viveu, pode ser mais, mas sabe menos do que eu...” (Vinicius de Moraes)
    Cheirinhos
    Rudy
    TOP COMENTARISTA DE JULHO 3 livros, 3 ganhadores, participem.
    http://rudynalva-alegriadevivereamaroquebom.blogspot.com.br/

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    1. É bem fiel mesmo, conseguiu até duplicar os erros que estão no livro para o filme, poderia ser bem melhor.

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  10. Eu tive a mesma impressão quando terminei de ler, do nada ele aceita, sendo que na realidade poucos iriam perdoar. Não vi o filme, mas gosto muito do livro porque eu li junto com a minha mãe, e isso tornou ele especial.
    Vou tentar assistir com ela e tirar as minhas próprias conclusões.

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    1. Deve gostar do filme também, a fidelidade quase extrema e alguns cuidado em detalhes nos personagens prometem agradar quem gostou do livro. Abraços!

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  11. Já tentei ler esse livro duas vezes mas nunca consegui terminar, chegava na metade e abandonava ele, as partes que se passam na cabana com certeza eram as mais penosas para eu ler, nem cheguei a assistir o filme porque vi várias críticas falando que ele estava super fiel ao livro.
    Beijos!

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  12. Esse é um livro Maravilhoso,já li e releio todos os anos!!! Acho incrível qdo uma pessoa consegue entender a mensagem principal do livro, o que o filme conseguiu transmitir!!! Amei o comentário da Ludmila do Carmo, você tem toda razão, Pessoas perdem tempo tentando julgar, buscando perfeição em tudo, realmente Deus, é bom o tempo todo, seja com quem for!!! Acho que muitas pessoas devem reler A cabana, com o coração a mente aberta!!! Não vale a pena, buscar só coisas negativas em tudo sempre!!!
    One

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    1. Não se trata de buscar coisas negativas, uma vez que destacamos, na resenha do livro e na crítica do filme, o que as obras tem de qualidade, mas também destacamos o que elas tem de defeito. Não analisamos religões ou fé, mas o produto criado e oferecido para o público. E esse produto, livro e filme, possui qualidades e defeitos que precisam de análise e destaque, uma vez que é para isso que escrevemos no blog. Nós temos nossas próprias crenças, nossa fé, mas nenhuma delas nos cega diante do que é evidente. Não omitimos o que consideramos de forma objetiva em uma obra, independente de nosso gosto pessoal. Nosso compromisso é entregar um texto crível, que mostre ao leitor os detalhes daquilo sobre o que escrevemos. Fechar os olhos, ou omitir opiniões e análises para forçar uma visão pessoal, que não enxerga, ou finge não enxergar, os defeitos de uma obra, para nós, é mentir e enganar nossos leitores. Não somos assim. Tem blogs que são. O GETTUB, não.

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  13. Olá!
    Li o livro há tanto tempo que não me lembro direito dele mais :/ Mas lembro que fiquei bastante confusa m algumas partes, acho que foi porque eu era nova demais e não entendia muitas coisas. Gostei do seu post, me lembrou bastante da história principal. Acho que irei gostar muito do filme <3
    Beijos

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  14. Oi Rafael ! Eu já conhecia a historia do livro e apesar de não ler o livro eu ouvia comentários que era bastante emocionante, mas ao ler a resenha de vocês fiquei meio receosa para começar a leitura do livro, mas todos os livros tem falhas, e esse parece querer tocar o leitor, apesar de faltar em alguns aspectos, VOU DA UMA CHANCE! obg!

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    1. A intenção do livro/filme é boa mesmo, porém apresenta algumas controversas que foram explicadas nos textos acima, mas gosto é gosto né? quem sabe você goste? boa leitura!

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