TRANSFORMERS: O ÚLTIMO CAVALEIRO

SINOPSE: Os humanos estão em guerra com os Transformers, que precisam se esconder na medida do possível. Cade Yeager é um de seus protetores, liderando um núcleo de resistência situado em um ferro-velho. É lá que conhece Izabella, uma garota de 15 anos que luta para proteger um pequeno robô defeituoso. Paralelamente, Optimus Prime viaja pelo universo rumo a Cybertron, seu planeta-natal, de forma a entender o porquê dele ter sido destruído. Só que, na Terra, Megatron se prepara para um novo retorno, mais uma vez disposto a tornar os Decepticons os novos soberanos do planeta.
DIREÇÃO: Michael Bay
DISTRIBUIÇÃO: Paramont Pictures
ANO DA PRODUÇÃO: 2017
DURAÇÃO: 2H30
ELENCO: Mark WAHLBERG, Anthony HOPKINS, Josh DUHAMEL e Laura HADDOCK

Sabe quando você esta interessado(a) em alguma pessoa muito bonita? Porém, ela só tem beleza mesmo, vocês não tem papo e, quando ela abre a boca, só fala besteira? Acha que vale a pena investir? Claro que não, beleza não salva nem filme, imaginem um relacionamento. Enfim, sem mais delongas, vamos analisar a mais nova obra do “gênio visionário”, Michael Bay.

Bom, pra quem não sabe, o homem citado acima é o diretor da serie de filmes TRANSFORMERS. Ele comandou os quatro episódios anteriores e voltou para nos entregar a mais nova tortura do cinema. Ou esse homem é um gênio incompreendido ou um preguiçoso, porque, mesmo depois de vários filmes, a criatura não conseguiu fazer algo que, no mínimo, seja aceitável. Roteiro não tem, e trama? Aquilo que foi entregue não pode ser chamado de trama, são apenas fatos e muitas coincidências que estão aqui apenas para reunir todos os personagens para uma batalha grandiosa e exagerada no final.

Em TRANSFORMERS: O ÚLTIMO CAVALEIRO, o planeta Terra está correndo perigo de novo, alguém esta vindo para destruí-lo e os robôs que sobraram precisam protegê-lo, e é basicamente isso mesmo. Passando da linha do ridículo, um dos personagens principais precisa procurar a herdeira do mago Merlin, pois ela é a única que consegue pegar uma arma capaz de impedir a destruição do planeta. Ainda temos umas balelas com o governo americano, que está caçando todos os robôs na Terra para destruí-los e algumas lorotas com crianças.

O filme teve um orçamento de 220 milhões de dólares, uma fortuna e, mesmo assim, não sobrou dinheiro pra pagar um roteirista descente, porque, claramente, tudo foi investido na sua parte técnica. O bizarro é que o filme poderia ser indicado ao Oscar em várias categorias técnicas, a edição e mixagem de som são incríveis, e os efeitos visuais são excepcionais. Espere muitas explosões e batalhas envolvendo muita destruição e aço batendo em aço, o problema mesmo é que não tem história para sustentar tudo isso. Se você é fã da franquia ou gosta de ir ao cinema para ver muita ação desenfreada e apelativa, esse é seu filme. Agora, se você gosta de um pacote completo, que engloba uma trama envolvente, que faz sentido e que tenha lógica, passe longe desse filme.

O protagonista da vez é o mesmo do filme anterior, Mark Wahlberg, o cara cool, mecânico de robôs e que, desta vez, é um foragido, desempenho fraquíssimo. Dói ver o grandioso Anthony Hopkins, de O SILÊNCIO DOS INOCENTES e HANNIBAL, em um papel vergonhoso, seu talento foi totalmente desperdiçado. O filme ainda conta com uma professora de história totalmente clichê que explica alguns fatos mentirosos para o espectador, e tem também um elenco infantil mal distribuído no filme, sendo irritante quando um deles está em cena.

No fim, temos uma experiência intragável, quase três horas de muitas explosões, apelação, mentiras e destruição. Felizmente, o filme está com um desempenho financeiro muito abaixo dos filmes anteriores, o que nos anima se pensarmos que talvez a continuação seja cancelada. Infelizmente, o final deixa vários ganchos para uma enxurrada de novos filmes. O ano nem acabou e já temos o nosso mais forte finalista para o pódio de pior filme de 2017.

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Rafael Yagami

Cinéfilo compulsivo, amante de livros e musica. A leitura e os filmes sempre me ensinaram a confiar em mim e ter sonhos grandes e é com isso que me armo todos os dias para lutar pelos meus objetivos.

12 COMENTÁRIOS

  1. Alguns personagens soam irrelevantes ou estão ali apenas para algum momento que a trama precisar deles (algum detalhe pra fingir que foram importantes), e isso vale tanto pros antigos quanto pros novos. Mas o problema some quando consideramos que eles são melhores que certos outros da franquia que felizmente já não estão mais aqui (o filme ainda explica o paradeiro de alguns). Pelo menos os robôs estão mais carismáticos nesse filme, tanto os heróis quanto os vilões.

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    1. Sim, esse filme explica o que houve com os protagonistas do primeiro filme

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  2. Rafael!
    Prefiro o pacote completo é claro, mas se não veio, o jeito é assistir as cenas de ação e apreciar o protagonista e o maravilhoso Anthony Hopinks do jeito que vier, pelo menos tem tecnologia e diversão.
    Bom final de semana!
    “Educar é semear com sabedoria e colher com paciência.” (Augusto Cury)
    Cheirinhos
    Rudy
    TOP COMENTARISTA DE JULHO 3 livros, 3 ganhadores, participem.
    http://rudynalva-alegriadevivereamaroquebom.blogspot.com.br/

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    1. Pra mim foi um martírio ficar até o final vendo só explosão sem trama, mas realmente pode ser que sirva pra passar o tempo pelo menos pra alguns, abraços!

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  3. Olá!
    Gostei muito do primeiro filme de transformers, mas não gostei das continuações. Algumas eu nem me lembro se assisti. ahahha
    Já não estava animada pra assistir o filme, depois ler seus comentários então, desanimei mesmo hahaha
    Beijos

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    1. O primeiro é bem divertido mesmo, tem seus erros mais funciona muito bem. As continuações nem lembro de quase nada também rs

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  4. Tá aí um filme que nunca me chamou atenção, não curto, não consigo gostar...
    bjs

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    1. Somos dois rs uma das series de filmes q mais odeio

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  5. eu curtooooo muitooooo então pra mim ta ok hehehhehehe e como diz minha filha só mesmo em filmes pra tanta coisa sem nexo ;)

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    1. Todo o filme tem seu publico né? O importante mesmo é que você gostou, divergências de opiniões são o que dão graça ao dialogo.

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