QUERIDO DANE-SE

SINOPSE: Sara tem muitos sonhos, mas também vários problemas para enfrentar. Para começar, seu namorado acabou de uma hora para outra com ela e por WhatsApp. Pouco depois, ela descobriu que o desgraçado está namorando uma socialite linda e admirada. Parou por aqui? Não: Sara, que é estilista de formação, mas trabalha como costureira, atualmente está de plantão na casa dessa socialite, arrumando as roupas dela. Enquanto lida com o ressurgimento do ex e tenta voltar a achar graça na solteirice, Sara sofre com seu maior medo: fazer trinta anos sem achar a sua cara-metade. Entre lágrimas e muita risada, no entanto, Sara começa a repensar sua vida. E a perceber que está diante de uma pessoa cujos anseios e gostos conhece pouco: ela mesma - Kéfera BUCHMANN - Editora PARALELA - 2017 - 220 páginas.

O conteúdo de QUERIDO DANE-SE reflete perfeitamente o título, e em mais de uma vertente. Primeiro, que ele copia o que já existe em dezenas de outras histórias: a garota perdedora de baixa autoestima, traída pelo namorado, com um amigo homossexual e uma amiga doidona, que trabalha para alguém que acha um saco, que sonha casar, que dá a volta por cima devido ao acaso, que encontra o homem dos sonhos no fim e que faz uma viagem em busca de autoconhecimento. Sim, se você lê, já encontrou partes dessa história em vários outras obras. Entretanto, em todos os livros e filmes onde você encontrou essas partes, a personagem sempre tinha algo que Jussara, a protagonista de QUERIDO DANE-SE, não tem: moral!

Jussara, ou Sara, é uma personagem amoral, ou seja, ela não leva em conta o que é certo e o que é errado, ela só se importa com ela mesma. É egoísta, desleal, imatura, invejosa, é o resultado de alguém que só enxerga o próprio umbigo. Por todo o livro, a soma de seus sonhos é ser famosa e se casar. Mas para explicar melhor, para não acharem que estou com implicância, vou dar alguns exemplos.

Sara trabalha como costureira para uma estilista, que, logo no início da história, reconhece seu talento, a promove e passa uma cliente importante para seu cuidado exclusivo. Mesmo assim, Sara a trata como uma megera, sem qualquer motivo que seja explicado. E quando Sara encontra uma chance de ser famosa, de ter seu trabalho exposto a nível nacional, não pensa duas vezes em passar por cima de sua chefe. E depois de fazer, não se justifica, apenas diz que não se lembrou e deixa por isso mesmo. Fazer o quê?

Sara tem consultas semanais com uma terapeuta, que tenta ajudá-la a se encontrar, a procurar formas de fazer com que ela consiga acertar em sua vida, como escrever um diário onde poderá ler e repensar sobre o que faz. Mas Sara sempre retratada a terapeuta com insultos nesse diário. E mesmo sabendo que a terapeuta irá ler, Sara deixa para lá, não tem problema ofender quem exerce sua profissão, e a quem Sara procurou por ajuda. Entendam que para existir uma antipatia por alguém, precisa existir um motivo. Não é dada nenhuma explicação. É, porque é, porque a mulher é mais velha, porque sabe mais do que ela, porque é alguém que a confronta com uma pessoa que ela não reconhece ou não aceita. 

Sara gosta de baladas. Existem duas que chamam a atenção. A primeira, ela conhece um cara, sai com ele, vai para casa, transa com ele e na manhã seguinte tem certeza que ele é o homem com quem quer casar. Não vejo nenhum problema em sexo no primeiro encontro. Se surgir a química, a vontade, se os dois querem, ótimo! O problema que vejo, é que para Sara não é necessário existir um relacionamento onde eles possam se conhecer, onde ela possa conhecer o passado do sujeito, o que ele pensa, quem ele é, para considerar casar com ele. Ela simplesmente considera qualquer homem como um futuro marido. Isso pode ser normal em crianças, não em uma mulher com 26 anos de idade. E também seria normal se a personagem fosse construída em cima de uma personalidade retraída, que não vivenviou experiências, que está descobrindo o mundo. Não é o caso. Ela simplesmente considera que seu futuro depende de um homem.

A segunda balada, Sara vê um grupo de rapazes, entra no meio deles e dá em cima do que seria o centro da turma. Eles dançam, ele dá um comprimido para ela na boca, que é ecstasy. Ela perde os sentidos, acorda na manhã seguinte pelada na cama dele. Ele conta que não aconteceu nada. Ela aceita numa boa. Ele oferece bebida para ajudar a passar o efeito da droga. Ela bebe. Eles transam. Ele oferece um cigarro. Ela recusa. Depois aceita. E ele ensina ela a fumar, com detalhes. Exato. Ele ensina ela a fumar em um livro para adolescentes. E a personagem age como se fumar e beber fosse legal. Depois, ele conta uma história de como ele foi canalha com a noiva que ele tinha, em como, por isso, ela o deixou e em como, por isso, ele se tornou alcoólatra e drogado. Sara ouve, fica com pena dele e considera normal.

Mais exemplos? Tem uma parte que Sara é convidada para o casamento de uma amiga de quem ela não é muito fã, uma vez que ela tem sucesso, e Sara, não. Na parte da cerimônia onde o padre pergunta se tem alguém que saiba algo que possa impedir o casamento, Sara interrompe, manda a amiga tomar no cu, porque ela não merecia casar primeiro que Sara e vai embora. Todos os personagens próximos de Sara a parabenizam pelo que ela fez, como se realmente fosse certo. Vejam bem: ela foi convidada e estragou a cerimônia por ter inveja da outra mulher, e ela considera isso certo. Inclusive, inveja é o principal fator que move Sara. Ela tem inveja da chefe, da cliente, do ex-namorado, da amiga que morava no exterior, de qualquer pessoa que seja ou que tenha algo a mais que ela. Ela orienta sua vida em torno do sonho de se casar, como se isso fosse resolver todos os seus problemas. Mas ela não sonha de forma romântica, mas preocupada com sua idade e com o que as outras pessoas irão dizer, de ser chamada de tia. Ela não procura relacionamentos verdadeiros, apenas aparências, justificativas para uma sociedade que ela mesma despreza.

Esses são apenas alguns exemplos do que você irá encontrar em QUERIDO DANE-SE. Eu vejo muitas pessoas justificarem a leitura de livros de péssima qualidade como forma de conquista de novos leitores, como porta de entrada para o mundo literário. Acontece que, os fins nunca justificam os meios. A resposta para o aumento de leitores reside em uma boa educação, feita pelos pais, pelas escolas, pelo governo, aliada a histórias de qualidade, que cativem os leitores por seu conteúdo, e não por quem escreve. Ao invés de gastarem energia pregando algo sem sentido, ilógico, as pessoas que defendem livros de péssima qualidade apenas por serem escritos por pessoas com legiões de fãs, deveriam gastar essa energia educando seu público para saberem votar, saberem cobrar por dignidade, por justiça, por seus direitos como cidadão e, também, saberem identificar quando uma história é boa ou apenas construída para se aproveitar de um público fiel e ignorante de que está sendo usado.

Podem dizer: mas que mal há na leitura de um livro de má qualidade? Qual o problema se a pessoa gosta de quem escreve e deseja ter a obra na sua estante? É simples. Livros de muitos youtubers, ou neste caso específico, o livro QUERIDO DANE-SE, que é a obra sendo resenhada, é direcionada para o público adolescente, que passa por um turbilhão se sentimentos conflitantes, que busca uma identificação, que sofre um bombardeio de hormônios que confundem sua identidade e a forma como enxergam o presente e o futuro. Nessa época da vida, todos os adolescentes são suscetíveis a qualquer tipo de influência. Aí, uma autora cria uma história com uma personagem amoral, que passa uma mensagem deturpada do que é certo e errado, e atinge uma legião de fãs que passam a considerar certo e normal o que estão lendo. Logo, esses jovens, se não possuírem uma bússola afinada que lhes aponte o norte, irão considerar fazer a mesma coisa que leram.

Muitos youtubers afirmam não terem culpa por serem imitados pelos fãs. Isso é uma forma covarde de fugir da responsabilidade. Eles mesmos gostam de se anunciar como influenciadores digitais. Bem, qualquer pessoa que influencie outra de algo, passa a ser indiretamente responsável pelo que essa outra pessoa faz. Então, sim, eles são responsáveis pelo que os fãs fazem, caso os fãs façam algo com base no que eles ensinam, ou pela forma como eles vivem. Neste livro, a personagem aprende a fumar, recebe ecstasy sem saber e quando sabe, age normalmente, transa em todos os primeiros encontros, independentemente de conhecer ou não a pessoa, trai quem é leal a ela, ofende os mais velhos, faz pouco caso de profissionais, e tudo isso de uma forma natural, passando uma mensagem que pode ser interpretada como coisas a serem imitadas. Não há problema se você considera isso normal, se sua vida é dessa forma. O problema é você criar uma personagem que tem esse estilo de vida e fazê-la agir como se fosse normal para um público de milhares de adolescentes em idade de formação de caráter. Se a personagem aprendesse algo no fim do livro, se ela compreendesse que seu estilo de vida é prejudicial, ainda haveria algo a ensinar, mas isso não acontece. 

Se você é mãe, ou pai, ou responsável por alguém de menoridade, que está na adolescência, na pré-adolescência ou na infância, cuidado com o que esse(a) jovem lê e vê. Más influências existem em todos os lugares, em todos os convívios, em qualquer tipo de mídia. Fiscalizar e presar por uma informação de qualidade, não é privar de liberdade, mas cuidar para que a pessoa que você ama, e que depende de você, aprenda o que é moralmente certo. No mínimo, que tenha uma mente capaz de discernir, no futuro, sobre como seguir com sua vida. E se mesmo assim essa pessoa que você ama pegar um livro como QUERIDO DANE-SE para ler, leia também, mostre para essa pessoa o que realmente é certo e errado, mostre para ela que nem tudo o que ela encontrar no livro deve ser feito, que é falta de respeito fazer pouco dos outros, ter inveja, trair, fumar, beber álcool, se relacionar com pessoas que não conhece, que se receber uma droga, deve denunciar, deve recusar, deve se sentir ultrajado se acordar nu na cama de um desconhecido, que não deve considerar essas coisas parte da vida. Eduque!

E não, não esqueci do vídeo onde mostro a edição e nem do link de venda do livro na Amazon que coloco em todas as resenhas.

Compartilhe este post:

Carl

Tenho várias paixões: livros, gibis (muitos gibis), filmes, séries e jogos (muitos jogos de PC e consoles), fotografia, natação, praia e qualquer chance de viajar para conhecer novos lugares e pessoas. Lamento o dia ter apenas 24 horas - é muito pouco ;>) -, e não saber desenhar O.O

20 COMENTÁRIOS

  1. Essa foi simplesmente a melhor resenha que li desde que comecei a acompanhar o blog de vocês. De início, achei que seria um livro bom, pelo fato de desconstruir toda a idéia de mulher boazinha, sofredora e tal. Mas, ao ler a resenha, pude ver que não é só isso. Infelizmente, uma parte das pessoas que se dizem influenciadores digitais, agem apenas para ganhar visualizações e fama. Não ligam para o que realmente está fazendo com a cabeça, a índole de muitas crianças e adolescentes que os seguem. Todos agora querem ser escritores. Isso não é ruim. Desde que saibam o que estão passando para os leitores. Desde que não passem uma imagem de: "posso fazer tudo de ruim (beber,fumar,transar com com qualquer um (a)...) e isso é maravilhoso." Os escritores de verdade, se preocupam com o que passam para seu público. Como você disse, o personagem pode fazer tudo isso sim! Desde que, no final do livro ou até mesmo no ápice da obra, o autor passe para o leitor que isso é errado. Que realmente tenha uma moral na história. Espero de coração que essas pessoas que leram esse livro não achem que tudo isso aí é certo. Precisamos de adolescentes, de jovens, críticos, que saibam o que é o certo é errado. Precisamos deles com o pensamento formado para assim termos uma sociedade futura, melhor que a atual.

    ResponderExcluir
  2. Olá, parabéns pela sincera resenha! Eu particularmente não gosto de livros escritos por youtubers, que aparentam ser feitos só por ser óbvio que o lucro será alto devido aos fãs. Aqui, além do clichê exacerbado, a obra conta com uma série de elementos influenciáveis, mas acredito que o poder de discernimento fala mais alto para quem se encoraja a ler tal livro. Beijos.

    ResponderExcluir
  3. Olá, parabéns! Adorei a resenha super sincera. Eu trabalho com estudos culturais e a sua resenha me fez pensar em trabalhar em um artigo sobre este livro pensando nesses trechos que você citou ao longo da crítica. Se fizer citarei sua resenha com certeza.

    ResponderExcluir
  4. Olá, Carl!
    Que resenha! Admito que já tenho preconceito em livros escritos por youtubers, mas este parece ser um horror!
    A "heroína" amoral parece achar tudo que faz de errado certo, e acredito que isto seja uma influência extremamente nociva aos jovens que com certeza lerão o livro pelo fato de ter sido escrito por sua "ídola".
    Achei absurda a cena do casamento, a pessoa arruína um acontecimento por pura inveja e ainda acha bonito. O diário escrito para a terapeuta também é indício da perturbação e mau-caráter da protagonista.
    Mas um livro de booktuber que vou passar longe!

    ResponderExcluir
  5. Estou pasma que alguma editora tenha aceitado publicar esta obra. É necessário muito desespero para publicar algo sem conteúdo.
    A sinopse não me atraiu nenhum pouco, a capa é de uma poluição visual, me restava esperar algo positivo da resenha. Então li toda a resenha esperando pelo momento em que estaria escrito que Sara cresceu, que aprendeu com os erros, que mudou o modo de pensar, qualquer coisa positiva que eu pudesse pensar que livros de Youtubers não são ruins. Apesar de que nunca li um livro de Youtuber, então não posso generalizar...
    O título deveria ser: Não seja como Jussara ou Coisas que não devemos fazer.
    E qualquer pessoa pública, querendo ou não, é sim responsável por influenciar adolescentes e jovens. Muitos adolescentes se inspiram nestas pessoas, então o mínimo que eles podem fazer é passar um bom exemplo.
    A única coisa positiva que encontrei foi uma resenha com um senso moral admirável. Parabéns por suas palavras.

    ResponderExcluir
  6. Carl!
    Ainda hoje vi uma reportagem justamente com a Kéfora, falando que está lançando seu terceiro livro na bienal e que esse é um um romance de ficção... A fila dobrava de 'adolescentes' querendo um dedinho de prosa com ela e um autógrafo em seu livro...E o reporter falou justamente de como os adolescentes passaram a ter acessoà leitura com os livros dela e de outros youtubers...
    Na verdade não sou muito fã desses novos escritores, mas também não os critico, às editoras sim, que visam o dinheiro; mas, é bem como falou, se querem que leiam, que leiam, mas que os pais e educadores acompanhem de perto e possam dar uma orientação do que é ou não correto.
    Desejo um ótimo final de semana!!
    “A sabedoria consiste em ordenar bem a nossa própria alma.” (Platão)
    Cheirinhos
    Rudy
    TOP COMENTARISTA DE SETEMBRO 3 livros, 3 ganhadores, participem.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi,Rudy! Eu já penso diferente. A editoras são empresas comercias que visam o lucro. Se uma obra tem potencialidade de venda, elas produzem e vendem. A responsabilidade é única do autor. Ele quem cria a história, ele quem define o caráter dos personagens, ele quem direciona a sequência da trama. Ao contrário do que muitos dizem, livros de youtubers não são a porta para nada, uma vez que a maioria que compra, não compra para ler, mas como um ítem de coleção da personalidade de quem eles são fãs. O que faz um adolescente entrar no mundo da leitura, são boas histórias e uma boa educação. Bjos

      Excluir
  7. Primeiro parabéns, sua resenha foi mais que sincera e eu admiro e assino embaixo de tudo que vc disse. Sempre tive um certo preconceito com essas pessoas brasileiras que não são escritores mas se metem a escrever um livro. Ela começou com o clichê, ótimo, mas devia ter ficado no clichê. Não tem sentido botar uma protagonista mesquinha egoísta invejosa e sem moral, até porque se é um livro voltado para adolescentes a própria autora tinha que ter o discernimento de saber que o adolescente está descobrindo sua identidade, e livros assim vao confundir a cabeça deles ainda mais, pois uma pessoa que lê que aceitar pílulas de estranhos em uma balada, fazer sexo com estranho, descobrir que tomou algo que a apagou e mesmo assim achar isso normal, vai achar normal também é alguns até imitam isso, apenas porque seu 'idolo' que escreveu, devem pensar logo que o tal ídolo faz aquilo portanto vai fazer para se parecer com ele. Enfim, como é sobre o livro que devemos falar, já não pretendia ler o livro por conta de ser de youtuber, não é julgando todos, mas eu não gosto, e gosto cada um tem o seu. E agora com essa resenha ele realmente está longe da minha lista de leitura, não vou ler algo que destruiu meu clichê da garota excluída e traída pelo namorado que vai achar o seu príncipe encantado no final, boa sorte aos que lerão, espero que realmente gostem e que não sejam influenciados pelo conteúdo do livro!

    ResponderExcluir
  8. Meu Deus eu não acredito que essa menina ainda está escrevendo livros! Gente, como assim que no meio da historia ensina a pessoa fumar? Tá é um livro e tals, mas que desnecessário, né? É por isso que eu não leio livros de youtube, é cada historia sem noção que se encontra que eu fico pasma!
    Este ai é um livro que eu não vou ler e juntos com os outros dela.
    Acho desnecessário!
    Gostei da resenha bem sincera, beijos.

    ResponderExcluir
  9. Pois é, infelizmente ficou fácil escrever ou fazer qualquer coisa que atinga um número grande de pessoas ultimamente. E eu acho triste que cada vez mais as editoras estão buscando lançar livros de youtubers/influenciadores, talvez porque venda bem, mas sem critério nenhum.
    Agora fica difícil acompanhar se por exemplo, os pais que veem os vídeos dela (que acredito não ensine a fumar e aceitar comprimidos em baladas) acharem (eu acharia) que tudo bem os livros também. Infelizmente não é costume ler resenhas antes de presentear alguém que você sabe que já gosta daquilo.
    Enfim, que nenhuma escola incentive, pelo menos.

    ResponderExcluir
  10. Não esperava menos da Kefera.
    Eu li os outros livros dela (em ebook) e achei bem sem conteúdo... livros com palavrões para crianças e adolescentes, até mesmo falando sobre o lobo mau que te come... como assim?
    Esse livro parece ter bem a cara da autora, sem conteúdo.
    Gosto muito de resenhas assim, sinceras! Creio que todas as mães de adolescentes fãs da autora deveriam ler sua resenha e pensar bem antes de comprar esse livro para seus filhos. E mesmo se fosse um livro para adultos, o enrendo não chamou nem um pouco minha atenção para ler ele :/

    ResponderExcluir
  11. Sempre ouço que não se deve julgar um livro pela capa, mas no meu caso com esse livro foi pela autora.
    Eu nunca tive paciência para os vídeos dela ou nada relacionado a ela.
    Não tinha nenhuma intenção de ler esse livro e depois de ler a resenha minha decisão se concretizou.
    Acho que a editora devia ter mudado a classificação indicativa desse livro pq depois de ler a resenha acho que essa autora passa uma ideia muito errada para os adolescente ( como no exemple de ir para a balada, usar drogas e depois dormir com um cara comprometido). Querendo ou não, adolescentes são fáceis de ser influenciados e geralmente, a maioria das pessoas que leem os livros dela são fãs que curtem o canal dela.

    ResponderExcluir
  12. Gostaria de parabenizar pelo ultimo paragrafo da resenha, concordo plenamente.
    Confesso que esse livro e os demais da referida autora tem passagem de graça por mim.
    Gostei bastante da resenha.
    Me fez lembrar de uma discussão que tive a pouco tempo com uma colega, sobre como os livros podem influenciar positivamente ou negativamente os jovens.
    Abraço!

    ResponderExcluir
  13. Oi! Nunca li livros sobre youtubers e muito menos tive interesse algum dia. Eu acompanhava a Kéfera, e minha impressão é de que ela escreveu os dois primeiros livros pensando apenas em dinheiro, já que eles foram escritos em bem pouco tempo e de uma hora para outra. Nos vídeos dela ela costuma (ou costumava quando eu ainda assistia) ser bem "solta" falando tudo o que pensa, e acho que isso refletiu na personagem do livro (é o que passou pela minha cabeça pelo menos). Achei bem sem noção o fato dela ter ensinado a fumar, sabendo que o principal público alvo dela são adolescentes e até mesmo crianças. Gostei bastante da resenha. Beijos

    ResponderExcluir
  14. Nunca li esse livro, não é o tipo de gênero que gosto de ler. Gostei dos pontos que apontou na resenha, onde tudo hoje é escancarado, as pessoas tem acesso a tudo, desde coisas boas as ruins. Vemos muitos jovens rebeldes por ai, querendo fazer o que querem sem se importar com as consequências. A criação dos pais ajuda muito no caráter, mas acho que amizades podem influenciar muito também. Vai de pessoa para pessoa.
    Resenha muito boa. Parabéns

    ResponderExcluir
  15. Oi, Carl. Estava com preguiça, mas estava ansiosa pra ler essa resenha.
    Como você disse as editoras só estão focadas em lucrar e não nos conteúdos dos livros. Acho que escrever uma história é muito mais do que ir colocando no papel ideias que achamos interessantes, exige pesquisa também e analise das coisas que você está passando naquela história, e suponho que essas coisas não foram feitas pela Kéfera.
    Depois de todas resenhas negativas que já li dos livros dela, ela deveria levá-las em consideração e parar de pensar que é "recalque", e admitir que o mundo dela é o de youtuber e talvez nem isso ela faça tão bem assim.
    Achei a foto linda <3

    ResponderExcluir
  16. Oi, Carl!!
    Adorei a resenha e a sinceridade que você colocou nela!! Eu como leitora nunca leria esse livro, pois quando pego um livro eu quero algo que me distrai ou que me enriqueça culturalmente, mas vendo que esse livro não tem nenhum desses objetivos passo é longe de estórias assim.
    Bjos

    ResponderExcluir
  17. Concordo com tudo que foi exposto. Quando se começa a ler jovem, a leitura move o comportamento, na maioria das vezes, certo e errado. Não que exista um conceito de certo e errado. O que é certo pra mim, não pode parecer pra outras pessoas e vice versa. Não leio livro de youtubers e nem tenho vontade, mas os jovens que gostam e compram, é mais complicado. Muitos pais não tem esse controle com os filhos, depois não sabe porque o filho age de tal maneira ou fez alguma coisa errada.
    É difícil calcular o dano que esses livros causam nos jovens. Pelo que eu pude perceber, a personagem é completamente maluca, rebelde e insensata.

    ResponderExcluir
  18. TOP COMENTARISTA!
    Oi, Carl!
    Concordo totalmente com você,os adolescentes de hoje são levados
    constantemente pela "modinha" da vez. E a autora do livro com toda certeza
    é influenciadora de muitos jovens. Mais também acho que as editoras
    deveriam ser mais responsáveis pelo conteúdo que publicam para adolescentes. Eu particularmente não gosto dos livro publicados por esse novos pseudoautores. Como pode ser tratado essas situações sitadas no post como normais e corriqueiras?
    De longe se nota que a personagem principal não tem nenhum tipo de senso de responsabilidade ou respeito por si própria ou pelos outros

    ResponderExcluir
  19. Estou aplaudindo de pé por esta resenha corajosa e muito correta, em todos os aspectos. Mesmo com um pesar ao saber a que ponto o mundo da literatura foi corrompido, ainda assim é válido ter conhecimento desse tipo de publicação para disseminar essa informação e evitar o proliferamento desse tipo de dejeto.

    ResponderExcluir