TARTARUGAS ATÉ LÁ EMBAIXO

SINOPSE: A história acompanha a jornada de Aza Holmes, uma menina de 16 anos que sai em busca de um bilionário misteriosamente desaparecido – quem encontrá-lo receberá uma polpuda recompensa em dinheiro – enquanto lida com o transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) - John GREEN - Editora INTRÍNSECA - 2017 - 256 páginas.

Este novo livro de Green, TARTARUGAS ATÉ LÁ EMBAIXO, sofre dos mesmos problemas dos outros livros do autor. Ele cria situações que são propositalmente direcionadas para atender a narrativa de forma não orgânica, e constrói personagens que tentam passar credulidade, mas têm atitudes e diálogos que não condizem com a realidade. Tá, eu sei que ficou confuso, e você deve estar se perguntando: “de que merda ele tá falando?”.

Bem, vou tentar explicar, usando A CULPA É DAS ESTRELAS como exemplo, porque assim não tem problema soltar alguns spoilers para ilustrar meu raciocínio. No livro, é descrito inúmeras vezes que Gus usa um cigarro para criar uma metáfora sobre a vida e morte. Green repete essa descrição mais do que o necessário, com a finalidade de forçar na mente do leitor esse comportamento. Ele faz isso para ter certeza de que no fim do livro, durante o velório do personagem, ele consegue criar uma emoção ao descrever quando Hazel deixa o cigarro dentro do caixão. Em uma narrativa orgânica, o leitor não iria reparar nessa insistência para criar um resultado maior, iria apenas se lembrar na hora do velório e se emocionar pelo detalhe do cigarro.

Outro exemplo está no fato dele levar o foco da doença para Hazel, insistir que Gus está curado, para depois, do nada, fazer o contrário, sem qualquer indicação de que a doença estava voltando, ou que poderia voltar. Essa é a diferença entre um escritor que tem o domínio de sua história e cria trechos marcantes sem subterfúgios, e autores que não sabem como fazer isso, e precisam forçar a emoção do que querem transmitir.

Outro problema reside nos diálogos. Da mesma forma que em A CULPA É DAS ESTRELAS, Green cria diálogos existencialistas demais, roteirizados demais, que não parecem autênticos, como se jovens de 16 anos realmente conversassem assim. Isso é legal de se ler, mas não é natural, não é orgânico, e para um leitor mais atento, passa artificialidade, o que pode comprometer a qualidade da narrativa.

Por fim, preciso falar de um outro problema de Green: ele utiliza de doenças para promover o romance. Mas faz isso sem descrever o quanto essas doenças são terríveis, ele romantiza para criar um envolvimento entre os personagens, ignorando o tratamento e o fato de que na vida real, pessoas com os mesmos problemas não agiriam da mesma forma que seus personagens. Ou seja, resumindo, ele utiliza de uma narrativa calculista para atingir as emoções, ao invés de utilizar uma narrativa que passe naturalidade.

Bem, eu precisava fazer essa enorme apresentação antes de falar sobre TARTARUGAS ATÉ LÁ EMBAIXO. Isso, porque Green faz exatamente o mesmo que fez no seu livro anterior: uma personagem que sofre devido a uma doença (Transtorno Obsessivo-Compulsivo), um garoto legal por quem se apaixona, uma amiga doidona e um acontecimento que força os três personagens a interagirem.

O fato que reúne Aza e sua melhor amiga, Daisy, a Davis, é o tal desaparecimento do pai de Davis e a recompensa de cem mil dólares por qualquer informação de seu paradeiro. Entretanto, antes do meio do livro, esse motivo é resolvido, e o que sobra até a conclusão da história, são repetições de pensamentos de Aza sobre sua condição mental, e uma tentativa fracassada de criar um interesse romântico com Davis.

Green também tem TOC, e a sensação que tive ao ler TARTARUGAS ATÉ LÁ EMBAIXO, é a de que ele queria expor de alguma forma o tipo de transtorno que tem. Infelizmente, ele resumiu o transtorno à mesma descrição: a repulsa que Aza possui de germes e bactérias. Mas o transtorno vai bem além disso. A amplitude é imensa e muito diversificada, e a forma como atinge cada indivíduo, pode ser de suportável a terrível. E, novamente, é possível fazer um paralelo com a superficialidade do tratamento do câncer no livro anterior em detrimento da criação de um romance com que os jovens pudessem se identificar, sem chocar quem lê com a tristeza e a severidade da doença.

TOC é considerado o quarto diagnóstico psiquiátrico mais frequente na população mundial. Quase todos possuem, em algum nível, pensamentos obsessivos e compulsivos, que vão dos mais leves, como não conseguir ver algo torto, até os mais severos, que exigem internamento. Sua causa ainda é desconhecida, e o diagnóstico é clínico, ou seja, baseado na avaliação médica do comportamento e dos sintomas do paciente. Como combate ao problema, existe acompanhamento psicoterápico e aplicação de remédios em doses mais elevadas do que as utilizadas no tratamento da depressão.

Green poderia ter criado várias situações que descrevessem toda a etiologia do transtorno, ao invés de se concentrar repetidamente em Aza arrancar seu curativo do dedão para abrir sua ferida, ou nos pensamentos igualmente repetitivos de seu asco ao beijar Davis, por causa da quantidade de germes que estaria ingerindo. Fazer isso uma, duas vezes, é compreensível e normal. Mas mais que isso, da forma como fez, é desnecessário e cansativo. Ele também poderia ter tornado a história do pai de Davis mais interessante, que causasse algum envolvimento do trio de jovens, mas tudo é resolvido rápido demais, e o único ponto que fica em aberto até o fim do livro, é descabido.

O pai de Davis era um empresário milionário, alguém com inteligência e conhecimento, a forma como sua fuga é encerrada, descreve os atos de um delinquente que tem medo do mundo e não sabe o que faz. Novamente, como disse na introdução, o autor cria algo sem sentido apenas para tentar criar um choque no leitor, mas o única coisa que alguém minimamente coerente irá sentir, é ter o pensamento: “como assim?

De qualquer forma, existem dois pontos que salvam o livro da classificação de ruim: Daisy, a amiga de Aza, que é uma personagem cativante e que em determinado trecho do livro, tem um desabafo com Aza, uma discussão que coloca Aza de frente para o quanto ela é egoísta e em como ela usa seu transtorno para justificar esse comportamento.

O segundo ponto é justamente o fato do TOC ser o ponto central do livro. Embora seja feito de forma superficial, limitado e direcionado para criar um romance, faz com que o leitor receba algumas informações sobre o transtorno. Muitas pessoas tem e não sabem que existe uma forma de diminuir os sintomas, de tornar suportável aquela sensação de afunilamento. É daí que vem o desenho da capa do livro, as espirais, quando a pessoa se perde dentro de sua própria mente, em uma queda em espiral que parece não ter fim. E também é das espirais que vem a explicação para o título do livro.

Resumindo tudo isso, TARTARUGAS ATÉ LÁ EMBAIXO poderia ser um ótimo livro; poderia tratar do TOC de uma forma mais abrangente, já que nem sequer ele nomeia a doença de Aza, ficando a cargo do leitor a dedução do que é; poderia ter personagens mais profundos e uma história interessante, com diálogos convincentes, ao invés de conversas roteirizadas sobre estrelas, filmes e séries de TV, mas, infelizmente, ficou no poderia...

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Carl

Tenho várias paixões: livros, gibis (muitos gibis), filmes, séries e jogos (muitos jogos de PC e consoles), fotografia, natação, praia e qualquer chance de viajar para conhecer novos lugares e pessoas. Lamento o dia ter apenas 24 horas - é muito pouco ;>) -, e não saber desenhar O.O

20 COMENTÁRIOS

  1. "...o autor cria algo sem sentido apenas para tentar criar um choque no leitor..." essa frase diz tudo o que acho a respeito dos livros de Green. Pelo menos A culpa é das estrelas e Tartarugas até lá embaixo. É tudo muito superficial e até mesmo sistemático. Os diálogos não parecem fluir naturalmente e acho que realmente ele poderia ter detalhado mais a respeito da doença de Aza. Tratar isso com mais... profundidade. Acho que seria essa a palavra. Mas, apesar disso eu gosto bastante dos livros dele. Não acho cansativo, pelo menos para mim. E sim, ele poderia parar com essa mania de romantizar tudo, até mesmo doenças, o que infelizmente acaba ficando em segundo plano.

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  2. Esse livro é daqueles que tem propaganda mas depois decepciona pelo visto, já imaginei uma narrativa chata só pelos pontos citados aqui na resenha. Acho que livros que abordam algum tipo de doença deve ir mais a fundo, explicando o que é e como tratar, pois ai o leitor se sente mais comovido com a história. O TOC realmente é uma doença que se não tratada, a pessoa pode enlouquecer, acho que todo mundo tem um pouco e acaba não percebendo.

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  3. Puxa, é a primeira resenha que leio sobre este livro(e pensar que eu queria tanto ler). Já sabia destes subterfúgios que Green usa em suas histórias:prender o leitor pela comoção, sempre relacionada a uma doença bem grave ou um romance já estipulado como perda.
    Pela decepção em A Culpa é das Estrelas, eu já nem havia lido a sinopse deste lançamento. Quando há propaganda demais, eu sempre fico com o pé atrás.
    E foi muito ruim ler que algo que poderia até estar ajudando quem tem a síndrome, tenha se perdido assim, tão naturalmente.
    Ainda irei ler, só para tirar minhas próprias conclusões!
    Beijo

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  4. Olá Carl, tudo bem?
    Já li vários livros do John Green, e achei muitos livros dele bem forçados. Ele realmente "apela" para conseguir uma comoção, e este não parece ser diferente!
    Realmente achei que este livro seria diferente, uma vez que foi escrito após algum tempo, e os autores amadurecem ao longo dos anos.
    Achei interessante, no entanto, o autor tratar do TOC, este é um tópico não muito debatido e as informações são poucas. Acho que vou dar mais uma chance ao autor justamente pelo tópico em questão.
    Uma grande pena que a estória ficou no "poderia".

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  5. Oi Carl, eu não senti na leitura de A culpa é das estrelas as repetições e a artificialidade nos diálogos que você citou e me envolvi na história, me emocionei, mas depois desse livro nenhuma das histórias do autor me despertou interesse, nem sei bem porque. Sobre a resenha desse livro especificamente, eu curti a sinceridade e conhecer o seu ponto de vista e vi pontos importantes que podem ser irrelevantes pra mim na leitura e alguns que podem fazer diferença como o fato do autor não dar nome a doença da protagonista e tratar dela sem profundidade, esse é um tema que vem atingindo cada vez mais pessoas e que uma pequena exploração dele já faria diferença na história. Ainda não sei se quero ou não ler esse livro, pode ser que mais a frente eu leia pra tirar minhas conclusões, mas inicialmente nada me chama ou me repele completamente pra leitura. Ótima resenha e ri com “de que merda ele tá falando?”, pode ser que eu tenha pensado isso pouco antes de ler kkkk.

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  6. TOP COMENTARISTA!!!
    Sou suspeita pra falar de John Green, pois
    fique bem decepcionada com os livros que li dele
    apos a culpa é das estrelas(QUE EU AMEI). Pois
    quando você gosta da obra de um autor quer ler
    mais e mais os outros livros. Mais John não consegui
    de maneira nenhuma me prender com o enredo e as
    estorias dos livros. Não posso julgar TARTARUGAS
    ATÉ LÁ EMBAIXO pois ainda não li, mas a resenha com
    certeza me deixou com o pé atras e pensando "será que
    vem mais um decepção?"

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  7. Eu nunca li nada do Jonh Green e pra ser sincera, nem tenho vontade.
    Também acho que ele deixa as coisas bem superficiais demais.
    Ele sabe tirar o foco de tal personagem e colocar o drama no final.
    Pelo visto segue a mesma linha de A Culpa é das estrelas, inserindo um amigo para unir o casal. Não me interessei, porque se antes eu já não gostava, agora que eu não curto mesmo.

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  8. Já li três livros do John GREEN e sinceramente não gostei.
    Acho a escrita do referido autor extremamente fraca, vazia...
    Confesso que fico surpresa com a quantidade de pessoas que ficam ansiosas pelos livros dele.
    Tenho lido algumas resenhas desse livro e vejo que as opiniões estão divididas.
    Esse não entra para a minha lista.

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  9. Vou admitir uma coisa que e a dificuldade de autores quando retratam doenças, e não dar nomes aos bois, e ai fica naquele dilema do próprio leitor tirar suas próprias conclusões. No entanto acredito que muitas pessoas iram se identificar em algum momento com a personagem, já que este e um transtorno que atinge muitas pessoas. Bom, esperava muito mais da obra, da forma como o autor fosse conduzir a estória, mas enfim, teve pontos positivos descrito por você que foram capazes de me desperta interesse.

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  10. Não sou muito de livros de romance ao estilo de John Green, mas esse realmente está me chamando a atenção. Depois de ler a resenha estou super ansiosa em começar o livro.

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  11. Já li diversos livros do John Green, e gosto das histórias da maioria dos livros que li dele; Quando vi Tartarugas até lá embaixo acabei ficando interessada em ler este livro e curiosa em relação a história.
    Nunca li livros em que o personagem tem TOC. E realmente o estilo de história deste livro tem algumas semelhanças com A culpa é das estrelas, por focar mais no romance. Eu leria este livro, mas acredito que teria alguns pontos da história que acabariam me incomodando.

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  12. Olá, fico triste que depois de tanta espera o retorno de Green ao cenário literário tenha sido decepcionante, principalmente pelo fato de o autor seguir mesma linha de seus romances de sucesso para conseguir elevar a nova trama ao mesmo nível de popularidade alcançado por A Culpa é das Estrelas. Contudo, ainda quero ler a obra para tirar minhas próprias conclusões. Beijos.

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  13. Hmmmm é meio complicado a questão do leitor atento... na verdade depende do gosto de cada um. Eu gostei bastante de ler a culpa é das estrelas, é o tipo de livro que leio para fugir da realidade e me afundar em um romance. Eu achei os outros livros dele bem sem pé nem cabeça, e deixaram muitas pontas quando terminaram, mas se esse livro é meio parecido com A Culpa, eu acredito que vou gostar de ler.

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  14. Acho que pelo fato do Green ter ficado 6 anos sem publicar nada colaborou para que os fãs criassem muita expectativa nesse livro, ele mesmo disse que as pessoas colocavam bastante pressão nele, acho que isso contribuiu para que o livro ficasse assim tão raso. Realmente um ponto que você citou que eu não tinha reparado muito antes foi o da romantização da doença, ele sempre faz isso mesmo, o que acaba decepcionando muito.

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  15. Oi, Carlos!!
    Gosto muito da resenha, mas como nunca li nada de John Green fica bem complicado ter alguma ideia de como ele coloca certos pontos na estória, mesmo assim fica a indicação para quem é fã dele!!
    Bjoss

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  16. Carl!
    Não sabia que o John Green tinha sido diagnosticado com TOC.
    Deve ser muito complicado sentir pensamentos intrusivos constantemente 'entrarem' na nosa mente e tornarem a vida bem complicada.
    Gostei de ver que além do mistério do desaparecimento, outros temas foram aborados, como a injustiça e questões existenciais.
    Claro que quero fazer essa leitura.
    Desejo um maravilhoso e florido final de semana!
    “Para saber uma verdade qualquer a meu respeito, é preciso que eu passe pelo outro.” (Jean-Paul Sartre)
    Cheirinhos
    Rudy
    TOP COMENTARISTA DE OUTUBRO 3 livros, 3 ganhadores, participem.

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  17. Oi! O único livro do Green que li foi justamente A culpa é das estrelas, e eu só terminei de ler por ter combinado de ir assistir a adaptação no cinema com uma amiga, e eu não queria assistir sem ter lido antes (tenho essa mania). Concordo completamente contigo ao afirmar que os livros dele são muito superficiais. Nem mesmo os atores me transmitiram naturalidade no filme. Achei tudo completamente forçado. Por não ter lido outros livros, não sabia que o autor utiliza doenças em quase todas as suas obras. Sinceramente acho que ele fez bastante sucesso por moda, pois não vejo nada demais nele. Enfim, que pena que nesse ultimo livro ele não soube aprofundar mais sobre a doença da personagem. Beijos

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  18. Eu achei super interessante ler a resenha do Carlos e a opinião de todos vocês, pois vou escrever uma matéria sobre o livro e gosto de me preparar checando o que outras pessoas acham do material (especialmente de quem não é fa) . Eu sou jornalista e, ao contrario da maioria de vocês, eu acho os livros do John super profundos. Aos 45 anos de idade, afirmo que ele mudou a minha vida em muitos aspectos. Quanto a ele não se aprofundar nos temas, isso é uma técnica que Emily Dickinson, por sinal um dos ídolos do John já usava, a tragédia como pano de fundo do heroi, mas entendo que muita gente não curte. Eu mesma, que sou roteirista e trabalho no entretenimento ha anos, quando digo pra alguém que não gosto de Game of Thrones, o povo fica surpreso. Eu sei que o seriado é genial, mas nao é pra mim mesmo. Cada um tem a sua opinião e se identifica com um material diferente. Esse é o barato da vida, sem duvidas. Os críticos acham este o melhor livro do John, eu não, meu predileto sera sempre Cidades de Papel. Mas sim, esse é o livro dele mais maduro. Estive com ele em LA e uma das coisas mais bacanas que ele contou foi o porque do nome Aza, descrevendo a trajetória da heroína de A a Z. Ele é um mestre dos 12 passos da jornada do herói. Mas existem muitos mestres e cada um de nos tem o seu favorito, logicamente. Até porque, como diz o próprio John, através da Aza, cada um vê o mundo pela sua própria perspectiva. Um beijo queridos!

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    1. Oi, Cláudia! Prazer ler comentário seu por aqui ;)

      Emily Dickinson era uma poetisa, das maiores que já existiram, é natural que aquilo que ela queria trasmitir, estivesse oculto. Poemas são assim. Ainda mais de grandes como ela. No dia que Green chegar perto disso, eu solto um foguete!!!! kkkkkkkkkkk Brincadeira, não resisti :P

      Bjos

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    2. Acho bacana ler a opinião das pessoas que pensam diferente de mim, pois quem pensa igual e fácil,ne?! Mas fato que o John não pretende ser a Emily não, nem nunca sera....mas a técnica é ensinada nas escolas de literatura e aplicada por vários autores aqui. Tenho uma amiga que é professora de literatura em NY, e ela disse que o John é um dos que melhor aplica a técnica. Mas, claro, no final depende de gosto também. Como a minha historia com GoT, o homem pode ser um gênio, o seriado brilhante, mas meu cérebro não processa, porque eu não gosto do gênero. E se todo mundo achasse o John o máximo não teria a menor graça mesmo! Até porque ele mesmo esta longe de se achar o máximo, acho que por gostar tanto dele como pessoa que gosto mais de seus livros. Enfim, viva a diferença de opinião! Acho saudável e importante!!!! bjao

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