É ASSIM QUE ACABA (RESENHA + 4 MOTIVOS DE SER RUIM)

SINOPSE: Lily nem sempre teve uma vida fácil, mas isso nunca a impediu de trabalhar arduamente para conquistar a vida tão sonhada. Ela percorreu um longo caminho desde a infância, em uma cidadezinha no Maine: se formou em marketing, mudou para Boston e abriu a própria loja. Então, quando se sente atraída por um lindo neurocirurgião chamado Ryle Kincaid, tudo parece perfeito demais para ser verdade. Ryle é confiante, teimoso, talvez até um pouco arrogante. Ele também é sensível, brilhante e se sente atraído por Lily. Porém, sua grande aversão a relacionamentos é perturbadora. Além de estar sobrecarregada com as questões sobre seu novo relacionamento, Lily não consegue tirar Atlas Corrigan da cabeça — seu primeiro amor e a ligação com o passado que ela deixou para trás. Ele era seu protetor, alguém com quem tinha grande afinidade. Quando Atlas reaparece de repente, tudo que Lily construiu com Ryle fica em risco. Com um livro ousado e extremamente pessoal, Colleen Hoover conta uma história arrasadora, mas também inovadora, que não tem medo de discutir temas como abuso e violência doméstica. Uma narrativa inesquecível sobre um amor que custa caro demais - Colleen HOOVER - Editora GALERA - 2018 - 368 páginas.

Esta resenha está dividida em duas partes: a primeira fica por conta da Marlene e não contém spoilers; a segunda fica por conta do Carl e contém bastantes spoilers.

MARLENE

Essa é uma resenha que eu ainda não sei nem por onde começar. Já faz algum tempo que terminei o livro e confesso que posterguei o máximo possível antes de sentar e tentar pôr em palavras os meus sentimentos. Essa não uma tarefa fácil, pois eu mesma não sei bem o que sinto no momento, tenho o coração apertado por acompanhar a trajetória dessa personagem e ver tudo o que ela teve que passar para chegar onde chegou, imaginando as milhares de mulheres que passam por isso diariamente sem terem a quem recorrerem, sem uma chance ou uma via de escape. Por outro lado, sinto um pouco de raiva por tudo o que li, porque não quero acreditar que essa tenha sido a intenção da autora, não quero acreditar que há uma justificativa para os atos desses personagens e não quero acreditar que uma parte de mim entendeu a Lily e, assim como ela, acreditou que com uma chance, ele poderia mudar e tudo ficaria bem.
"Verdades nuas e cruas não são sempre bonitas."
Em É ASSIM QUE ACABA, iremos conhecer a história de Lily. Ela é uma jovem que tem uma trajetória de vida bem difícil. Atualmente, ela mora em Boston, tem uma vida estabilizada e um ótimo emprego. Todavia, o passado ainda é algo que a atormenta, e ela simplesmente não consegue esquecer e seguir em frente. Ela cresceu em um lar destruído, com um pai que agredia sua mãe constantemente. Por causa disso, ela nunca teve uma boa relação com ele e nunca conseguiu o perdoá-lo por tudo o que fez.

Em um determinado dia, Lily conhece o neurocirurgião Ryle, um homem lindo e bem-sucedido, que tem aversão a compromissos e não deseja se envolver romanticamente com ninguém. O tempo passa e ambos os personagens percebem que lutar contra esse sentimento é impossível, então eles resolvem dar uma chance ao amor. Porém, as coisas estão prestes a ficar complicadas, quando Lily reencontra Atlas, seu primeiro amor, e os velhos sentimentos surgem de maneira inesperada.

É possível amar e odiar um livro na mesma intensidade? Porque é assim que me sinto a respeito de É ASSIM QUE ACABA. Esse livro me deixou muito confusa, ao mesmo tempo que abriu meus olhos a respeito da violência doméstica e, sinceramente, uma imensa parte de mim não entende como ela pôde se submeter a tudo aquilo depois de ver o que o seu pai fez à sua mãe. Por outro lado, eu entendo, já que às vezes o amor pode cegar, ou apenas tentamos não ver o que realmente está acontecendo, mas nem sempre o amor é suficiente e, ao meu ver, não há justificativa para atos como esse. Não é apenas um erro cometido sem pensar, é uma cadeia de acontecimentos que são irreversíveis e impossíveis de perdoar.
"Talvez o amor não seja algo que vem no formato de um ciclo completo. Ele apenas flutua, pra dentro e pra fora, assim como as pessoas entrando e saindo das nossas vidas."
Ryle é um personagem apaixonante até determinado momento do livro. Os primeiros capítulos foram determinantes para que eu desenvolvesse um afeição muito grande por esse personagem. Porém, suas atitudes não são algo que eu aceito que seja justificado, ele pode até ter tido uma infância difícil por algo que estava além do seu controle, mas, a partir do momento que ele segue fazendo os mesmos erros, sabendo das consequências, ele simplesmente deixou de ser um homem para mim.

Atlas foi um personagem que cresceu bastante no meu conceito. Quando ele conheceu Lily, era apenas um jovem que não tinha casa e morava na rua, mas que apesar de tudo o que passou e sofreu, conseguiu encontrar seu caminho e construir seu próprio destino.

Lily é uma mulher que, apesar de tudo, ganhou minha admiração, ela é uma personagem forte, que sofreu muito, mas que aprendeu da maneira mais difícil o verdadeiro significado do amor. Ela teve que ser forte para tomar o controle de sua vida e tomar a decisão que mudaria absolutamente tudo dali por diante e isso não foi fácil, mas fico feliz que ela tenha sido forte o suficiente.
"– É assim que acaba. Comigo e com você. Isso termina com a gente."
A narração é feita em primeira pessoa, pelo ponto de vista de Lily. A edição é bem simples, folhas amarelas e letras confortáveis, a capa é muito bonita e acho que combina bastante com a história.

Colleen Hoover trouxe um tema que, infelizmente, ainda é um tabu em nossa sociedade, que é a violência doméstica. Ela não tentou enfeitar as coisas, mostrou a verdade nua e crua do que acontece com muitas mulheres diariamente, e eu aprendi com tudo isso a não julgar sem saber, apesar de uma parte de mim sentir uma certa revolta pelo fato de que Lily sempre tentava justificar para ela mesma o que estava acontecendo, eu me peguei fazendo a mesma coisa, e isso torna tudo ainda pior.

Então, sim, esse é um livro que mexeu muito comigo e apesar da relação bem intensa de amor e ódio, consegui tirar uma lição que, com certeza, irei levar para minha vida.

CARL

Hoover é competente em criar histórias românticas com um toque sexy, entretanto, em É ASSIM QUE ACABA, ela seguiu por um caminho de denúncia que, a meu ver, acabou sendo falho e incompleto. Quatro coisas me incomodaram durante a leitura, e vou explicar quais são.

PRIMEIRO: a narrativa em primeira pessoa de Lily, a personagem principal, é exatamente igual a quase todas as narrativas das outras personagens dos livros de Hoover. A sensação que tive é a de acompanhar a mesma personagem de TALVEZ UM DIA, de NUNCA JAMAIS, de NOVEMBRO 9, dentre outros, só que em uma situação diferente. Uma das coisas mais importantes quando um autor cria várias histórias, é exatamente nas diferenças entre os personagens, mas isso, por algum motivo, não acontece nos livros de Hoover.

SEGUNDO: Hoover se preocupa em criar trechos com sexo, mas parece esquecer com aquilo que os personagens viveram, ou seja, se eles estariam realmente dispostos e motivados para a relação. Vamos fazer um exercício de imaginação: você é a Lily, você acabou de enterrar o pai, que abusou da mãe a vida toda, que praticou atos violentos contra você e que quase matou o seu primeiro namorado, então você está no terraço de um edifício para conseguir pensar, para conseguir colocar suas ideias em ordem, aí aparece um total desconhecido que começa a chutar e esmurrar uma cadeira com extrema violência, remetendo diretamente para o comportamento violento do seu pai, mas como ele é bonito, você puxa assunto, e uma das primeiras coisas que ele diz, é que não quer relacionamentos, não quer namorar, não fica mais de uma vez com garotas e que quer “comer” você. E aí, o que você pensa? Nossa, ele é lindo, é um médico, é rico, acho que quero que ele me “coma”. Sério isso?

TERCEIRO: Naturalmente, muitas pessoas podem ficar confusas sobre o que sentem ser paixão ou amor. E Hoover parece ser uma dessas pessoas. Lily se apaixona por Ryle, e vice-versa, mas em todo o livro não existe um único trecho onde o amor declarado dos dois seja demonstrado, a não ser pelo sexo. Você pode argumentar que a autora pode ter decidido dessa forma para não prolongar demais a história, mas acontece que existe um terceiro personagem na trama, ele se chama Atlas, ele foi o primeiro namorado de Lily, e a relação com ele é de amor. O garoto também sofreu abusos, ficou sem família, sem casa e só consegue abrigo graças a Lily. Aos poucos, os dois criam um relacionamento baseado na confiança, na cumplicidade, na compaixão das situações que ambos precisam enfrentar, e disso nasce o amor. Ou seja, Hoover sabe falar sobre amor. Entretanto, e apesar disso, o relacionamento de Lily e Ryle não se parece, nem de longe, nem mesmo visto por um míope, com um relacionamento de duas pessoas que se amam, mas, sim, de duas pessoas que gostam de transar, que gostam de uma vida abastada, que se deixam levar pela superficialidade e pelas aparências. Eles sentem tesão um pelo outro, tanto fisicamente, quanto socialmente. E Hoover considera que isso é suficiente para Lily ter pena dele, para dizer que o ama, mesmo sendo estuprada. É natural uma pessoa ficar cega pelo amor, e compreenderia essa confusão se fosse Atlas no lugar de Ryle. Mas não é isso o que acontece. 

QUARTO: A parte mais sensível da história é a violência de Ryle contra Lily, que, posteriormente, vira abuso sexual. Existem diversas, inúmeras realidades onde mulheres sofrem esse tipo de ataque, a de Lily é a de conhecer um cara bonito, sensual, inteligente, rico, com uma profissão de destaque, com uma família igualmente bonita e rica, bom de sexo, que a pede em casamento. Obviamente, logo começam as situações de agressões, que culminam em um estupro. Algo realista, que acontece em milhares e milhares de lares no Brasil e no mundo, mas apesar de Lily abandonar Ryle, ela recusa denunciá-lo sem qualquer motivo para essa recusa. 

Se você já leu o livro, pode argumentar que Lily não denunciou Ryle da mesma forma que a maioria das mulheres realmente não denuncia, que Hoover quis dar uma veracidade maior à situação. Mas aí reside um outro problema: quando uma mulher não denuncia o marido, o namorado, o pai, ela se cala por medo de sofrer mais, por medo de morrer, por medo do agressor se vingar em um filho; ela não denuncia por vergonha do que irão falar dela, ou por vergonha de sofrer preconceito na própria delegacia, ou por achar que nada vai acontecer, como, infelizmente, realmente não acontece, ou simplesmente porque ela não tem força emocional para enfrentar. Existem tantos motivos para uma mulher não denunciar seu agressor, e todos compreensíveis, mas quando ela não denuncia, é sempre por motivos que a levam a não fazer isso. No caso de Lily, não existe nenhum motivo para ela não denunciar Ryle. Ela não tem medo dele, ela não tem vergonha dos amigos ou da família, ela não tem medo da criança que ela está esperando ser agredida, ela não tem qualquer motivo lógico ou emocional para não denunciá-lo. Ou seja, Hoover escreveu uma situação que causa identificação com milhares de mulheres que passam o mesmo, mas esqueceu de mostrar que existem saídas. Quem for ler esse livro e estiver vivendo a mesma situação, vai se identificar,  obviamente, mas vai continuar desamparada, sem qualquer conselho ou incentivo de como se defender.

Isso não quer dizer que todo o livro que fala sobre abuso precisa colocar a personagem principal fazendo uma denúncia. Não, não precisa! Mas precisa deixar claro que existem motivos para isso não ser feito, e precisa apresentar alternativas, precisa deixar claro que há como acabar com isso, mesmo que a personagem não o faça. Hoover, em É ASSIM QUE ACABA, não ensina, não dá alternativas, ela apenas cria identificações e demonstra como o homem pode ter uma justificativa para agir como age. 

Sim, a autora tenta justificar o comportamento de Ryle. Um livro que tem a finalidade de denunciar, não pode tentar justificar o ato daquilo que está denunciando, porque, então, ele deixa de ser de denúncia e passa a ser de consentimento, de aceitação. Por mais problemas psicológicos e emocionais que um homem tenha, nada, nada justifica uma agressão e um estupro. O que pode existir é uma explicação para o comportamento dele, um sintoma da doença, uma explicação do motivo dele ser dessa forma, mas não uma justificativa, porque uma justificativa corrobora o seu comportamento e elimina a defesa da mulher.

Querem um exemplo de como a mesmíssima situação, nas mãos de uma autora talentosa, pode ser totalmente eficaz? Em PEQUENAS GRANDES MENTIRAS, cuja resenha você pode ler AQUI, uma das personagens principais é uma mulher moderna, linda, madura, mãe perfeita, casada com um piloto de aviões que é um perfeito pai. Ela é invejada por metade das mulheres da cidade e admirada pela outra metade. O que ninguém sabe, é que ela apanha do marido quase todos os dias. Por que ela deixa? Por que não o denuncia? Porque ela tem medo que ele a mate, que tire os filhos dela, que a deixe na rua, sem nada. Ela tem vergonha do que todos na cidade irão comentar da situação e dela. Ela tem medo que não acreditem nela, tem medo que não façam nada para ajudá-la. E sabem o que a autora faz? A autora apresenta opções, alternativas para qualquer mulher, em qualquer cidade, de qualquer país do mundo, consiga se salvar e salvar a quem ela quer proteger. Isso quer dizer que qualquer uma dessas mulheres que passam pela mesma situação irão fazer isso e conseguir? Claro que não, é muito difícil, depende de cada pessoa, daquilo que cada um passa, da força interior de cada uma. Mas, mesmo assim, a mulher que passa por isso e lê PEQUENAS GRANDES MENTIRAS, aprende que existem alternativas, que existem formas de fuga. Ela se identifica, ela aprende, ela ganha esperanças e incentivo.

Para finalizar, tem uma parte do livro onde Hoover menciona que ninguém é totalmente bom, ou totalmente mau. É verdade. Todos nós possuímos áreas cinzas. Mas essa imperfeição não justifica os atos de maldade, e uma obra que tenta denunciar um caso semelhante a tantos milhares de outros, não deveria apenas ser realista, mas deveria, também, descrever como se livrar desse tormento, como ser feliz, mesmo que a personagem principal não o faça. Quem estiver lendo, pode ser que faça.

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Marlene Conceição

Meu nome é Marlene, moro em São Paulo, sou apaixonado por livros, leio conforme meu humor, não tenho um gênero literário definido, gosto de tudo um pouco, irei cursar faculdade de Medicina, amo séries e filmes.

18 COMENTÁRIOS

  1. Oi Marlene e Carl.
    Eu adoro ler as histórias da CoHo. Sempre mexem muito comigo.
    Não li a aprte do Carl, porque ainda quero ler o livro e não queria pegar spoilers.
    Já vi várias pessoas comentando sobre esse livro, que é uma leitura difícil por tratar de um assunto tão sério e importante na nossa sociedade e por ser baseado em relatos reais de alguns leitores.
    Violência doméstica infelizmente é algo que ainda perdura nos dias de hoje. Mas espero que as pessoas que passem por isso encontrem uma fonte de apoio.
    Pretendo ler o livro em breve.
    Beijos

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  2. Sou muito fã da CoHo como a chamo carinhosamente.
    Meu primeiro contato com ela foi com O Lado Feio do Amor e foi amor à primeira vista. Já li a maioria dos livros dela publicado aqui no Brasil com exceção desse e de Nunca Jamais.
    É Assim que Acaba está no top 5 da Wishlist e quero muito ler
    Tenho altíssimas expectativas nele. Já vi críticas muito boas mas também já vi pessoas que tiveram o mesmo problema com o desfecho da história.
    Quando for ler irei de coração e mente abertos

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  3. Que resenha!Senhor!!!
    Já li inúmeras resenhas deste livro, que tem causado esse burburinho bom em todos os blogs por onde passo,mas nenhuma resenha que li até chegou chegou a este ponto dramático!
    Dois pontos de vista, que apesar de serem bem diferentes, são totalmente iguais.
    Uma comedida, outra escancarada.
    Nossa vida é feita de escolhas e isso é a cada segundo de nossa existência. Até que ponto escolhemos o que é certo? Pode parecer totalmente desconexo, mas como julgar alguém que opta por tal decisão e não outra?
    Escolhas! Esta é uma história de escolhas e pode ser por isso que tenha incomodado um tanto bom.
    Não é sobre amor,sobre violência, sobre perdas. É sobre viver!
    E eu quero muito ler este livro, ainda mais depois desta resenha ímpar!
    Beijo

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  4. Olá!

    Pelo fato da Lily ter um passado bem marcante, e que é difícil deixar para trás as cicatrizes causadas por ele, acho que é preciso trabalhar bem nisso... Dar tempo ao tempo.

    Muitas vezes, é difícil sair de um relacionamento abusivo, não é tão simples como imaginamos. E acho que a autora quis passar essa mensagem para os leitores.

    O Ryle e a Lily de uma certa forma, se completam, por terem a oportunidade, de juntos, superar os traumas do passado.

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    1. Assim, posso estar errado, mas acho que bater e estuprar uma pessoa não é bem uma forma de superar os traumas do passado. Mas posso estar errado, vai saber?

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  5. Esse é aquele livro que causou tanta treta? Mds que livro ruim, passo longe, pego meu big Little Lies e vou embora.

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    1. O próprio hahahahahahaha
      Pelo menos ele foi útil para tirar a máscara da pessoa, não é?

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  6. Livro dessa autora sempre mexe comigo, mas caramba nesse tema que ela resolveu pegar. Violência domestica e toda a coisa psicológica disso, como afeta a vítima e como é uma coisa horrorosa é fo@% de ver. Eu tinha na cabeça que não iria aturar essas coisas nunca, sabe? Aquelas pequenas atitudes. Mas li um livro que me fez ver a coisa toda por novos ângulos e agora quando vejo sobre o assunto é com uma perspectiva mais madura. Acho que vai ser pra lá de fácil simpatizar com a Lily e torcer pelo melhor pra ela, entender o que ela passou, ler e ficar torcendo pra ela superar esse relacionamento ruim e conseguir dar uma chance pra novas coisas. A história dela serve de alerta, toca num tema muito tenso e que falta uma discussão melhor. Achei isso interessante. Parece um livro que não só entretê, mas deixa algum tipo de mensagem pra gente. Gostei muito disso.

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  7. Marlene!
    Pelo jeito o livro destroçou mesmo seu coração, hein?
    Não imagino o que seja o relacionamento dos pais ruir, porque os meus viveram até que um deles morreu, mas deve ser bem doloroso, principalmente para quem acompanha isso desde a infância.
    Imagino que a narrativa seja contagiante mesmo, porque a autora tem o dom de emocionar o leitor.
    Deve ser um livro intenso, porque o tema é sério e acaba vivendo a mesma coisa vivida pela mãe, difícil compreender, né?
    É verdade, o assunto deve mesmo ser discutido com muita intensidade, mas sinceramente, ele pode ser bom em tudo, mas não dá para conviver com relacionamento desse tipo, é minha opinião, mas entendo quem se envolve dessa forma e não julgo.
    Quero muito ler.

    Carl!
    Entendo todos suas críticas e até concordo com algumas, mesmo sem ter lido o livro, mas mesmo sabendo do que ele trata e com todas suas ressalvas, gostaria de tirar minhas próprias conclusões.

    Bom final de semana!
    “Quando choramos abraçados e caminhamos lado a lado. Por favor amor me acredite, não há palavras para explicar o que eu sinto...” (Renato Russo)
    cheirinhos
    Rudy
    TOP COMENTARISTA MARÇO: 3 livros + vários kits, 5 ganhadores, participem!
    BLOG ALEGRIA DE VIVER E AMAR O QUE É BOM!

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  8. Olá, essa autora adora tratar de temas complexos em suas tramas, e aqui o leitor consegue ter uma visão profunda da violência doméstica, mostrando que a mesma dita a capacidade de discernimento da vítima. Beijos.

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  9. Olá! Tinha grandes expectativas em relação a esse livro, afinal sou muito fã da escrita da Colleen, a história aborda um tema muito forte e polêmico que é a violência doméstica. Ainda não tive a oportunidade de conferir toda a história, por isso ainda não tenho uma opinião formada sobre o livro.

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  10. Parabéns pela resenha está fantástica.
    Não li esse livro e nem pretendo ler. Acho importante obras que abordem essa temática se violência contra a mulher, mas de uma forma mais prática, não só para abrir nossos olhos para o problema, mas também para nos alertar que ele existe sim e a cada dia aumentam as taxas de feminicidio no mundo. (O Brasil é o quinto país nesse rank de horror segundo a ONU) Acho que estamos numa era em que a frase "ela está com ele porque gosta de apanhar" muito usada por pessoas de todos os gêneros, não deve ser ouvido e sim "ela precisa de ajuda". Parabéns de novo pela resenha e parabéns por trazer um livro que mostra o quanto a vítima é sim vítima e que devemos olhar com outro olhar e não de apenas ficar calados!

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  11. Ual que resenha!
    Já tinha lido resenhas que já me deixaram com o coração na mão, mas esta...Estou extasiada!
    Cada vez que leio opiniões de quem já leu me sinto ainda mais om vontade de conhecer a história.
    Bjs!

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  12. Oi,
    A resenha está muito boa e a temática do livro é muito interessante, porém continuo não pretendendo ler este livro.
    Bjs!

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  13. Esse livro é a modinha da vez,todos que conheço compraram ou querem ele,fico com receio de comprar porque minhas expectativas ficam muito altas quando todos só falam do livro,amei a resenha !

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  14. Muitos dizem ser um ótimo livro, muitos odiaram. E eu ficarei na minha mesmo, quando tiver oportunidade irei ler!

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  15. Eu estava muito interessado em ver esse livro Até porque eu nunca li nenhum livro dessa autora mas sempre tinha aquela galera que falava que o livro não era bom e outras que idolatravam a história acho que mesmo assim eu quero ler para tirar minhas próprias conclusões

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  16. Oi, Marlene e Carl!!
    Nossa amei a resenha dois dois!! Realmente é um livro com um tema bem pesado e que infelizmente a violência domestica ainda acontece muito nos tempos de hoje. E não sei se leria ou não essa história.
    Bjos

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