UM DE NÓS ESTÁ MENTINDO

SINOPSE: Cinco alunos entram em detenção na escola e apenas quatro saem com vida. Todos são suspeitos e cada um tem algo a esconder. Numa tarde de segunda-feira, cinco estudantes do colégio Bayview entram na sala de detenção: Bronwyn, a gênia, comprometida a estudar em Yale, nunca quebra as regras. Addy, a bela, a perfeita definição da princesa do baile de primavera. Nate, o criminoso, já em liberdade condicional por tráfico de drogas. Cooper, o atleta, astro do time de beisebol. E Simon, o pária, criador do mais famoso app de fofocas da escola. Só que Simon não consegue ir embora. Antes do fim da detenção, ele está morto. E, de acordo com os investigadores, a sua morte não foi acidental. Na segunda, ele morreu. Mas na terça, planejava postar fofocas bem quentes sobre os companheiros de detenção. O que faz os quatro serem suspeitos do seu assassinato. Ou são eles as vítimas perfeitas de um assassino que continua à solta? Todo mundo tem segredos, certo? O que realmente importa é até onde você iria para proteger os seus - Karen M. MCMANUS - Editora Galera - 2018 - 384 páginas.

Existem livros que são direcionados para um determinado tipo de público ou de uma determinada faixa etária, e existem livros que podem ser lidos por qualquer tipo de pessoa, de qualquer idade. UM DE NÓS ESTÁ MENTINDO pertence ao primeiro caso. Ele é claramente indicado para jovens dos doze aos dezesseis anos, que não estão habituados a livros de mistério e que não possuem paciência para se estenderem por assuntos complexos, embora importantes.

Para conseguir explicar o parágrafo acima, vou precisar dividir esta resenha em duas partes. A primeira não terá qualquer spoiler, mas a segunda será carregada deles. Mas não se preocupe: antes de começar a soltar o que acontece no livro e que comprova o que disse ali em cima, eu aviso de forma enfática.

UM DE NÓS ESTÁ MENTINDO toca em assuntos importantes para jovens em formação de personalidade, caráter e educação. Karen McManus traz bullyng, depressão, traição, homossexualidade, preconceito, abuso, indiferença, superficialidade, pais desajustados, drogas, corrupção, enfim, uma série de tópicos que precisam ser discutidos para que se compreenda como eles podem afetar de forma temporária ou permanente uma criança ou um adolescente.

Entretanto, McManus não consegue evoluir nenhum desses tópicos. Todos esses assuntos fazem parte da história, aparecem em um ou outro momento, em alguns muito importantes, mas apenas como força motora para que a narrativa evolua. Ou seja, não existe uma real discussão sobre eles, não existe aquele aprendizado. Eles simplesmente são jogados para, em seguida, serem abandonados. Isso é um problema grave, uma vez que é deixado para o jovem leitor interpretar o que está lendo e chegar, por ele só, a uma conclusão. A maioria dos jovens que estejam passando por problemas semelhantes, irão apenas se identificar com eles, mas não terão um direcionamento para o que seria possível fazer para resolver o problema.

A narrativa é feita em primeira pessoa pelos quatro personagens principais: Bronwyn, a menina que usa óculos, é inteligente e estudiosa, que só tira notas altas e é apaixonada pelo mau elemento da sala; Cooper, o atleta, jogador de futebol americano, com um físico que atrai a maioria das garotas; Addy, a menina bonita, rica, que sempre está bem vestida e maquiada, que namora o garoto mais bonito da escola e que vive cercada por outras garotas que só querem aproveitar a influência; e Nate, o mau elemento, o pária, o garoto que tem uma família desajustada, que bebe álcool e vende drogas. Temos, também, Simon, o garoto que morre, que é fofoqueiro e que ganha destaque e temor pelas notícias que solta sobre todos os estudantes do colégio em um aplicativo de celular. Mas dele, não conhecemos qualquer pensamento, além do que os quatro personagens contam.

Sim, são todos estereótipos, mas, vamos ser sinceros, isso não chega a ser um problema, já que as escolas são, realmente, cheias desses estereótipos, e eles, de certa forma, representam a maioria dos problemas que os jovens enfrentam nessa idade. Entretanto, existem dois problemas enormes nessa escolha de narrativa.

O primeiro, é que se não fosse o nome de cada personagem no início de cada parte, ficaria extremamente difícil para o leitor identificar quem está narrando, porque todas as narrativas parecem ser contadas pela mesma pessoa. A autora não conseguiu criar uma forma de identifcar cada personagem que está contando a história. Alguns autores utilizam artifícios para conseguirem fazer isso, como uma mudança na linguagem, o uso de hipérboles, gírias, troca da fonte de letra, palavrões, enfim, quaisquer características presentes em quatro jovens tão distintos que facilitassem ao leitor identificar, de forma natural, quem está narrando a história naquele momento.

INÍCIO DE SPOILER

O segundo problema é que, quando um autor constrói uma história de mistério onde a chave desse mistério reside em se descobrir quem cometeu um homicídio, o que prende a atenção do leitor é exatamente não saber quem cometeu o crime. Então, o que a autora faz? Ela tem cinco jovens e um professor em uma sala. Um desses jovens morre por beber um líquido que contém uma substancia à qual ele é alérgico; o professor é descartado como suspeito; e os quatro jovens restantes são os narradores da história. O leitor passa a ter conhecimento de tudo o que eles sentem e tudo o que eles pensam. Então, sabemos de antemão que eles não são culpados, porque se fossem, em algum momento eles pensariam sobre isso.

Logo, vem uma adaptação da máxima usada por Sherlock Holmes: "elimine o impossível, o que sobrar, por mais improvável que pareça, é a verdade". O mesmo se aplica aqui: quando você elimina todos os suspeitos, o que sobrar, por mais improvável que seja, é o culpado. Entenderam o problema? Nas primeiras dez páginas do livro, para quem lê histórias de mistério, já sabe que não se trata de um homicídio, mas de um suicídio. Ou seja, o problema é que a narrativa da obra elimina qualquer suspeita que exista sobre os quatro suspeitos.

Mas, mesmo assim, pode ser que o leitor fique com alguma dúvida quanto a isso. Eu mesmo fiquei. Eu pensei: não, não é possível que seja algo tão simples, tão óbvio. Deve existir algo que não foi descrito no início e que vai ser descoberto no fim. Aí, no meio do livro, um dos personagens descobre um comentário de Simon, a vítima, em um fórum de Internet, onde ele escreveu que queria se matar, mas queria se vingar de quem ele não gostava de forma criativa. CARACA! Se existia alguma dúvida, ela não existe mais. Mistério resolvido, o que sobra são mais de duzentas páginas de drama adolescente.

Você também pode argumentar que um dos personagens poderia estar mentindo na narrativa. Sim, poderia, mas seria algo pior ainda, uma vez que a autora estaria trapaceando, uma vez que como são os pensamentos do personagem, não existe motivo para ele mentir. Ou seja, ela admitiria que não conseguiu criar um mistério e que precisou utilizar de artifícios injustos para quem lê. Injustos por quê? Porque em todo o mistério é necessário dar ao leitor a chance de descobrir a solução, é isso que move o interesse. Querem ver uma forma de fazer isso? Se fossem cartas, ou diários, por exemplo, onde o que foi escrito ia sendo descoberto aos poucos. De qualquer forma, esse argumento pode ser refutado de outra forma. Na narrativa dos quatro, os motivos que poderiam justificar o assassinato, são tão superficiais e pouco convincentes, que os próprios jovens, ao serem confrontados com eles, resolvem, por vontade própria, contar a verdade.

Se alguém tem um motivo forte o suficiente para matar outra pessoa, ela não irá confessar de forma alguma, a menos que sejam apresentadas provas incontestáveis de sua culpa. No livro, os motivos são apresentados aos jovens pela polícia de forma independente e sigilosa, e nenhum deles é suficiente para comprovação de culpa. Mesmo assim, movidos pela culpa que sentem por esconderem esses motivos, e sem necessidade os revelarem, eles revelam, para resolver e para mostrar um amadurecimento de caráter.

A garota estudiosa roubou o gabarito de uma prova, e ela confessa isso à diretoria; o atleta confessa que é homossexual; a patricinha confessa que traiu o namorado; e o rebelde... bem, ele vende drogas, mas todos no colégio já sabem disso. Como podem ver, todos os motivos não são, na verdade, motivos suficientes para se cometer um assassinato. E isso é corroborado pela narrativa de cada um dos personagens, pelo amadurecimento de cada um deles ao assumir a culpa e ao resolver cada uma das questões.

Mas existe uma outra prova de que nenhum dos quatro poderia ser o culpado: em nenhum momento os quatro chegam perto do copo que contém a substância que mata o garoto. O único momento em que aparece uma chance, os quatro estão juntos e com a atenção voltada para outro lugar. A única pessoa que realmente tem chance de mexer no copo, é o próprio garoto que morre. E isso já fica estabelecido nas primeiras páginas, que se juntando ao que já escrevi, matam qualquer chance de mistério.

FIM DE SPOILER

UM DE NÓS ESTÁ MENTINDO não é um livro ruim, mas é um livro incompleto, superficial, com um mistério indicado para quem nunca leu um livro de mistérios e nem gosta de pensar. Na verdade, o verdadeiro assassinato que ocorre, é a morte de qualquer expectativa de um mistério.

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Carl

Tenho várias paixões: livros, gibis (muitos gibis), filmes, séries e jogos (muitos jogos de PC e consoles), fotografia, natação, praia e qualquer chance de viajar para conhecer novos lugares e pessoas. Lamento o dia ter apenas 24 horas - é muito pouco ;>) -, e não saber desenhar O.O

20 COMENTÁRIOS

  1. Oi, Carl.

    Bom, com certeza é um livro que nos arranca teorias e eu já vou logo dizendo a minha...

    Eu acho que três deles foram cúmplices (isso, é óbvio), pois não é possível que eles não tenham presenciado nada.

    Bem como seria previsível se um dos quatro fosse o assassino, talvez outra pessoa tenha entrado em cena, mas não acredito nisso, pois o foco são eles.

    Os quatro suspeitos terem seus pontos de vistas narrados, de certa forma, confunde e pode até surpreender o leitor na descoberta do assassino.

    É um livro que eu sei, desde o início que eu li a sinopse dele, que ele é legalzinho, mas não espetacular. Mas, espero de alguma forma me surpreender lendo-o.

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    1. Oi, Daiane!
      Não, nenhum deles foi cúmplice de nada. Não, ninguém mais entrou em cena. São eles próprios que narram, e o que um narra confere com o que o outro também narra, nenhum deles está mentindo, ao contrário do que sugere o título. Aliás, a única mentira é o título e a promessa de um mistério. Bjos

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  2. Num primeiro momento havia ficado com muita vontade de ler Um de Nós está Mentindo. Pois tenho saído da minha zona de conforto literária e me arriscado pelos livros de suspense e Thrillers.
    Mas conforme fui conhecendo melhor o livro através de instagrans literários, achei que o livro tem uma vibe de duas séries que gosto muito Gossip Girl (o app de fofoca que todos odeiam mas não vivem sem) e Pretty Little Liars onde o grupo onde aparentemente todos são amigos ou conhecidos mas que escondem coisas uns dos outros.
    A questão do esteriotipo dos típicos alunos americanos não me incomodam desde que sejam bem desenvolvidos.

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    1. Oi, Chelle! É por aí mesmo, tá certa! Bjos

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  3. Engraçado que é a primeira resenha um tanto quanto negativa que leio sobre este livro. Daí, fico aqui imaginando a infinidade de gosto dos blogueiros e leitores..rs
    O livro já está na minha lista de desejados do Skoob tem um tempo e eu estava, confesso, na maior expectativa para ler, mas dei uma desanimada geral agora.
    São pontos fortes esses "defeitos" adolescentes,mas não há como ser superficial em nenhum deles. Ou se usa quase 400 páginas para falar sobre algo ou a estória acaba terminando assim:vazia.
    Parece ser o tipo de livro errado, a começar pelo título. rs Afinal, todos mentem, omitem e se escondem. Mas na realidade? Quem se importa com isso?
    Ainda quero ler, só pra tirar essa dúvida de mim.
    Beijo

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  4. Eu amo thriller e como de cara já li o livro Eu estou pensando em acabar com tudo da Rocco e por trás de seus olhos não me contento com livros mal escrito com histórias mal construídas,foi muito bom ler essa resenha porque gosto de imaginar vários finais e não chegar nem perto da verdade, adoro livros de mistérios bem complexos,se eu comprasse um livro previsível ia ser decepcionante...

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  5. Olá Carl!
    Desde que comecei acompanhar resenhas sobre o livro eu tenho ficado na dúvida, ler ou não ler? Pois é, eu estou bastante curiosa pra conhecer a história mas aí me lembro de alguns pontos negativos que li sobre e desanimo, mas está aqui na listinha, se eu conseguir sair da minha zona de conforto e tentar insistir com a leitura quem sabe eu mude de ideia né...
    Bjs!

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  6. As resenha sobre esse livro são bem controversas, há muitos que gostam e muitos que não curtiram nem um pouco.
    Eu não sou muito de ler histórias desse gênero, mas acho que leria por curiosidade haha

    www.ooutroladodaraposa.com.br

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  7. Não parece um livro ruim mesmo, mas tinha pensado muito mais dele e pelo que tô vendo ele tem alguns defeitos que iriam me irritar se fosse ler pensando o que pensei ao ver pela primeira vez. Parece que ele tem os temas certos, umas coisas que podem gerar discussão mesmo, um aprendizado, mas fica só nisso, no poder. Não é a primeira vez que vejo falando disso. E nem da narrativa. É legal você ter vozes diferentes na trama e de novo vejo falando que tudo é muito parecido. Caiu num clichê de história adolescente também. Ahh, sei lá, tem que ser bem escrito, do tipo que prenda mesmo pra me ganhar agora. Dei uma bela desanimada pra ler no momento =/
    Mas ainda vou querer ler alguma hora.

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  8. Oi Carl,
    Mesmo sem ainda ler o livro decidi ler o spoiler, confesso que eu havia imaginado algo assim em algumas resenhas que li, porque nenhuma demonstrava culpa em nenhum dos personagens, mas o que me chama atenção é esse drama todo adolescente, gosto de histórias nesse estilo e mesmo sabendo o que irá acontecer ainda pretendo ler.
    Beijos

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  9. "...o verdadeiro assassinato que ocorre, é a morte de qualquer expectativa de um mistério." Esse trecho é capaz de resumir toda a resenha e toda a história do livro. É realmente decepcionante ler esse tipo de livro. Temas importante não devem ser tratados com tanta superficialidade. Deve ser trabalhado de forma que o leitor possa compreender o problema e achar uma solução. O óbvio acaba frustrando o leitor que busca algo mais complexo, algo que instigue o leitor a querer descobrir o culpado da história. O livro pode até ser bom para alguns, mas decepcionante para outros.

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  10. Olá Carl, estava bem ausente daqui do blog e eis que volto num momento bem interessante, por cansar de ler resenhas superficiais e sem conteúdo que nos leve à reflexão eu estava bem curiosa para ler esse livro devido primeiro à essa capa que achei muito bonita e ao título, mas depois de ler sua sempre sincera opinião fiquei mais tranquila em não ter gasto meu suadinho dinheirinho com ele, porque sei que não ia curtir!
    Gratidão por manter um blog com resenhas sinceras e nada para vender mais!

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  11. Olá, a obra entrega o que promete, ainda que abuse do que tem de mais saturado na literatura. Realmente, como dito na resenha, o livro deve agradar quem não é veterano quanto aos livros do gênero. Mas apesar de ser raso, Um de Nós Está Mentindo consegue entreter. Beijos.

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  12. CArl!
    Sou aficcionada por livros policiais.
    Saber que as personagens são bem construídas, que o livro é dividido em partes, onde podemos conhecer os envolvidos, bem como os investigadores e ainda uma narrativa leve e rápida, já me conquistou.
    E o que achei mais diferente, é porque é em ambiente estudantil, porque nos leva a pensar: qual dos estudantes cometeu o crime?
    Confesso que fiquei bem intrigada e instigada para poder fazer a leitura, mesmo vc achando que ficou faltando algo e que o livro parece incompleto.
    Bom final de semana!
    “Os lírios não bastam. As leis não nascem das flores. Meu nome é luta, e escreve-se na história.” (Luciana Maria Tico-tico)
    cheirinhos
    Rudy
    TOP COMENTARISTA MARÇO: 3 livros + vários kits, 5 ganhadores, participem!
    BLOG ALEGRIA DE VIVER E AMAR O QUE É BOM!

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  13. Oi Carl.
    Que pena que o livro não entregou tudo aquilo que você esperava. Parece que falta muito desenvolvimento na trama e por isso a história ficou superficial.
    Gosto muito de thrillers envolventes e que me faz criar diversas teorias. Não prece ser o caso desse livro.
    Mas, ainda tenho muito curiosidade para conhecer essa história, pois todo mundo está falando desse livro.
    Beijos

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  14. Olá! Confesso que desde o lançamento desse livro (fevereiro, só deu ele), fiquei com os dois pés atrás, afinal não queria criar muita expectativa e acabar me decepcionando, acho que foi a melhor decisão que tomei. A história realmente deixa muito a desejar, aborda, mas não aborda de fato temas tão importantes e presentes cada vez mais no nosso dia-a-dia. Essa leitura eu passo fácil.

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  15. Olá,
    Desde que conheci o livro fiquei com vontade de ler, porém confesso que fiquei curiosa e acabei lendo os spoiles. Isso me desanimou bastante, mas acho que acaba sendo melhor do que ler e me decepcionar depois, pelo menos utilizo o tempo para ler outro livro.
    Bjs!

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  16. Oii, estava super ansiosa por este livro, uma vontade enorme de ler ele, porém depois de algumas resenhas minha ansiedade diminuiu um pouco, darei prioridade a outros livros, porém não deixarei de ler ele quando tiver oportunidade!!

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  17. Eu estava muito interessado em ler esse livro desde que foi lançada na Espanha e vários blogs de lá começaram a falar super bem do livro então fica de olho para quando nasce aqui no Brasil e a história por mais que pareça absurda me lembrou muito a história do filme The Breakfast Club Por que qual é a gente se encontra nos no sábado de manhã numa detenção

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  18. Oi, Carl!!
    Nossa que decepção!! Espera tanto desse livro mas vejo que realmente esse livro não é para pessoas que já tenha lido várias histórias sobre mistério. Então, ainda bem que li a sua resenha poupei tempo e dinheiro.
    Bjoss

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