LOST IN SPACE

SINOPSE: No ano de 2046, a família Robinson e a nave espacial Jupiter 2, uma das várias naves Jupiter, encontra um rasgo no espaço-tempo e cai em um planeta desconhecido. Anos-luz encalhados do destino pretendido, os Robinsons e outros colonos se juntam para combater um estranho novo ambiente alienígena e seus próprios demônios pessoais enquanto tentam sair do planeta.
TEMPORADAS: 1
EPISÓDIOS: 10
GÊNERO: Ficção-científica
DURAÇÃO: 50 minutos
ANO DE LANÇAMENTO: 2018
CANAL: Netflix

LOST IN SPACE, ou PERDIDOS NO ESPAÇO, como é mais conhecido no Brasil, foi uma série de televisão originalmente criada por Irwin Allen em 1965. Ele também foi o criador de outras séries de muito sucesso, e cultuadas até hoje, como TERRA DE GIGANTES, O TÚNEL DO TEMPO e VIAGEM AO FUNDO DO MAR. A essência da história é baseada no filme A CIDADELA DOS ROBINSON, onde uma família fica presa em uma ilha e precisa lidar com nativos e piratas; e no livro, ROBINSON CRUSOÉ, sobre o náufrago que precisa sobreviver em uma ilha por mais de trinta anos. Em 1997, estrou nos cinemas um filme que tentou resgatar a série, mas ele possuía diversos problemas de roteiro, de conceito e de elenco, acabou sendo um fracasso e a ideia parecia esquecida, até que ano passado a NETFLIX anunciou um reboot.

A série dos anos sessenta refletia as ideias e os comportamentos da sociedade da época, onde a figura da família perfeita era vendida por todos os lugares, durou três temporadas e só foi cancelada por redução de custos da editora, que passava por dificuldades, e não por baixa audiência. Já a nova série da NETFLIX, reflete nossos tempos, colocando uma família desajustada, que viajava, junto com outras tantas famílias, para efetuar a colonização de um planeta desabitado, que sofre um “acidente” e acaba presa em um planeta inóspito e cheio de perigos.

John Robinson (Toby Stephens) é um fuzileiro que vive em missões, por isso se distancia da família e sofre uma rejeição natural da esposa e dos três filhos. Quando partem na missão de colonização, ele precisa reconquistar o amor e a confiança da família.

Maureen Robinson (Molly Parker) é uma das cientistas responsáveis pela missão, além da construção das próprias naves espaciais. Ela precisou trabalhar e cuidar dos filhos, suprir a falta do pai deles e ainda convencê-los a abandonar tudo para trás e começar de novo em um outro mundo. Ela sente mágoa de John, ainda mais por saber que ele tinha a opção de ser mais presente.

Don West (Ignacio Serricchio) é um dos funcionários da estação espacial que leva as naves e os colonos, mas ele também é um contrabandista. Ele acaba fazendo parte da família após situações que comprovam sua coragem e lealdade.

Judy Robinson (Taylor Russel) é médica recém-formada, e além de ser a filha mais velha, de uma relação anterior de Maureen, ou seja, ela não é filha biológica de John, é a mais responsável e aquela a quem os pais sempre recorrem para cuidar dos irmãos mais novos.

Penny Robinson (Mina Sundwall) é a filha do meio, a mais rebelde, a que sente ciúmes da irmã mais velha, mas sem rancor, ela apenas deseja que os pais lhe deem uma chance de provar seu valor.

Will Robinson (Maxwell Jenkins) é o caçula, inteligente, segue os caminhos da mãe como cientista e explorador, mas é inseguro, medroso, talvez por não ter tido a referência do pai presente em casa.

A essência dos seis personagens é a mesma da série clássica. Entretanto, foi removido o filtro plástico da perfeição e adicionada a imperfeição de pessoas únicas. As principais diferenças com relação ao original, são: a liderança não é mais de John, agora é de Maureen, que toma as decisões e conduz a família; Don não é mais o copiloto da nave, mas alguém que precisa encontrar formas alternativas, mesmo que ilegais, para conseguir se manter na Terra, depois que voltar da missão; Judy não sabe como compartilhar a sua posição com Penny, e Penny não sabe como conquistar seu valor diante dos pais; Will não é mais tão corajoso, sofre com a distância do pai e tenta aprender sobre a responsabilidade de atos. Ou seja, são seis pessoas que precisam aprender a viver em conjunto, aceitar suas diferenças, seus defeitos, com amor e respeito.

A atuação dos atores é convincente e me conquistaram, com destaque para o pequeno Will, que fica longe do estereótipo de menino prodígio chato que estamos acostumados a ver em produções da mesma espécie. E tudo é tão legal, que já no meio da temporada, eu realmente passei a me importar com eles, a querer ver como a coisa seguiria e, principalmente, como seria o último episódio.

Mas, então, chegamos nos dois últimos personagens principais que ainda não falei, e ambos são ícones da cultura pop e foram inesquecíveis em seus respectivos papeis na série clássica: o infame e traiçoeiro Dr. Smith, e o robô.

De forma acertada, nesta nova versão, temos uma Dra. Smith (Parker Posey). Infelizmente, a atriz não consegue passar a mesma imponência, o mesmo perigo e, embora contraditório quanto à maldade do personagem, a mesma simpatia do original, interpretado magistralmente por Jonathan Harris. Eu até tentei gostar da personagem, tentei ser convencido de sua maldade, mas o que senti, foi apenas antipatia.

O robô foi alterado para uma forma humanoide, o que facilita bastante o trabalho de produzir cenas de locomoção, e eu gostei disso. Também gostei de todo o background que construíram sobre ele, e que acaba por ser a força motora de toda a história da primeira temporada, como descobrimos mais tarde. Entretanto, a relação de Will com ele, ficou apressada e não tão intensa. Isso acaba não sendo culpa da direção, mas do roteiro. Por conta daquilo que o robô representa e do que ele causou, os roteiristas são obrigados a afastá-lo por alguns episódios, e isso acaba enfraquecendo a relação com Will. E quanto o robô volta, volta para resolver uma situação, mas tarde demais para conseguir restabelecer o vínculo que estava sendo construído nos primeiros episódios.

De qualquer forma, preciso dizer que quase tudo me surpreendeu de forma positiva nesta nova versão da NETFLIX, inclusive na presença da música original do seriado, adaptada por John Williams de maneira espetacular. LOST IN SPACE voltou com qualidade e já faz parte das minhas séries de ficção-científica preferidas. Aliás, ela sempre fez, mas agora com uma bem-vinda roupagem que a torna ainda mais bonita de se ver!


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Carl

Tenho várias paixões: livros, gibis (muitos gibis), filmes, séries e jogos (muitos jogos de PC e consoles), fotografia, natação, praia e qualquer chance de viajar para conhecer novos lugares e pessoas. Lamento o dia ter apenas 24 horas - é muito pouco ;>) -, e não saber desenhar O.O

4 COMENTÁRIOS

  1. Nossa, mas quer dizer que é um reboot? Não sabia disso. Vi o trailer dela e adicionei na lista, ia até assistir hoje mas acabou não dando pra ver. Que louco ver por aqui falando dela, parece até um sinal pra sssitir logo xD
    Mas parece que tá bem legal, gostei do estilo da série e sendo uma nova versão até pra quem já conhece a outra e coisa assim pode ser bem interessante também, poder ver de uma nova forma, modernizada e tal. Pelo que vi parece fácil de se jogar na história, com bons personagens e a curiosidade pra ver como tudo vai se desenrolar...já me chamou atenção.

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  2. Apesar de não ser fã de rebot esse parece ser interessante vou dar uma olhada

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  3. Adorei esta série!
    Acabei vendo ela num fôlego só e tirando o raio da Dra. Smith, achei a série perfeita! Ela realmente não convence como vilã e por muitas vezes, quando ela aparecia em cena, eu sentia vontade dar uns bons tapas na fuça dela(radical mesmo).
    Mas a série é muito bem feita, os cenários de tirar o fôlego e Will? Que ator mirim maravilhoso!!! Emoção na medida certa!
    Super recomendo a série também e torço para que venham mais temporadas, deu aquele gostinho de quero mais no final!
    Beijo

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  4. Oi Carl!
    Eu já vi a série, é perfeita, eu amei, dá uma nervoso danado viu, eu só qria matar aquela "Dra. Smith" só isso... kkkkk Já estou ansiosa pra que a Netflix traga outras temporadas!
    Bjs!

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