ARMADA

SINOPSE: Zack sempre sonhou com uma realidade parecida com o universo dos livros e filmes de ficção científica. Por que nunca acontecia algo fantástico que pudesse trazer um pouco de aventura à sua vidinha mais ou menos? Então, de repente, ele vê uma nave espacial. E, mais estranho ainda, ela é idêntica à do seu videogame preferido. Agora, suas habilidades ao joystick serão fundamentais para salvar a Terra da destruição!
AUTOR: Ernest CLINE
EDITORA: Leya
PUBLICAÇÃO: 2015
PÁGINAS: 432
TRADUÇÃO: Fábio FERNANDES

Ernest Cline é um gênio da cultura pop, e com ARMADA, conseguiu se diferenciar mais uma vez. A história se passa em 2019 e mostra a verdade por trás dos jogos e filmes sobre invasões alienígenas. Zack Lightman é um dos jogadores no TOP 10 de Armada, um jogo onde a função é combater aliens que estão invadindo a Terra. Apesar de ser bom em Armada, Zack não é tão bom em relação a Terra Firma, que é o jogo onde seus amigos (Cruz e Diehl) são melhores, apesar de ter os mesmos criadores, mesmo universo, são máquinas diferentes a serem controladas.

Com a cultura pop sempre presente, Zack é um personagem que tem que lidar com piadinhas sobre a morte de seu pai, algumas explosões de raiva, uma mãe um pouco protetora e bullyies. Após ver uma Glaive (uma nave espacial dos Sobrukai, eles parecem lulas gigantes), Zack acha que esta alucinando e ficando maluco igual ao pai, que tinha toda uma conspiração sobre vídeo-games e filmes. O livro é muito detalhado, então é óbvio que muita coisa não tem como ser explicada na resenha, até porque seria muito spoiler. Mas, basicamente, muitos dos filmes, livros, games, etc, foram feitos para o mundo se acostumar com a ideia de que aquilo realmente poderia existir.

Cada capitulo que você lê, ele te faz querer ler mais, assim devorando o livro em poucas horas. Existem muitas referências no livro, e uma delas, a Pam, mãe de Zack, quando usa, eu dei muita risada:
“Ela ficou entre mim e a escada, bloqueando minha fuga. – Você não passará! – declarou ela, batendo o pé de um jeito teatral no tapete.”
Cortando todo esse meu momento fangirl, continuando a resenha: uma das armas inseridas no jogo há pouco tempo é chamada Disruptor e ela desabilita todo e qualquer tipo de sinal, embaralhando-o para que não haja comunicação. Assim, nenhum jogador consegue derrotar essa arma, é meio impossível, e com milhões de aliens com uma arma dessas e apenas alguns jogadores bons, como a Terra poderia vencer a Guerra? 

É impressionante a forma como os fatos são colocados na sua frente e você tem que tentar encaixá-los como peças de um grande quebra-cabeça, que salvam a sua vida ou te deixam para ser aniquilado. Diversos problemas ocorridos do passado, são resolvidos nesse presente, onde apesar de ser esclarecido grande parte dos mistérios envolvendo esse povo de outro planeta, existe todo um porquê de espera, sendo que poderiam ter aniquilado tão rápido a todos.

Eu não estava querendo utilizar uma comparação, mas para quem já leu JOGADOR NÚMERO UM, sabe que Wade, o personagem principal, não teve essa adolescência, a vida dele era ficar dentro do OASIS e sem contato com pessoas fora daquilo. Já o Zack, vive em um mundo aparentemente “normal”. Entretanto, as referências utilizadas na vida de Zack, são um pouco forçadas, mas com um fundamento, ele saber tanto sobre a cultura pop era para tentar entender como foi seu pai, Xavier, que morreu quando ele era um bebê.

Você também vê algumas coisas parecidas entre os dois livros, mas tem também diferenças, porque ARMADA traz a história além de jogar o tempo todo, enquanto JOGADOR NÚMERO UM fica muito nisso. ARMADA leva o personagem para realidade, enfrentando o inimigo dele real, porque é basicamente uma invasão alien acontecendo naquele exato momento.

Algumas coisas no livro são bem previsíveis, é claro, mas isso não tira dele o fato principal: eu particularmente gostei do livro, não achei uma obra prima, mas é ótimo para passar o tempo e não se afundar em uma repetições com trilogias ou sagas.

Cline encerra o livro de uma forma que dá a entender que haverá uma continuação, e esperamos que venha logo, com mais quebra-cabeças, referências, e que a equipe se reúna mais uma vez.


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Amanda Mesquita

Moro em Guarulhos, São Paulo, sou do signo de trouxas, amo comer coxinha, torta de bis com morango, açaí e cachorro-quente de 50 metros de comprimento, sentada em uma mesa, ao lado da minha melhor amiga, no meio da bienal.

15 COMENTÁRIOS

  1. Oi, Amanda.

    Apesar do cenário desenhado e apresentado não ser muito criativo, é relativo, por o autor poder expandir e explorar esse mundo dos games.

    Não sei se eu leria o livro, mas mesmo o livro, aparentemente, ser um pouco doido, tem uma proposta boa.

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  2. Muito interessante a premissa de Armada.
    Cline parece mesmo ser um mestre nesse universo de games cultura pop e scifi.
    Não sou muito de ler esse gênero mas devo confessar que tanto Jogador Número Um e Armada me chamaram muito a atenção a ponto de entrarem na minha lista de desejados.

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  3. Bem, jogos e afins não é muito meu forte.rs Tanto que não vi Jogador Número 1 até hoje :/ Mesmo amando os efeitos especiais de filmes e claro, desejando ler o livro também.
    Não conhecia este novo trabalho do autor, mas sei lá, será que ficar só nisso de jogos e cenários assim não vai acabar se tornando repetitivo?
    Talvez em algum momento eu dê uma chance ao livro.
    Beijo

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  4. Não me interessei muito pelo livro e achei a sinopse bem vaga ainda não entendo muito bem o propósito do autor com essa história mas eu realmente não me interessei nem um pouquinho

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  5. Interessante. Embora não seja o meu "território" de leitura, gostei bastante do que o autor introduziu no livro. Irei aguardar a (talvez) sequência para saber mais sobre.

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  6. Eu amei aquele outro livro do autor e ver mais coisas dele pra mim é bem interessante. Gostei que esse tem uma certa semelhança, a coisa de jogo, cultura pop, personagem jovem, mas também foca mais na realidade e na história assim. Parece legal essa ideia dos alienígenas e deu curiosidade pra ver como ele fez isso, o que inventou na história. Acho que iria gostar. Parece que tá bem legal e daquele jeito gostoso de ler que o autor tanto fez no outro livro, de pegar e só querer saber mais e ler e ler e ler. Gostei.

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  7. Olá! Já tinha amado o Jogador número 1 e com esse livro não foi diferente, gostei bastante do enredo e de como tudo foi colocado, ainda mais sabendo que a cultura pop também esta presente.

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  8. Amanda!
    Não li O Jogador nº 1 e com certeza esse também não. Na verdade, nem gosto muito da leitura de livros de games, embora não descarte totalmente uma leitura do livro, afinal, tudo é questão de oportunidade, concorda?
    “Não sei o que fazer do que vivi, tenho medo dessa desorganização profunda. “ (Clarice Lispector)
    cheirinhos
    Rudy

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  9. Infelizmente não consegui me interessar pela história, assim como foi com "O Jogador Nº1". O livro parece até ser cativante e bem elaborado para quem gosta do gênero, também não descarto ele como um livro ruim apenas não me cativou para uma leitura :(
    Mas sua resenha ficou muito boa, como sempre! Beijos <3

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  10. Olá Amanda!
    Não tinha o costume de ler livros do gênero mais de um tempo pra cá me interessei demais e pretendo embarcar nessas aventuras, não conhecia o livro, parece ser bacana assim como O Jogador Nº1 q tbm não li ainda, ficarão então nos meus desejados aguardando uma oportunidade.
    Bjs!

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  11. Olá.

    Já ouvi vários ótimos comentários a respeito do livro, e ele parece ser ótimo, para quem gosta do gênero, é claro. Eu não gosto muito de games, então não me interessei tanto em ler!

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  12. Infelizmente livros que retratam jogos não são meu forte. Não sei se leria esse livro algum dia, para mim seria difícil ler, mas para quem curti jogos, tenho certeza que se identifica com a leitura.

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  13. Eu ainda não conhecia esse livro, mas já tinha ouvido falar do outro livro do autor, Jogador nº 1. Talvez por não ter o hábito de ler ficção científica e não ser muito ligada em games, a premissa desse livro não me atraiu muito.

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  14. Oi, Amanda!
    O livro parece ser bem interessante, principalmente por que é o mesmo autor de Jogador nº 1 que infelizmente ainda não tive oportunidade de fazer a leitura, mas gostei do universo e quero muito ler essa história do Zack.
    Bjos

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  15. Oi Amanda,
    eu não conhecia o livro e achei um pouco confuso.
    Acho que por eu não ler e nem entender nada de jogos e ficção científica, me perdi um pouco kkkkkk
    O Jogador nº1 fez tanto sucesso e tem tantas resenhas positivas que fiquei com vontade de ler, mas não sei se lerei mesmo rsrsrs
    bjs

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